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EUA admitem que 11 militares americanos ficaram feridos em ataques do Irã

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Flickr/David B. Gleason

Tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou após morte de general iraniano em Bagdá, capital do Iraque

Os Estados Unidos afirmaram, na quinta-feira (16), que 11 militares americanos ficaram feridos no ataque à base iraquiana de Ain al-Asad, represália iraniana ao assassinato do general Qassem Soleimani por ordens do presidente Donald Trump, no dia 3 de janeiro. Desde o ataque, no último dia 8, o governo americano afirmava que não havia mortos ou feridos.

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Em um comunicado, o Comando Central dos EUA  no Iraque disse que “por mais que nenhum soldado americano tenha sido morto” na operação iraniana, “vários deles foram tratados por sintomas relacionados a concussões cerebrais”. Segundo a nota assinada pelo porta-voz Bill Urban, oito militares foram enviados para o centro médico americano em Landstuhl, na Alemanha, e outros três para o acampamento Arifa, no Kuwait para testes adicionais, onde ainda estão sob avaliação.

Urban explicou que o tratamento dado aos soldados é “padrão” para pacientes que estiveram perto de explosões — uma forma de averiguar se houve “lesões traumáticas cerebrais”. Cerca de 1.500 norte-americanos estavam posicionados na vasta base no deserto de Anbar, no Iraque.

A confirmação dos onze feridos contradiz aquilo que foi dito por Donald Trump após o ataque de Teerã para vingar a morte de Soleimani . O comandante era chefe das Forças Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária responsável pela articulação regional dos diversos grupos pró-Irã em países como Síria e Iraque

“O povo americano deve ficar extremamente grato e feliz que nenhum americano ficou ferido nos ataques do regime iraniano. Nós não sofremos baixas, todos os nossos soldados estão seguros e apenas danos mínimos ocorreram em nossas bases militares”, disse Trump, na ocasião.

Ao canal americano CNN, representantes do Departamento de Defesa dos EUA afirmaram que os sintomas surgiram “dias depois do ataque” e, por isso, a contradição entre as declarações prévias e os números que vieram à tona na quinta-feira.

O fato dos ataques iranianos não terem matado nenhum americano foi fundamental para o alívio das tensões regionais — caso contrário, o presidente Trump ameaçava responder “desproporcionalmente”. Já no dia seguinte, contudo, tanto Washington quanto Teerã afirmaram publicamente que não iriam se engajar em um confronto militar diretos.

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Ainda assim, a escalada de tensões trouxe outras consequências. Cinco horas após os ataques contra os americanos, a Guarda Revolucionária do Irã abateu, por “erro humano”, um avião da Ukraine International Airlines, matando os 176 passageiros a bordo — em sua maior parte, cidadãos iranianos. Teerã só admitiu sua culpa três dias após o acidente, demora que gerou protestos nas ruas do país.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU: Trump exige ação contra China por coronavírus; Xi pede cooperação

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O presidente norte-americano Donald Trump usou a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), para atacar a maneira como a China lidou com a pandemia de coronavírus, dizendo que a entidade deveria “responsabilizar a China” pelas relações relacionadas ao surto.

Em contraste, o presidente da China, Xi Jinping, adotou um tom conciliador em seu discurso virtual gravado com antecedência para a assembleia-geral, pedindo uma cooperação melhor em relação à pandemia e sublinhando que a China não tem intenção de lutar “nem uma Guerra Fria, nem uma quente” com qualquer outro país.

Os líderes das duas maiores economias do mundo expuseram suas visões conflitantes, com as relações em seu pior momento em décadas em meio à pandemia, e com o coronavírus agravando tensões sobre comércio e tecnologia.

Trump, prestes a encarar uma tentativa de reeleição com os EUA lidando com a maior contagem oficial de mortes pelo coronavírus do mundo, focou seu discurso em atacar a China.

Trump acusou Pequim de permitir que as pessoas saíssem da China nos primeiros estágios do surto para infectar o mundo, ao mesmo tempo em que proibiu as viagens domésticas.

“Precisamos responsabilizar a nação que soltou esta praga no mundo, a China”, disse, em comentários gravados na segunda-feira, na Casa Branca, e entregues remotamente à Assembleia Geral, por causa da pandemia.

“O governo chinês e a Organização Mundial de Saúde –que é virtualmente controlada pela China– falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos”, disse.

“Depois, eles falsamente disseram que pessoas sem sintomas não disseminariam a doença… a Organização das Nações Unidas precisa responsabilizar a China pelas suas ações.”

O presidente prometeu distribuir uma vacina e disse: “Vamos derrotar este vírus e vamos encerrar esta pandemia”.

Ao introduzir os comentários de Xi, o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, afirmou que a China “rejeita resolutamente as acusações infundadas” contra o país.

“O mundo está em uma encruzilhada. Neste momento, o mundo precisa de mais solidariedade e cooperação, e não confronto”, disse.

Em seu discurso, que pareceu ser uma resposta implícita a Trump, Xi pediu uma resposta global ao coronavírus, dando à Organização Mundial de Saúde um papel de liderança. Trump anunciou planos para retirar os EUA da OMS.

“Enfrentando o vírus, devemos reforçar a solidariedade e passar por isso juntos”, disse. “Devemos seguir as orientações da ciência, dar plenitude ao papel de liderança da Organização Mundial de Saúde e lançar uma resposta conjunta internacional para vencer a pandemia. Qualquer tentativa de politizar o assunto, ou estigmatizá-lo, precisa ser rejeitada.”

A OMS rejeitou as declarações de Trump.

“Nenhum governo nos controla”, disse a diretora de comunicações da OMS, Gabby Stern, em um tuíte, acrescentando: “Em 14 de janeiro, nosso líder técnico para #COVID19 disse à mídia sobre o potencial de transmissão entre humanos. Desde fevereiro, nossos especialistas discutiram publicamente a transmissão por pessoas sem sintomas ou antes dos sintomas.”

A contagem de mortes pelo coronavírus nos Estados Unidos passou de 200 mil na segunda-feira, de longe o maior total oficial em qualquer país.

Trump também atacou o histórico da China em relação ao meio ambiente, mas não direcionou críticas a Pequim em relação a direitos humanos.

O presidente, crítico frequente da Organização das Nações Unidas, afirmou que, para ela ser eficiente, precisa se concentrar nos “verdadeiros problemas do mundo”, como “terrorismo, opressão das mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas, seres humanos e sexual, perseguição religiosa e limpezas étnicas de minorias religiosas”.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo estava se movendo “em uma direção muito perigosa” com as tensões entre China e EUA.

“Precisamos fazer de tudo para evitar uma nova Guerra Fria”, disse, à Assembleia. “Nosso mundo não aguenta um futuro em que as duas maiores economias dividem o globo em uma Grande Fratura –cada um com suas próprias regras financeiras e comerciais, internet e capacidade de inteligência artificial.”

“Uma divisão tecnológica e econômica é inevitavelmente um risco de se tornar uma divisão geo-estratégica e militar. Precisamos evitar isso a todo custo”, afirmou.

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