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Direto de Brasília

EUA querem que Grupo de Lima imponha sanções contra Maduro

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Líderes regionais lado a lado na reunião do Grupo de Lima em fevereiro
Divulgação/Twitter – @jguaido

Em fevereiro, Juan Guaidó participou da reunião do Grupo de Lima que falou sobre Maduro

Diante da falta de resultados definitivos na ofensiva da oposição venezuelana contra o governo do presidente Nicolás Maduro, o Grupo de Lima, formado por 13 países das Américas, voltará a se reunir nesta segunda-feira (15) em Santiago, no Chile, sob forte pressão da Casa Branca. Três dias antes do encontro de chanceleres da região, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi recebido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, no Palácio de la Moneda.

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Pompeo foi também a Peru, Paraguai e Colômbia, com dois objetivos claros: saber até onde estão dispostos a chegar os governos latino-americanos na cruzada contra Maduro e exigir ações mais contundentes, entre elas a aplicação de sanções contra funcionários e ex-funcionários chavistas acusados de terem cometido violações dos direitos humanos e de envolvimento em corrupção, narcotráfico e lavagem de dinheiro.

Segundo a imprensa chilena, Pompeo disse a Piñera que seu país, em sintonia com os governos do continente, não apoia uma intervenção militar em território venezuelano. No entanto, em entrevista ao canal de TV Mega do Chile, o chefe da diplomacia americana enfatizou que “deixamos claro que nossa meta é convencer Maduro de que é hora de partir. Vamos deixar todas as opções sobre a mesa”.

Perguntado sobre uma eventual operação militar, Pompeo a considerou justificada, lembrando que  militares russos estão na Venezuela treinando as Forças Armadas locais, base de sustentação de Maduro. “É uma hipocrisia quando nações da Organização de Estados Americanos (OEA) ou do Grupo de Lima são acusadas de intervir na Venezuela quando os russos têm tropas lá e, mais ainda, quando se tem um Estado (o venezuelano) que há muito tempo foi entregue por questões de segurança aos cubanos”, disse ele.

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Os EUA e o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, lideraram em janeiro o movimento de reconhecimento do presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó , como “presidente interino” da Venezuela . Mais de 50 países consideram ilegítimo o novo mandato de Maduro, iniciado em 10 de janeiro, com o argumento de que o pleito em que ele foi reeleito não teve garantias de participação democrática. No entanto, apesar das pressões diplomáticas e das sanções dos EUA — que em janeiro atingiram as exportações de petróleo —, Maduro se mantém no poder.

Decepção da oposição

A oposição venezuelana, segundo fontes da Assembleia Nacional próximas a Guaidó, está decepcionada pelo que considera a “inação” do continente. Com a opção militar fora de cogitação por falta de consenso, os opositores de Maduro querem que o cerco seja reforçado. Mas nenhum país da América do Sul implementou sanções. Segundo uma fonte, é hora de atuar com firmeza a despeito das limitações, como leis nacionais e a relação comercial com a China, que ajuda a sustentar o presidente chavista.

Especula-se que sanções são o que Pompeo pediu a Chile, Peru, Colômbia e Paraguai. O cenário será discutido hoje pelos chanceleres do Grupo de Lima, incluindo o brasileiro Ernesto Araújo. Para o Brasil, não é simples aplicar sanções, técnica ou diplomaticamente, assim como para muitos outros países da região. Mas os EUA vão redobrar as pressões.

Uma fonte chilena, que acompanhou o encontro de Pompeo com Piñera, disse que os EUA pedirão mais ação no terreno financeiro e a adoção de medidas que limitem a margem de manobra do chavismo. Até agora a ofensiva regional tem sido essencialmente diplomática, com exceção da tentativa de entrada de ajuda através das fronteiras da Colômbia e do Brasil, que fracassou.

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Uma fonte da oposição venezuelana disse ao jornal O Globo  considerar que seria “necessária uma coalizão militar e até mesmo policial para estabilizar o país”. Ela se disse decepcionada com o que chamou de “paralisia” dos vizinhos. No entanto, um embaixador do “governo encarregado” de Guaidó afirmou que uma intervenção militar não está entre os cenários analisados. Segundo ele, seria fácil entrar na Venezuela, mas não sair. Nenhum país gostaria de assumir o custo das mortes decorrentes de uma intervenção, e ainda há a questão dos guerrilheiros do Exército de Liberação Nacional colombiano que atuariam na Venezuela.

