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Helicóptero que caiu com Bryant tinha nove pessoas a bordo

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Em entrevista coletiva realizada pela polícia de Calabasas, na Califórnia, as autoridades afirmaram que havia nove pessoas a bordo do helicóptero que caiu hoje (26), matando o ex-jogador de basquete Kobe Bryant. As informações anteriores eram de que cinco pessoas haviam morrido. De acordo com afirmação atualizada da polícia, a aeronave levava oito pessoas e o piloto.

O acidente ocorreu às 9h47 da manhã no horário local (14h47 no horário de Brasília). Com a queda, o helicóptero pegou fogo e as chamas foram apagadas com dificuldade pelos bombeiros da cidade. Segundo a polícia, as investigações sobre as causas do acidente estão em andamento.

Filha também morre no acidente

A imprensa norte-americana também confirmou que uma das filhas do ex-jogador, Gianna, de 13 anos, também estava no helicóptero. O comissário da NBA, Adam Silver, publicou uma declaração lamentando a morte de Bryant. “A família NBA está devastada pela morte trágica de Kobe Bryant e sua filha, Gianna”, disse Silver, em nota publicada no Twitter. Os outros passageiros da aeronave ainda não foram identificados, e os legistas afirmam que a identidade deles será revelada após testes de DNA.

Nota da NBA lamenta a morte do ídolo das quadras de basquete americano

“Mas ele será mais lembrado por inspirar pessoas em todo o mundo a pegar uma bola de basquete e competir no melhor de sua habilidade”, acrescentou Silver em outro trecho da nota. Vários atletas de diferentes esportes já prestam homenagens a Bryant nas redes sociais. Ele é um dos grandes nomes da história da NBA, com cinco títulos conquistados e 33.643 pontos marcados, a quarta maior marca da liga.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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Coluna – Novo ranking no vôlei

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A partir do dia 1º de fevereiro a Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla em inglês) passou a adotar um novo critério para a formação do ranking mundial. A classificação antiga era simples de ser calculada. Eram atribuídos pontos de acordo com a colocação das equipes nas principais competições do calendário. Os campeões olímpico e mundial, por exemplo, ganhavam 100 pontos cada. Na Liga das Nações eram concedidos 50 pontos ao vencedor.

O novo sistema é complexo. Ele adota um algoritmo que calcula pontuações a partir de cada de jogo oficial em competições organizadas pela federação. Esse algoritmo calcula probabilidades de resultados de cada jogo, baseando-se no histórico das equipes e levando em conta a posição deles no ranking mundial. Assim, tomando como exemplo um jogo masculino entre Brasil e Portugal, a probabilidade de dar 3×0 para os brasileiros é maior. Isso será identificado pelo algoritmo. Caso o resultado se confirme, o Brasil ganha uma pontuação não tão alta, já que aconteceu o que era esperado. Mas se Portugal surpreender e vencer os brasileiros, os portugueses ganharão mais pontos, por causa da “improbabilidade”, digamos assim, daquele placar. Ainda nessa simulação, o Brasil perderia pontos por causa do resultado inesperado.

Lembrando que uma partida de vôlei pode ter seis resultados diferentes: 3×0, 3×1, 3×2, 2×3, 1×3 e 0x3. O algoritmo atribuirá pontos para cada uma dessas possibilidades. A nova pontuação é dada após cada partida. Apesar de a nova classificação ter entrado em vigor no início de fevereiro, a FIVB começou a calcular os pontos para o novo ranking em janeiro de 2019. Ou seja, todos os jogos oficiais do ano passado foram levados em consideração.

No antigo ranking feminino, as oito melhores seleções do mundo eram, pela ordem: China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Rússia, Holanda, Japão e Itália. No ranking atualizado com os novos critérios, a sequência tem China, Estados Unidos, Brasil, Itália, Turquia, Sérvia, Japão e Rússia. A principal diferença entre as duas listas é a posição da Sérvia. As atuais campeãs do mundo caíram da terceira para a sexta colocação. A explicação disso é justamente a forma como o novo ranking é organizado. Como em boa parte da temporada passada a seleção europeia foi representada por um time alternativo e perdeu jogos importantes contra rivais diretos (como o Brasil, por exemplo), a nova lista foi desfavorável para a Sérvia. Por outro lado, a Turquia deu um salto e passou da 12ª posição no ranking antigo para a 5ª no atual.

18/08/2019 amistoso de Vôlei  Brasil e Argentina

Com o novo sistema, a seleção feminina subiu uma posição no ranking – Arquivo/Gaspar Nóbrega/Inovafot

O ranking masculino que esteve em vigor até o último dia de janeiro trazia, pela ordem de classificação, Brasil, Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia, Argentina, Canadá e Irã nas primeiras oito colocações. A lista atualizada tem Brasil, Polônia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, França, Itália e Irã. A principal diferença entre os rankings masculinos é a entrada da França, que subiu da 9ª para a 6ª posição.

O sistema de ranqueamento das seleções é importante porque é adotado pela FIVB como um dos critérios para a classificação em algumas competições, como os Jogos Olímpicos. O principal argumento da federação para realizar as mudanças no ranking foi torná-lo mais justo. Nesse sentido, acredito que o novo sistema, se funcionar conforme o prometido, tende a deixar os rankings mais equilibrados, de acordo com o que é visto nas principais competições internacionais. Um exemplo disso é a seleção feminina da Turquia, que vinha se destacando nas principais competições do ciclo olímpico, mas ocupava apenas a posição de número 12 na lista. O mesmo pensamento se aplica à França no masculino.

Outro fator que comprova a justiça do novo sistema é a comparação com os grupos dos Jogos de Tóquio. Nas competições masculina e feminina, das 12 seleções de cada gênero classificadas para Tóquio 2020, 10 delas (incluindo o anfitrião Japão) formam o top 10 das melhores seleções do planeta no novo sistema.

Edição: Fábio Lisboa

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