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Estimativa de PIB capixaba fica estável em 2019

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou estabilidade, apresentando variação nula (0,0%) no acumulado de 2019, quando comparado ao ano anterior. A principal contribuição negativa foi da Indústria, que recuou -15,7% no período, compensada pelas altas no Comércio Varejista Ampliado (+5,2%) e no setor de Serviços (+1,0%).

Os dados constam no Indicador Trimestral de PIB referente ao 4º Trimestre de 2019, apresentados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em live no Instagram. Trata-se de uma estimativa de PIB calculada trimestralmente pelo IJSN, de modo a anteceder o PIB anual, cujos resultados apresentam defasagem de dois anos. O cálculo do PIB Estadual é realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A atividade econômica capixaba ficou praticamente estável no 4º trimestre de 2019 em todas as medidas de desempenho consideradas. Nas comparações que abrangem um horizonte de tempo mais curto, o PIB estadual registrou uma ligeira retração, com taxa de -0,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e -0,3% no confronto entre trimestres consecutivos. Os resultados seguiram a tendência do 3º trimestre de 2019, que acumulava variação de +0,1% acumulado no ano.

“Entre os fatores que contribuíram para este resultado podemos citar os desdobramentos e o efeito do rompimento barragem de Brumadinho, no começo do ano, que contribuiu para a queda da indústria, a reestruturação empresarial no setor de celulose e a queda do preço, além da maturação dos campos de petróleo. Mas por outro lado, temos resultados que contribuíram para elevar o crescimento do Estado, como o comércio, serviços e a construção civil”, destacou o diretor-presidente do IJSN, Luiz Paulo Vellozo Lucas.

Tanto a Indústria Extrativa quanto a de Transformação registraram quedas de -21,1% e -10,3%, respectivamente. De outro lado, a contribuição positiva do Comércio varejista ampliado (+5,2%) foi puxada pelo crescimento no Varejo restrito (4,7%) e por Veículos, motocicletas, partes e peças (+7,9%). Nos Serviços, a alta de +1,0% no ano foi decorrente dos Serviços prestados às famílias (+6,9%) e Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (+3,4%). Já na Agricultura, cinco das principais culturas capixabas apresentaram retração, e as outras cinco, expansão: Café Conilon (+8,1%), Café Arábica (-31,7%), Pimenta-do-reino (+4,0%), Tomate (-3,1%), Banana (-1,2%), Mamão (+13,8%), Cana-de-açúcar (-10,0%), Cacau (+7,1%), Coco (-2,6%) e Abacaxi (+9,3%).

Com os resultados, a estimativa do PIB nominal do Estado do Espírito Santo no quarto trimestre de 2019, em valores correntes, foi de R$ 30,9 bilhões. Em valores acumulados dos últimos quatro trimestres, o PIB nominal totalizou R$ 124,3 bilhões, maior valor da série histórica.

O secretário de Estado da Fazenda, Rogelio Pegoretti, também participou da transmissão ao vivo, apresentando os resultados fiscais de 2019 no Espírito Santo, relacionando-os com a estabilidade do PIB. 

“Apesar do PIB estável, o Estado encerrou 2019 com um resultado fiscal superando as expectativas, apresentando crescimento na arrecadação, com destaque para o crescimento de 11,3% de arrecadação de ICMS, o que representa um desenvolvimento real na economia capixaba naquele ano”, disse.

Panorama Econômico

O IJSN divulgou ainda o Panorama Econômico com o desempenho dos indicadores setoriais registrados para o quarto trimestre de 2019, bem como para o ano de 2019. No documento é apresentada uma análise detalhada dos movimentos econômicos captados pelo PIB Trimestral, além de dados do Comércio Exterior, Inflação e Mercado de Trabalho.

Em relação ao comércio exterior capixaba, as exportações mantiveram estabilidade (-0,46%) no acumulado do ano, devido à exportação da plataforma de petróleo no terceiro trimestre, enquanto as importações registraram alta de +24,7%, o que levou ao crescimento de +8,6% do comércio exterior capixaba em 2019 comparativamente a 2018.

Os Estados Unidos fecharam o ano de 2019 como principal destino das exportações capixabas (27,87% de participação). Os Países Baixos ficaram em segundo lugar, devido à exportação da plataforma de petróleo (21,61%). A China ficou na terceira posição com 5,75% do total. Pelo lado das importações, a China e os Estados Unidos mantiveram-se no topo, com 18,48% e 15,58%, respectivamente.

As exportações do agronegócio capixaba alcançaram US$ 316,6 milhões no quarto trimestre de 2019, redução de -15,3% em relação ao trimestre anterior, decorrente das vendas de café (-18,0%) e celulose (-12,9%). Os principais produtos exportados no trimestre foram café em grão (41,6%), celulose (41,0%) e pimenta (3,7%). A participação das exportações do agronegócio no total exportado pelo Estado no trimestre atingiu 18,8%.

