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Internacional

Falta de exames na Espanha impede número exato de mortes por covid-19

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A falta de exames e o colapso dos serviços de registro civil na Espanha impedem o conhecimento exato do número de mortes. Um mês após o início da pandemia, o país ainda não encontrou uma forma segura de notificar o número de vítimas do novo coronavírus.

O jornal El País informa nesta quinta-feira (9) que os dados divulgados diariamente pelo Ministério da Saúde revelam-se insuficientes para fornecer uma imagem, ainda que aproximada, da tragédia. Nessa quarta-feira (8) a Espanha registrava 14.555 mortos e 149.690 casos de infeção.

A falta de testes de diagnóstico e a decisão de contar apenas os mortos que deram positivo para o novo coronavírus deixaram de fora das notificações pessoas mortas em casa e nos hospitais com maior número de pacientes.

O jornal lembra que o país tem um sistema projetado para detectar e medir episódios que possam causar aumento na taxa de mortalidade, geralmente causados pela gripe ou por ondas de calor.

É o Sistema de Monitoramento Diário de Mortalidade (MoMo), gerido pelo Instituto de Saúde Carlos III e que, apesar de ter detectado o forte impacto do novo coronavírus em algumas comunidades – Castilla-La-Mancha, por exemplo, já triplicou a mortalidade esperada -, é incapaz de medir a pandemia face ao colapso dos sistemas de informação dos registros civis, nos quais se baseiam os dados.

A plataforma está desatualizada desde que foi declarado estado de emergência.

Já a ferramenta Inforeg, que permitia, quase em tempo real, conhecer o número de óbitos, está em serviços mínimos para limitar a presença física entre os trabalhadores. Em Madrid, passou de 180 para 14 funcionários. Nos registros civis menores há apenas uma pessoa trabalhando.

Além disso, a aplicação não está preparada para funcionar remotamente, o que levou o Ministério da Justiça a ativar, nos últimos dias, o sistema para que alguns funcionários possam avançar em teletrabalho.

O Ministério da Justiça já assumiu a impossibilidade de atualizar o Inforeg e, no último sábado (4) solicitou aos registos civis o envio diário da lista do número de mortes, licenças de funerais emitidas, local da morte e se o óbito ocorreu em instalação hospitalar ou na residência.

*Emissora pública de televisão de Portugal

 

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Internacional

Presidente minimiza aumento de feminicídios no México

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homem estende a mão para mulher, que tampa o rosto com as mãos
Agência Brasil

Desde o início do ano, 987 mulheres foram assassinadas, mas pouco mais de 300 dos casos são considerados pelo governo como feminicídios


Desde que a pandemia do novo coronavírus atingiu o México, em abril, o número de casos de feminicídios e denúncias motivadas pelo crime cresceram. No entanto, Andrés Manuel López Obrador, presidente do país, minimizou os números e disse que ligações emergenciais são trotes.

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Obrador colocou a culpa no regime de governo antecessor ao seu, que se declarava como neoliberal. Segundo o atual presidente, o neoliberalismo instiga a “vitimização” da sociedade mexicana.

“Vou te dar outro fato, que não significa que a violência contra a mulher não exista. Não quero que você me interprete de forma errada. Noventa por cento das chamadas que servem de base para vocês são falsas, isso foi comprovado”, o presidente informou aos jornalistas sobre ligações que denunciam violência contra mulher.

“Não é que as ligações sejam falsas. É que elas não são seguidas por uma investigação completa, então, são consideradas incompletas”, justificou ainda Maria Salguero, que criou um mapa de feminicídio no país. Segundo ela, o maior conflito é que os casos de violência não pararam de acontecer durante a pandemia .

Em março, o governo afirma que recebeu 26.171 ligações que denunciavam violência contra mulheres . Em abril, o número foi de 21.722; no mesmo mês o país registrou 267 mortes por feminicídio. Nem todos os chamados, geralmente realizados por vizinhos da vítima, são atendidos pela polícia.

Desde o início deste ano, o México teve 987 mulheres e garotas assassinadas, mas apenas 308 das mortes são consideradas como feminicídios. A razão disso seria por conta do próprio governo, que registra menores números de mortes causadas pelo crime.

Até aqui, 987 mulheres e garotas foram assassinadas nos quatro primeiros meses de 2020. 308 destes casos foram considerados feminicídios . Mas, para o governo, o número é menor.

Fonte: IG Mundo

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