No último encontro do Grupo de Lima, em fevereiro em Bogotá, os chanceleres divulgaram um comunicado que frustrou as expectativas da oposição sobre uma intervenção estrangeira. Em Bogotá esteve presente Guaidó, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e também o vice brasileiro, general Hamilton Mourão. A opinião generalizada na região é de que Maduro só cairá por uma ação interna venezuelana, basicamente uma retirada do apoio militar.

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Novas cobranças

Na sexta-feira (12), Pompeo afirmou que o governo de Donald Trump, ao contrário de seus antecessores, “não cometerá o mesmo erro de falar e não partir para a ação”. O secretário de Estado não mencionou especificamente a Venezuela, mas a crise do país é o principal ponto da agenda de sua viagem pela América do Sul. Depois das sanções americanas contra Maduro , ele espera reciprocidade da parte de seus aliados latino-americanos e vai cobrar isso.

Fonte: IG Política
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Casos de extremismo budista no Sri Lanka cresceram nos últimos meses

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Atentado no Sri Lanka
St. Sebastian’s Church

Onda de atentados no Sri Lanka deixou mais de 200 mortos

Alimentado por monges radicais, o extremismo budista vem crescendo no Sri Lanka, onde uma série de atentados coordenados em igrejas católicas e hotéis de luxos deixaram  mais de 200 mortos neste domingo (21).

Os ataques a outras minorias religiosas aumentaram, particularmente contra a comunidade muçulmana, alcançando seu ponto mais violento em março de 2018, quando o governo do Sri Lanka decretou estado de emergência por 10 dias, pela primeira vez desde 2011, depois de uma série de confrontos entre muçulmanos e budistas, que deixaram três mortos.

O budismo Theravada é a maior religião do país, com adesão de cerca de 70,2% da população de quase 21 milhões de habitantes, segundo o censo mais recente. Hindus e muçulmanos compõem 12,6% e 9,7% da população, respectivamente. O país é também o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos que representam 7% da população, segundo o censo de 2012.

No ano passado foram registrados 86 incidentes de discriminação, ameaças e violência contra cristãos , segundo a Aliança Nacional de Cristãos Evangélicos do Sri Lanka, que representa mais de 200 igrejas e organizações cristãs do país. Só neste ano, a organização registrou 26 incidentes, incluindo a tentativa de boicotar uma missa por parte de monges budistas em 25 de março.

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Após os ataques deste domingo, o arcebispo de Colombo fez um discurso duro, pedindo ao governo que “puna sem piedade”os responsáveis pelos atentados, mas pediu que a população “não fizesse justiça com as próprias mãos e mantivesse a paz e a harmonia no país”.

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“Queria pedir ao governo que faça uma investigação sólida e imparcial para determinar quem é responsável por este ato e também que os puna sem piedade, porque apenas animais podem se comportar assim”, declarou o arcebispo Malcom Ranjit.

Papa Francisco também condenou a “violência cruel”. “Quero expressar minha sincera proximidade com a comunidade cristã [do Sri Lanka], ferida enquanto se reunia em oração, e a todas as vítimas de tal violência cruel”, disse Francisco enquanto fazia a benção de Páscoa diante de milhares de

Neste domingo, o governo decretou um bloqueio temporário das redes sociais para evitar a disseminação de “informações incorretas e falsas” sobre a onda de ataques e o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe convocou uma reunião do conselho de segurança nacional em sua casa para o final do dia.

“Eu condeno veementemente os ataques covardes contra nosso povo hoje. Eu chamo todos para permanecerem unidos e fortes”, postou no Twitter.

O presidente do Sri Lanka , Maithripala Sirisena, pediu calma ao país, mas se mostrou em choque. “Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, disse Sirisena em mensagem à nação. “As investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás destes atos cruéis”, completou.

Fonte: IG Política
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