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Saúde

Fone de ouvido sem fio aumenta risco de câncer, dizem cientistas

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Um grupo de 250 cientistas enviou uma petição à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre os riscos dos fones de ouvido sem fio. De acordo com o documento, esse tipo de equipamento – cada vez mais popular – apresenta uma possível ameaça de câncer devido à tecnologia Bluetooth.

Essa tecnologia utiliza ondas de rádio de frequência eletromagnética para trocar informações entre dispositivos, neste caso, o fone de ouvido e o celular ou o computador. A facilidade de ouvir música e até mesmo conversar ao telefone de forma sem fio fez o equipamento se popularizar nos últimos anos.

Os cientistas afirmam que a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer alertou que essas ondas podem ser cancerígenas, principalmente quando são usadas em um dispositivo tão próximo ao crânio, como no caso dos fones de ouvido.

Segundo os cientistas, altos níveis de exposição a ondas de frequência eletromagnética também podem causar problemas neurológicos e danos ao DNA.

“Com base em pesquisas publicadas e revisadas, temos sérias preocupações em relação à exposição onipresente e crescente de campos eletromagnéticos gerados por dispositivos elétricos e sem fio”, afirma a petição.

A Organização Mundial da Saúde diz que os níveis de exposição às ondas eletromagnéticas precisam ser em quantidades bem maiores do que as emitidas pelos fones de ouvido sem fio. Mesmo assim, os cientistas acreditam que a recomendação não é a ideal.

“As agências que definem padrões de segurança não conseguiram impor diretrizes suficientes para proteger o público em geral, particularmente as crianças, que são mais vulneráveis. Ao não agir, a OMS não está cumprindo seu papel de agência de saúde pública internacional proeminente”, diz a petição.

Alheio ao risco, o universitário Eduardo Valls Pagotto, de 31 anos, usa o fone sem fio por cerca de três horas por dia e não pensa em parar. “É muito mais prático. Deixo o celular no bolso e estou sempre com o fone no ouvido. Até me preocupo com esse risco do câncer, pois não sabia, mas é difícil parar de usar”, afirmou.

Aparelho pode ser enquadrado em categoria de alerta

Caso a Organização Mundial da Saúde (OMS) acate o pedido dos cientistas, o máximo que pode acontecer é a classificação do fone de ouvido sem fio entrar para a categoria de risco 4 para câncer – o que significa que a possibilidade é baixa.

A categoria é a mesma em que as ondas do aparelho celular foram colocadas pela OMS em 2011.

“Ou seja, pode ter risco, mas não há uma certeza. Nessa mesma escala, o cigarro tem risco 1: risco absoluto. Isso quer dizer que (o fone sem fio) até pode causar (câncer), mas merece estudo, pois tudo é muito incerto”, afirmou a oncologista do Núcleo Especializado em Oncologia (Neon), Kitia Perciano.

Ela afirma que será difícil comprovar os riscos do fone de ouvido sem fio.

“Seria preciso um estudo epidemiológico de pessoas que usaram e não usaram. E, mesmo assim, será difícil provar, pois seria complicado indicar se o problema é da tecnologia Bluetooth ou do celular, que todo mundo usa”, afirmou.

Já o mestre em rede de computadores e professor da faculdade UCL, João Paulo Machado Chamon, acredita que a possibilidade de causar a doença é pequena, já que a frequência da tecnologia Bluetooth é baixa, menor inclusive que a do wi-fi, também utilizada em celulares.

“Estamos envolvidas em várias outras ondas eletromagnéticas, que vão desde o micro-ondas a ondas de rádio AM e FM. Acho grave utilizar um fone de ouvido sem fio de um celular com bateria de íon lítio por conta da explosão, mas não acredito nesse risco do Bluetooth”, disse.

O dispositivo sem fio tem um nível de radiação muito menor do que o celular, por exemplo, explica o engenheiro eletricista e coordenador do curso de Engenharia Elétrica da UCL, Rafael Leal.

O Bluetooth do fone tem baixo alcance – não passa de alguns metros –, já que ele é utilizado para aparelhos próximos um do outro.

Com isso, ele precisa de uma potência cerca de 10 vezes menor para transmitir seu sinal.

