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Meio Ambiente

Gincana retira mais de 215 mil tampinhas plásticas do meio ambiente

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A ação é realizada desde 2017 pelo Sindiplast-ES com o objetivo de estimular a consciência ambiental entre estudantes da rede Sesi-Senai

Mais de 1,5 toneladas de tampinhas plásticas foram recolhidas do meio ambiente durante a gincana Tampinha Legal, promovida pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast-ES), em parceria com a Findes e a rede escolar Sesi-Senai. A quantidade equivale a 215.555 unidades do produto. As tampinhas serão negociadas com uma empresa de reciclagem e o valor doado para o Instituto Goiamum, que atua na recuperação e preservação do meio ambiente, além de difundir a educação ambiental com a sociedade.  

Os vencedores da competição foram o Centro de Educação Básica e Profissional Henrique Meyerfreund, do Sesi Civit, que arrecadou 227,8 kg do material, e o Centro de Educação Profissional Helcio Rezende Dias, o Senai Araçás, que recolheu 116.820 kg. Eles foram anunciados no dia 28 de outubro, na solenidade de abertura da 12ª Semana do Plástico, na Findes.

O Tampinha Legal é o maior programa socioambiental de caráter educativo do segmento do plástico da América Latina. Foi lançado nacionalmente em 2016, e trazido para o Estado pelo Sindiplast-ES como gincana, em 2017. Em três anos, já foram recolhidas mais de 4 milhões de tampinhas pelos participantes da competição. A iniciativa deu tão certo, que já faz parte das ações pedagógicas das unidades da rede de ensino Sesi-Senai, com a coleta de tampinhas sendo realizada durante todo o ano pelos alunos.

“Cada turma ficou responsável por coletar as tampinhas e divulgar para a comunidade escolar a importância do projeto que vai além da reciclagem. A competição saudável entre os estudantes contribui de maneira significativa para a conscientização de que o plástico não é um inimigo da sociedade, e que seu uso consciente e sua reutilização fazem toda diferença para a sociedade”, destaca o diretor do Centro de Educação Profissional Helcio Rezende Dias, o Senai Araçás, Gilberto Menezes.

A gerente regional responsável pelo Sesi Civit, Poline Fernandes Fialho, ressalta que os alunos contaram com o apoio da comunidade do entorno. “Eles se organizaram por conta própria e distribuíram informações no comércio da região para fazerem a coleta das tampinhas”, comenta.

Tampinhas recolhidas formam montanha plástica na Escola Senai do Plástico

O produto arrecadado durante a gincana Tampinha Legal está concentrado na Escola Senai do Plástico. Quem passa pelo local, já observa a montanha de plásticos que se formou e que agora será novamente matéria-prima para a indústria do setor após a reciclagem.

O presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo, destaca que no Espírito Santo, as indústrias de Transformados Plásticos que praticam a economia circular são capazes de retirar toneladas de resíduos plásticos por ano do meio ambiente, reinserindo o material na cadeia produtiva em forma de novos produtos.

“O incentivo à prática da economia circular e o consumo consciente são pautas defendidas e trabalhadas pelo Sindiplast-ES no Espírito Santo. Acreditamos que o caminho para o desenvolvimento sustentável não está imagem do plástico como vilão, mas sim na educação ambiental e no incentivo à indústria de reciclagem”, afirma.

Jackley Maifredo acrescenta que a parceria do Sindiplast-ES com o Instituto Goiamum, por meio da doação do valor arrecadado com a venda das tampinhas recolhidas na gincana, visa impulsionar o trabalho da Organização Não Governamental (ONG) nos processos de educação ambiental e de gestão de recursos naturais. 

Segundo o fundador e ambientalista do Instituto Goiamum, Iberê Sassi, a organização foi a primeira ONG do Estado a defender a questão do descarte correto do plástico. “Vamos continuar trabalhando na questão da limpeza dos mares, mas também promover ações de educação ambiental para que o plástico seja destinado aos locais corretos”, finaliza.

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Meio Ambiente

Poluição de plástico em oceanos pode triplicar até 2040, segundo estudo

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Pesquisa oferece soluções para reduzir poluição em mais de 80%

A quantidade de resíduo plástico fluindo para os oceanos e matando a vida marinha pode triplicar nos próximos 20 anos, a menos que empresas e governos consigam diminuir drasticamente a poluição provocada pelo produto, mostrou estudo publicado nessa quinta-feira (23).

O consumo de plástico descartável aumentou durante a pandemia do novo coronavírus, de acordo com a organização não governamental (ONG) Associação Internacional de Resíduos Sólidos. Máscaras e luvas de látex estão indo parar em praias remotas da Ásia todos os dias. Aterros sanitários de todo o mundo estão recebendo quantidades recordes de embalagens de comida e de outros tipos de produtos entregues em domicílio.

A nova pesquisa, produzida por cientistas e especialistas da indústria para o The Pew Charitable Trusts e a Systemiq, oferece soluções que poderiam cortar em mais de 80% o volume projetado de plástico nos oceanos.

O roteiro para conter a crise desenfreada de resíduo plástico lançado nos oceanos é um dos mais detalhados já apresentados em estudo. No entanto, se nenhuma ação for tomada, a quantidade de plástico seguindo para os mares a cada ano aumentará de 11 milhões de toneladas para 29 milhões, deixando um acúmulo de 600 milhões de toneladas à deriva nos oceanos até 2040 – peso equivalente a 3 milhões de baleias-azuis, segundo o estudo publicado no periódico científico Science.

“A poluição plástica é algo que afeta a todos. Não é algo do tipo ‘o problema é seu, não meu’. Não é problema de um país. É problema de todos”, disse Winnie Lau, gerente-sênior do Pew e coautora do estudo. “Vai piorar se não fizermos nada”.

A quantidade de resíduo plástico produzido anualmente vem aumentando rapidamente desde 1950. Em 2017, ela estava em 348 milhões de toneladas, e deve voltar a dobrar até 2040, estima o documento.


(*Agência Brasil)

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