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Internacional

Filho envia selfie para mãe minutos antes de morrer em queda de avião

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Um grupo de quatro amigos morreu no último domingo (31) em um acidente aéreo em Carlinville, Illinois, nos Estados Unidos. Segundo reportagem da emissora local KSDK, o voo durou cerca de 30 minutos e momentos antes da queda um dos passageiros, Daniel Shedd, de 37 anos, enviou uma selfie do quarteto para a mãe.

Daniel e os amigos voavam para Michigan para buscar uma motocicleta BMW que ele havia emprestado à um dos colegas que estava no voo. O engenheiro formado na Universidade Kettering, em Michigan, pretendia voltar para casa com a moto na segunda-feira (1°) já que no dia após o acidente ele celebraria o aniversário de sua mãe.

A aeronave monomotor de asa fixa Piper Cherokee PA 28-235 tinha apenas 4 lugares e segundo o pai de Daniel, Charles Shedd, o piloto e amigo do filho, Joshua, de 35 anos, que possuía o avião há pouco tempo, mas que estava em “excelente condição” após ter passado por todas as inspeções necessárias.

“Esta foi a primeira vez que ele voou com eles e não tenho certeza se ele já esteve em um pequeno avião antes. Ele estava ansioso pela viagem”, disse o pai, que suspeitou do acidente após o filho não responder mais suas mensagens e ligações.

Ao pesquisar sobre o voo na internet, os pais de Daniel constataram que a aeronave havia desaparecido meia hora após a decolagem. Foi quando no celular de sua mãe chegou uma notificação do site ‘5 On Your Side’ sobre um acidente.

“Liguei para a polícia de Carlinville e cheguei ao xerife, e finalmente conversei com o médico legista. Ele era o filho mais maravilhoso que um pai poderia ter”, contou o pai, em lágrimas.

O Departamento do Xerife do Condado de Macoupin e a Administração Federal de Aviação estão investigando o caso, mas condições climáticas foram descartadas como causa do acidente.


(*MSN)

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Internacional

Lançada por Trump e propagandeada por Bolsonaro, cloroquina é vetada nos EUA

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BBC News Brasil

Bolsonaro bebendo água

Reprodução
Em vídeo, presidente aparece tomando e elogiando hidroxicloroquina


Antes mesmo de ser diagnosticado com Covid-19 , no último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro já tomava doses de hidroxicloroquina . Nos últimos dias, seu entusiasmo pelo medicamento só aumentou e ele divulgou um vídeo em que sorvia uma pílula branca com água e dizia: “estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina . Estou me sentindo muito bem, estava mais ou menos no domingo, mal segunda-feira. Hoje, terça (dia 8), eu já estou muito melhor do que sábado. Então, com toda certeza, está dando certo”.

Apesar disso, nos Estados Unidos, o país que catapultou a hidroxicloroquina globalmente como uma possibilidade de tratamento aos infectados com o novo coronavírus, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde do país retiraram o medicamento, originalmente criado para combater malária, do coquetel de drogas recomendados contra a covid-19.

E, há quase um mês, a agência reguladora de medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em inglês), revogou a autorização de uso emergencial, dada em março, para que os hospitais americanos ministrassem hidroxicloroquina aos pacientes com covid-19.

“Com base em análise contínua de dados científicos emergentes, a FDA determinou que é improvável que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam eficazes no tratamento da covid-19. Além disso, à luz dos eventos adversos cardíacos graves e de outros efeitos colaterais sérios, os benefícios conhecidos e potenciais de cloroquina e hidroxicloroquina não superam os riscos conhecidos e potenciais do seu uso”, afirmou o órgão, em um comunicado no último dia 15 de junho.

O órgão foi além e, há dez dias, publicou uma revisão dos casos de efeitos colaterais graves em pacientes com coronavírus que receberam doses da medicação.

As reações incluem graves arritmias cardíacas, problemas no sistema sanguíneo e linfático, falência do fígado e lesões nos rins. No relatório da FDA, dos 347 pacientes com covid-19 que apresentaram resposta adversa no uso da hidroxicloroquina, 77 morreram. No caso da cloroquina, dos 38 pacientes com reações graves, dez não sobreviveram.

Trump como primeiro garoto propaganda

O status atual da cloroquina nos Estados Unidos é o desfecho oposto do imaginado pelo presidente americano Donald Trump, o primeiro e mais importante garoto propaganda da suposta solução.

Em 21 de março, Trump tuitou: “HIDROXICLOROQUINA E AZITROMICINA, juntos, têm uma chance real de transformar a história da medicina. Espero que ambos sejam colocados em uso IMEDIATAMENTE. AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO, MOVAM-SE RAPIDAMENTE E DEUS ABENÇOE A TODOS!”.