“No máximo, vale o alerta. Por via das dúvidas, é melhor tem bom senso no uso”, disse Leal.

Ondas podem ser cancerígenas

Alerta

  • Um grupo de 250 cientistas assinou e enviou uma petição à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre os riscos dos fones de ouvido sem fio.
  • Eles afirmam que o aparelho apresenta uma possível ameaça de câncer devido à tecnologia Bluetooth.

Bluetooth

  • A tecnologia Bluetooth, presente nos fones, utiliza ondas de rádio de frequência eletromagnética para trocar informações entre dispositivos, neste caso, o fone de ouvido e o celular ou o computador.
  • A facilidade de ouvir música e até mesmo conversar ao telefone de forma sem fio fez o equipamento se popularizar nos últimos anos.

Câncer

  • Os cientistas afirmam que a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer alertou que essas ondas podem ser cancerígenas, principalmente quando são usadas em um dispositivo tão próximo ao crânio.

Classificação

  • O fone de ouvido sem fio pode entrar na categoria de risco 4 para câncer – o que significa que a possibilidade é baixa.
  • A categoria é a mesma em que as ondas do celular foram classificadas pela OMS em 2011. O cigarro, por exemplo, tem risco de categoria 1.
  • O alcance da frequência do Bluetooth, no entanto, é bem menor que o do celular.

(* Fonte: WSB-TV Atlanta, especialistas consultados e pesquisa Tribuna on line)

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Saúde

Processos judiciais na área de saúde cresceram 130% em uma década; entenda

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Planos de saúde lideram os processos na área em todo o Brasil
Agência Brasil

Planos de saúde lideram os processos na área em todo o Brasil

Um relatório sobre a judicialização na saúde aponta crescimento de aproximadamente 130% nas demandas de primeira instância entre 2008 e 2017. A pesquisa, encomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Poder Judiciário, foi apresentada nesta segunda-feira (18) em São Paulo.

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Problemas com os convênios foram a maior causa (30,3%) dos pedidos de processos relacionados ao assunto no país. Outros assuntos levados ao Judiciário nessa última década foram os pedidos de seguro em saúde (21,1%), saúde pública (11,7%), o tratamento médico-hospitalar ou fornecimento de medicamentos (7,8%) e fornecimento de medicamentos (5,6%). Na segunda instância, planos de saúde respondem por 38,4% e seguro, por 24,7%. Na primeira instância, são saúde pública (23%), planos de saúde (22,8%) e seguro (14%).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta , disse que o país lida, no Sistema Único de Saúde ( SUS ), com a judicialização de acesso pontual “de medicamentos que estão na rede nacional, de uma quantidade enorme de pequenas cirurgias, que são frutos da desorganização do sistema, falta de informatização e subfinanciamento”.

Segundo Mandetta, a judicialização que preocupa é a incorporação de novos insumos e tecnologias, tanto no sistema público, como no suplementar. O país fez, recentemente, a sua primeira incorporação de medicamento com compartilhamento de risco, ou seja, quando o laboratório precisa comprovar a eficácia do remédio distribuído à população, sob risco de devolver o recurso aos cofres públicos. “O Brasil está atrasado nas incorporações”, disse.

Foram identificados 498.715 processos em primeira instância, distribuídos entre 17 justiças estaduais e 277.411 processos de segunda instância, distribuídos entre 15 tribunais estaduais, entre 2008 e 2017. Na segunda instância, houve um salto de 2.969 processos em 2008 para mais de 20 mil em 2017.

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Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, seria melhor que não houvesse a intervenção da Justiça nesses casos. “Quando ela [intervenção] for necessária, tem que fazer de maneira racional. Não pode o magistrado administrar o orçamento da saúde”, defendeu.

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A pesquisa constatou que, em São Paulo, 82% dos processos se referem a planos de saúde, tendo distribuído 116.518 casos nessa categoria. No Rio de Janeiro, saúde pública é o principal tema, com 35% dos casos. Em Minas Gerais, o assunto que mais aparece é o tratamento médico-hospitalar ou fornecimento de medicamentos, com 21%, mesmo assunto predominante em Santa Catarina (28%).

Fonte: IG Saúde
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