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Economia

Exportações para a Argentina caem quase 40% este ano

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Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro e Macri


BRASÍLIA – Como reflexo da crise na economia argentina , as exportações brasileiras para aquele país estão em queda livre. No período de janeiro a agosto deste ano, houve uma redução das vendas de produtos brasileiros , como automóveis, autopeças, veículos de carga e óleos combustíveis, de 39,7% em relação aos oito primeiros meses de 2018.

 Somente no mês passado, houve um decréscimo de 38,3% dos embarques para a Argentina . As exportações totalizaram US$ 6,778 bilhões e as compras de produtos argentinos ficaram em US$ 7,038 bilhões. Com isso, a balança comercial entre os dois países foi desfavorável ao Brasil em US$ 260 milhões.

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Os dados fazem parte dos números da balança comercial brasileira de agosto, divulgados, nesta segunda-feira, pelo Ministério da Economia . No mês, as exportações globais somaram US$ 18,853 bilhões e as importações, US$ 15,568 bilhões. A diferença entre as vendas e os gastos no exterior resultou em um superávit de US$ 3,284 bilhões – o maior valor desde 2017 (US$ 5,592 bilhões) para meses de agosto.

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 No acumulado do ano, as exportações foram de US$ 148,853 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 117,094 bilhões, o que gerou um saldo positivo de US$ 31,759 bilhões. Nos oito primeiros meses do ano passado, havia um superávit de US$ 36,665 bilhões.

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Economia

Brasil perdeu mais com década de 2010 do que com anos 1980, diz CNC

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Agência Brasil

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José Cruz/Agência Brasil – 16..4.2015

Brasil perdeu mais com a recessão de 2015 e 2016 do que a década de 1980, segundo CNC

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado nesta terça-feira (18), indica que a década de 2010 causou mais prejuízos ao país do que a de 1980, conhecida como a Década Perdida.

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De acordo com a pesquisa, que compara indicadores dos dois períodos, a recessão de 2015-2016 teve efeitos ainda mais adversos do que nos anos 1980, causando recuperação lenta da economia, com reflexos no mercado de trabalho e na concentração de renda.

“Ambas as décadas tiveram impacto contundente nas empresas e trabalhadores, como o aumento do desemprego e a ampliação da má distribuição e concentração de riqueza, ocasionando uma piora significativa nas condições de vida dos brasileiros”, afirmou, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Segundo o estudo, em relação à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país -, o Brasil cresceu 33,3%, à taxa média anual de 2,9%, no intervalo de 10 anos, iniciados em 1980. Já no mesmo período a partir de 2010, observou-se crescimento abaixo da metade, acumulado em 14,1%, com média anual de 1,3%.

De acordo com a análise da CNC, se o PIB de 2019 aumentar 1% – confirmando a expectativa do mercado -, a economia brasileira deverá registrar baixo crescimento médio anual durante esse período, adiando as chances de absorver o contingente de desempregados.

“O cenário é bem diferente do que o observado nos anos 1980, quando, mesmo com as recessões de 1981 e 1983, verificou-se forte capacidade de recuperação, evidenciada através do ritmo de crescimento econômico durante a segunda metade da década”, disse, em nota, o economista da CNC responsável pelo trabalho, Antonio Everton.

Segundo o levantamento, nos anos 1980, a crise encolheu a produção brasileira em 7,2%, enquanto nos anos 2010 a contração foi ligeiramente menor, de 6,9%. No entanto, conforme a CNC, a economia não conseguiu encontrar condições suficientes para voltar a crescer a partir de 2017.

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De acordo com o economista da CNC, “o crescimento médio entre 2017 e 2019 pode ter ficado em 1,2%”. “Na década de 1980, de 1984 até 1989, depois das recessões, a economia cresceu aproximadamente 30%”, completou.

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