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Heleno diz que derrubar MP dos ministérios seria “criminoso contra o país”

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General Augusto Heleno
Antonio Cruz/Agência Brasil – 6.11.18
General Augusto Heleno admitiu nesta segunda-feira que o governo corre o risco de ver caducar a Medida Provisória

Um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, admitiu nesta segunda-feira que o governo corre o risco de ver caducar a Medida Provisória (MP) 870
, que alterou o número de ministérios de 29 para os atuais 22. Ele disse esperar que “o espírito patriótico dos nossos parlamentares entre em vigor” e que os congressistas sabem que deixar isso acontecer seria “criminoso contra o país”. 

Editada no dia 1º de janeiro por Bolsonaro, a MP que mudou a estrutura do governo
vence em 3 de junho, daqui a exatas duas semanas. Caso a medida não seja votada no Congresso, passará a valer o modelo anterior, do governo Michel Temer, que tinha 29 ministérios.

“É nessas horas que eu espero que o espírito patriótico dos nossos parlamentares entre em vigor, né? Porque, pô, mexer agora nisso aí, voltar pra 29 ministérios…”, declarou Heleno. “Risco há. Claro que eu espero que ele não seja um risco provável, mas o risco existe, lógico. Está nas mãos deles. Eu acredito que uma nuvem de bom senso mostre que isso aí é contra tudo o que foi conversado, tudo o que foi tratado, vai ao encontro de 90% dos brasileiros.”

Segundo o ministro, um presidente da República é “incapaz de gestionar 29 ministérios”. Ele afirmou ainda que o número atual já é “duro” e está “acima do que está previsto em tudo o que é livro de gestão”. E em seguida disse que o próprio Bolsonaro fez uma brincadeira com esta possibilidade, no domingo.

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“Vai ter camarada que eu vou ver de ano em ano, camarada que eu não vou ver nunca. Vai encontrar na rua e dizer ‘onde é que você trabalha?’”, teria dito o presidente, segundo Heleno. “Eu sou seu ministro, pô!”, responderia o ministro hipotético.

O chefe do GSI
disse que não sabe o que o governo deve mudar na sua atuação para não deixar a MP caducar e que, se soubesse, já estaria ao lado de Bolsonaro “soprando no ouvido dele.

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“Às vezes há esse rumor, não sei o quê, mas as pessoas, quando vão dormir, botam a cabeça no travesseiro e falam ‘pô, peraí, isso que eu vou fazer é criminoso contra o país, então eu não vou fazer, independente da minha linha política, ideológica, eu não vou fazer isso porque eu vou me prejudicar’. Eu acredito que todos nós temos filhos, temos netos, alguns de vocês são novos, mas no futuro vão ter, tem que pensar nisso, essas coisas estão acima deste conceito ideológico, do conceito de partido, de facção, de grupo”, declarou Heleno
.

Questionado se faltando bom senso para os parlamentares de siglas do chamado “centrão”, ele afirmou que não acusaria ninguém, mas que acha necessário que haja um reflexão sobre o que a mudança poderia acarretar ao pais futuramente.

“Isso é o tal negócio: há uma alternância de poder, que alguns partidos não admitem, mas há. Tem uma alternância de poder. Então eu sou você amanhã. Então amanhã quando eu precisar defender isso aí, eu não vou ter moral para defender, porque há algum tempo atrás eu fiz o contrário do que tô pregando”, declarou.

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Para Heleno
, “é óbvio” que a responsabilidade neste caso é do Congresso. Ao ser indagado sobre reclamações de parlamentares de falta diálogo por parte do governo, ele disse que isso “vai acontecer sempre”.

“Todo mundo quer mais consideração, quer mais afeto. Todo mundo é carente”, comentou o ministro, encerrando a conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto. 

Fonte: IG Mundo
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Nacional

Navio de resgate com 42 imigrantes a bordo fura bloqueio na Itália

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migrante em navio
Sea-Watch
“Decidi entrar no porto. Sei o que risco que estou tomando, mas os 42 náufragos a bordo estão esgotados. Vou levá-los a um lugar seguro”, disse a capitã do navio


Um navio da ONG alemã Sea Watch anunciou nesta quarta-feira que furou o bloqueio das águas territoriais italianas e que irá desembarcar 42 migrantes e refugiados  no porto de Lampedusa, na Itália , mesmo sem permissão.

A decisão contraria o decreto do vice primeiro-ministro Matteo Salvini, que prevê multa para embarcações que resgatem imigrantes  no mar. No Twitter, a capitã do Sea-Watch 3, Carola Rackete, de 31 anos, disse que está ciente do risco que corre, mas que a decisão foi motivada pelo estado de saúde delicado dos resgatados. “Decidi entrar no porto de Lampedusa. Sei o que risco que estou tomando, mas os 42 náufragos a bordo estão esgotados. Vou levá-los a um lugar seguro”, escreveu.

Antes de ultrapassar o limite das águas italianas, a embarcação, com uma bandeira holandesa, navegou ao longo do bloqueio por dez dias. A Sea Watch chegou a entrar com um pedido de medida cautelar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos , exigindo que a Itália abrisse seus portos por motivo de emergência. Apesar de rejeitar o pedido, o órgão pediu que Roma “continuasse a prestar a assistência necessária” às pessoas vulneráveis a bordo.

Conforme determina um novo decreto de Salvini , aprovado há duas semanas, a capitã do barco e os responsáveis pela ONG podem responder a ações judiciais e receber multa de até 50 mil euros, além de ter o navio apreendido.

Em resposta ao anúncio da Sea Watch, o vice primeiro-ministro italiano publicou um vídeo no Facebook, em que acusa a entidade de fazer um “sórdido joguinho político” e diz que os governos da Alemanha e da Holanda “responderão” pela “indiferença demonstrada”.
“Vamos usar todos os meios democraticamente permitidos para bloquear este insulto ao direito e às leis”, ameaçou Salvini.

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No ano passado, Salvini, que é chefe do partido de ultradireita Liga, entrou em conflito com ONGs de direitos humanos após decidir fechar os portos da Itália a embarcações de resgate humanitário. De acordo com a lei internacional, o resgate de náufragos em águas internacionais é obrigação das embarcações que estiverem por perto.

Neste ano, quase 350 pessoas já morreram durante travessias no Mediterrâneo, segundo estimativas da ONU. 

Fonte: IG Mundo
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