A Agricultura capixaba, que contribuiu fortemente para o crescimento do PIB em 2018, teve no café conilon o principal produto da agricultura capixaba, que respondeu por 48,2% do valor de produção capixaba em 2018, fechando 2019 com produção +8,1% superior à de 2018 e crescimento de +0,6% na área. O bom desempenho da cultura deveu-se, em grande parte, ao clima favorável nos municípios produtores na época de florada. Para o arábica, a produção em 2019 apresentou queda na produção (-31,7%), devido à bienalidade dessa cultura.

Em relação ao mercado de trabalho, que apresentou resultados positivos em todas as bases de comparação, observa-se um desempenho positivo, com saldo de +16.293 empregos no ano de 2019, fortemente influenciado pelos setores de Serviços (+9.895), Comércio (+3.929) e Construção Civil (+1.347). Os setores que apresentaram queda foram Agropecuária (-302) e Administração Pública (-104). Importante ressaltar que esses dados não computam as declarações recebidas fora do prazo.

O documento registra ainda a elevação da massa de rendimento em 2019, reflexo principalmente do aumento do número de ocupados com rendimento, uma vez que o rendimento médio cresceu. No fechamento do resultado do ano, verifica-se que o crescimento da média anual de pessoas ocupadas em 2019 quando comparadas a 2018 foi puxado pelo crescimento no número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ (+21 mil pessoas), seguido por conta própria com CNPJ (+19 mil) e empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (+11 mil).

A desocupação capixaba reduziu e a taxa de informalidade média anual no Espírito Santo, estimada em 41,6% em 2019, registrou redução na comparação com a média de 2018, quando foi de 42,2%. Tal resultado mostra que, diferentemente da maior parte do país (20 UF’s), o crescimento da ocupação no Espírito Santo não está sendo sustentado pelo aumento na informalidade.

A inflação no quarto trimestre na Região Metropolitana da Grande (RMGV) ficou em +1,5% (abaixo do Brasil que ficou em +1,8%), influenciada principalmente pelo grupo Alimentação e bebidas (+3,7%) e Transportes (+2,4%). No acumulado em quatro trimestres e do ano, a inflação atingiu 3,3% na RMGV (abaixo do Brasil que ficou em 4,3%) e abaixo do centro da meta estabelecida para a inflação brasileira no ano (4,25%). Influenciaram nessa base de comparação e ficaram acima do índice geral: Alimentação e bebidas (+7,0%), Saúde e cuidados pessoais (+4,9%), Despesas pessoais e Educação (+3,4%).

Veja o relatório do Indicador Trimestral de PIB do Espírito Santo – 4º Trimestre de 2019

Leia a íntegra do Panorama Econômico 2019  

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Podcast fala sobre o programa “Maria da Penha Vai” e prevenção à violência contra a mulher

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Quem explica o assunto é a juíza Brunella Faustini, titular da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

No mais novo episódio de Just Talk – o Podcast do Tribunal de Justiça do Espírito Santo – a juíza Brunella Faustini, titular da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar, fala sobre o programa “Maria da Penha Vai”. A iniciativa, que conta com parceiros da rede de atendimento à mulher de Vitória, continua realizando ações integradas de prevenção à violência, mesmo durante a pandemia.

Além da equipe multidisciplinar da vara, participam do programa integrantes das Secretarias Municipais da Saúde, Educação, Segurança, Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos. E ainda, o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

“A violência doméstica e familiar é um fenômeno muito complexo. Cada caso traz diferentes demandas psicológicas, sociais, jurídicas, econômicas ou de saúde. Não existe apenas uma resposta. Por isso éextremamente importante uma atuação em rede para lidar com todas essas questões”, explica a juíza.

De acordo com magistrada, durante a pandemia, as ações que normalmente aconteciam em praças, praias, postos de saúde e empresas, foram adaptadas ao ambiente virtual. A primeira delas foi o vídeo que virou febre nas redes sociais, com integrantes da rede segurando cartazes de apoio às vítimas. Outra recente ação foi adisponibilização do Jogo da Memória Educativo, para as famílias conversarem sobre equidade de gêneros com as crianças.

Também foi criado um novo canal de comunicação com a população, o perfil no instagram @mariadapenhavai. A página dá transparência às ações do programa e oferece informações, orientações e suporte às mulheres.

Ouça aqui o episódio na íntegra.

Vitória, 05 de junho de 2020

 

Informações à Imprensa

Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Tais Valle | [email protected]

Maira Ferreira
Assessora de Comunicação do TJES

[email protected]
www.tjes.jus.br

Fonte: TJES

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