A manifestação do presidente foi o suficiente para que as prescrições para uso doméstico da hidroxicloroquina aumentassem 46 vezes, de acordo com levantamento publicado pelo jornal The New York Times.

Trump falando no microfone

Win McNamee/Getty Images
Trump foi um dos primeiros a promover uso da cloroquina


O entusiasmo desembarcou no Brasil pouco depois. Em vídeo postado no dia 29 de março, Bolsonaro afirmava: “Aquele remédio lá, hidroxicloroquina, está dando certo em tudo quanto é lugar, certo? Um estudo francês chegou para mim agora”.

A insistência de Bolsonaro em liberar a prescrição da droga contra covid-19 no Brasil custou, ao menos parcialmente, a demissão de dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Interino no comando da pasta, o general Eduardo Pazuello assinou a liberação do uso da hidroxicloroquina para coronavírus assim que assumiu o cargo.

Convencido da eficácia da medicação, Trump também pressionou os órgãos de controle sanitário e médico dos Estados Unidos para incluir a droga no coquetel de remédios dados aos americanos infectados na pandemia. As gestões de Trump levaram o CDC a publicar, no início de abril, um endosso incomum à medicação. Em sua seção online intitulada “Informações para Clínicos sobre Opções Terapêuticas para Pacientes com a covid-19”, o CDC dizia: “Embora a dosagem e duração ótimas da hidroxicloroquina no tratamento para a covid-19 sejam desconhecidas, alguns clínicos dos EUA têm reportado (o uso)”.

Apenas 72 horas depois, o órgão voltou atrás e retirou o comentário do ar.

Quase 100 milhões de doses sem destino

Apesar das dúvidas sobre a eficácia e os riscos da hidroxicloroquina e da cloroquina no combate à covid-19, o estoque de medicamentos federal dos EUA foi reforçado com quase 100 milhões de doses, das quais pouco mais de 30 milhões foram repassadas aos Estados. Alguns deles, no entanto, também fizeram suas próprias compras. Ohio, por exemplo, adquiriu 2 milhões de doses.

Cloroquina

MARCELO CASAL/AGENCIA BRASIL
Brasil tem milhares de doses do medicamento sem destino


O destino final de todo esse material, que não pode ser comercializado e cuja validade não ultrapassa muito os 24 meses, era desconhecido quando, em meados de junho, a FDA retirou a autorização de uso hospitalar dos medicamentos.

Consultado pela BBC News Brasil, o Departamento de Saúde americano não informou até o fechamento desta reportagem o que será feito com as pílulas.

Duas semanas antes de publicadas as novas diretrizes da FDA, no entanto, em 31 de maio, os Estados Unidos enviaram 2 milhões de doses do remédio ao Brasil. O comunicado conjunto dos países sobre a doação informa que o Brasil usará a hidroxicloroquina na profilaxia à doença, especialmente para os profissionais de saúde, e no tratamento de pacientes. Novas doações podem ocorrer.

Uso doméstico ainda pode acontecer nos EUA

Atualmente, tanto o CDC quanto a FDA recomendam o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina apenas em ensaios clínicos de pesquisas científicas. Há pelo menos 59 delas em andamento hoje no país.

De acordo com os órgãos de controle, pelo acompanhamento e monitoramento minucioso dos pacientes em protocolos de pesquisa, especialmente em relação aos sinais cardíacos, essa seria a única maneira relativamente segura de uma pessoa infectada por coronavírus poder tomar a hidroxicloroquina nos Estados Unidos.

Testes em laboratório

Getty Images
Atualmente, tanto o CDC quanto a FDA recomendam o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina apenas em ensaios clínicos de pesquisas científicas.


Mesmo antes das mais recentes decisões, a FDA não recomendava que as drogas fossem usadas como o presidente Bolsonaro tem feito, fora de ambiente hospitalar.

Apesar das indicações, no entanto, a FDA não tem poder de impedir que médicos prescrevam a hidroxicloroquina para uso doméstico em pacientes com covid-19. Adotada no tratamento contra lúpus e artrite reumatoide, além de malária, a droga é vendida em farmácias e pode ser comprada por qualquer um que possua uma receita médica.

O próprio presidente Donald Trump, em maio, tomou pílulas de hidroxicloroquina mesmo sem ter sido diagnosticado com covid-19. Ele afirmou empregar o remédio para prevenção ao contágio, uso jamais endossado pela FDA ou pelo CDC. “Estou perfeitamente bem”, afirmou Trump, ao anunciar que tomava o medicamento, prescrito pelo médico do presidente.

Fonte: IG Mundo

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