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Imprensa internacional compara Eduardo Bolsonaro a Ivanka Trump

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Ivanka Trump e Eduardo Bolsonaro arrow-options
Shutterstock e Alan Santos
Assim como Ivanka, Eduardo assumiu papel de destaque na gestão do pai

A possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) paraembaixador do Brasil dos Estados Unidos repercutiu internacionalmente, com jornais traçando paralelos entre o filho do presidente brasileiro e os herdeiros de Donald Trump, em particular sua filha, Ivanka, conselheira da Casa Branca que tem grande influência na tomada de decisão em Washington.

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Para o jornal britânico  The Guardian  , a nomeação de Eduardo Bolsonaro  para a chefia da missão diplomática ressalta a relevância da família presidencial nas decisões políticas e diplomáticas brasileiras. Já o Financial Times  destacou que, ao cogitar nomear seu filho para a chefia da missão brasileira em Washington, o presidente Jair Bolsonaro abre espaço para discussões sobre nepotismo, refletindo debates recorrentes nos Estados Unidos sobre o papel e a influência política da família de Trump. O  Le Monde , tradicional jornal francês, foi pelo mesmo caminho, traçando um paralelo entre Eduardo Bolsonaro e a filha mais velha do presidente americano, Ivanka.

Ivanka Trump , de 37 anos, é a mulher mais visível da administração Trump. No mês passado, foi alvo de uma enxurrada de críticas por viajar com seu pai para a cúpula do G-20, no Japão, onde se manteve repetidamente no círculo de líderes presentes, incluindo Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, e Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita.

Há uma grande discussão nos Estados Unidos sobre quais portas foram abertas para Ivanka por causa de sua proximidade com seu pai. Outro questionamento comum é se ela deveria estar se relacionando com chefes de Estado em um evento diplomático, como a reunião do G-20.

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‘Amigo dos filhos do Trump’

Além dos paralelos entre o poder que as duas famílias presidenciais exercem sobre as decisões de Estado, a boa relação entre os Trump e Eduardo Bolsonaro também foi destacada pela imprensa internacional. Veículos como o New York Times  e o  El País destacaram que Eduardo participou da reunião fechada entre os presidentes brasileiro e americano durante a visita oficial de Bolsonaro à Washington, em março. Na ocasião, Eduardo encontrou-se com o genro do presidente americano, Jared Kushner, marido de Ivanka, e foi visto vestindo um boné da campanha à reeleição de Donald Trump.

Em uma live ao lado do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, Jair Bolsonaro listou a “amizade” entre Eduardo e os filhos do presidente americano como uma das razões para nomeá-lo ao cargo:

“O meu filho Eduardo fala inglês, fala espanhol, há muito tempo roda o mundo todo, goza da amizade dos filhos do presidente Donald Trump, o qual eu torço pra ele ser reeleito ano que vem, assim como torço para o [Maurício] Macri ser reeleito na Argentina no corrente ano. Torcida, né?”, declarou. “E existe a possibilidade e depende do garoto. Só que ele tem que, se eu não me engano, renunciar ao mandato dele, caso aceite um convite. E passe pelo Senado, obviamente, também, tá certo?”, acrescentou, lembrando que a eventual indicação teria que ser submetida ao crivo dos senadores.

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Apesar da surpresa com a possibilidade de nomeação, diplomatas brasileiros experientes avaliam que a boa relação de Eduardo Bolsonaro com a família Trump poderá contar positivamente para as relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

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O Itamaraty, contudo, ainda não recebeu instruções para submeter o nome de Eduardo Bolsonaro ao governo americano, como é praxe. Em geral, o nome do embaixador só é divulgado depois que o governo do país em questão concede o chamado agrément.

Fonte: IG Mundo
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50 anos de viagem à Lua: Comemorações e conspirações

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Buzz Aldrin na Lua arrow-options
Nasa
Foto do astronauta norte-americano Buzz Aldrin caminhando na Lua.

Há exatos 50 anos, no dia 20 de julho de 1969, os astronautas norte-americanos Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins chegaram à Lua. Os dois primeiros chegaram à superfície lunar, enquanto Michael Collins os esperava em órbita. Um feito inédito, e digno de comemoração.

No entanto, mesmo depois de tanto tempo, ainda há quem não acredite no feito. Pesquisa recente do Datafolha mostra que 26% dos brasileiros acreditam que as filmagens da chegada dos astronautas à Lua é falsa. De onde vem essa crença?

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Era possível falsificar uma viagem à Lua?

A teoria mais popular afirma que a viagem do homem à Lua foi filmada pelo famoso diretor Stanley Kubrick, com grandes orçamentos e efeitos especiais dignos de  Hollywood.

Entretanto, todos os especialistas afirmam que seria impossível, à época, filmar algo assim. Desde a iluminação até o efeito de câmera lenta necessário para simular a baixa gravidade lunar, a tecnologia simplesmente não existia.

Temos várias evidências do sucesso da missão. Desde fragmentos de rochas trazidos de volta à Terra para estudos sobre a formação do nosso Sistema Solar até um espelho refletor utilizado para medir a distância à Lua através da reflexão de lasers.

Até mesmo a Rússia admite que os americanos chegaram lá, o exemplo mais recente sendo o presidente Vladimir Putin. Seria uma conspiração de centenas de milhares de pessoas, além de dezenas de governos de diversos países, algo impossível de conceber. Se mesmo os principais rivais dos Estados Unidos na corrida espacial admitem a derrota, por que alguns indivíduos ainda duvidam da história?

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Leia mais: NASA planeja colonização da Lua

A psicologia das teorias de conspiração

Se não é por fortes evidências científicas, talvez a origem das teorias da conspiração estejam na psicologia.

Especialistas afirmam que existe uma forte correlação entre sentimentos de ansiedade e a crença em teorias como a que nega a chegada à Lua. Ao participar dessa crença, em uma mentalidade de “nós contra eles”, pessoas podem se sentir especiais, superiores, participantes de um grupo privilegiado que sabe mais que os outros.

Não é difícil acreditar que efeitos como esse sejam ainda mais fortes no mundo atual, quando a internet e as redes sociais são capazes de ecoar e amplificar ainda mais essas vozes. É algo que vemos de maneira semelhante com a Terra Plana, afinal de contas.

É uma pena que uma parcela tão grande da população ainda duvide de cientistas e do sucesso da missão. Não seria melhor se pudéssemos contar com o apoio da sociedade em prol da ciência, ao invés do ceticismo infundado?

Leia também:

Por que não voltamos à Lua?

A véspera da viagem dos astronautas

Fonte: IG Mundo
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