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Escolas de área afetada por lama da Samarco enfrentam problemas

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Agência Brasil

Bairro afetado por lama da Samarco arrow-options
Antonio Cruz/ Agência Brasil

Barragem em Mariana se rompeu há quatro anos e população da região ainda enfrenta dificuldades

Novos relatórios produzidos pela consultoria Ramboll apontam a existência de problemas estruturais nas escolas que estão sendo frequentadas temporariamente pelas crianças a adolescentes que viviam nos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, ambos destruídos pela lama que vazou após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em novembro de 2015. O documento aponta ainda que a reconstrução das duas comunidades, que inclui as obras de novas escolas, está com o cronograma atrasado.

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A Ramboll foi uma das consultorias contratadas conforme acordo firmado em janeiro de 2017 entre o Ministério Público Federal (MPF), a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton. As mineradoras aceitaram custear perícias especializadas para avaliar os impactos da tragédia nas dezenas de municípios da bacia do Rio Doce e o andamento das ações de reparação.

“Mesmo após quatro anos do desastre, a Fundação Renova ainda mantém escolas temporárias que apresentam problemas estruturais para acolher os alunos das escolas de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Essas não possuem estrutura acessível e espaço para atividades de tempo integral”, registra um dos relatórios a que a Agência Brasil teve acesso. Segundo o documento, desde 2017, cerca de 1,2 mil alunos de Mariana (MG) estão sem direito ao ensino em tempo integral

A Fundação Renova foi criada como desdobramento do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) celebrado em 2016 entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco, a Vale e a BHP Billiton. Cabe a ela gerir todas as medidas de reparação dos danos causados na tragédia.

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Os documentos da Ramboll elencam outros problemas das ações conduzidas pela entidade. No distrito de Gesteira, que pertence ao município de Barra Longa (MG) e também foi devastado pela lama , a escola definitiva já foi reconstruída. No entanto, a nova instalação apresentou problemas como vazamentos e infiltrações. Já no distrito de Povoação, em Linhares (ES), a ampliação prevista para a Escola Municipal Penha da Costa não foi realizada até o momento.

Há ainda, em um dos relatórios, uma avaliação do projeto de formação voltado para educadores que atuam nas comunidades atingidas. Uma proposta foi apresentada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que prevê 6 mil vagas em cursos de aperfeiçoamento, 72 em especialização, 36 em mestrado e 18 em doutorado. No entanto, nenhum curso teve início. Por enquanto, de acordo com o documento, foram investidos somente 4% do previsto para ações de capacitação na bacia do Rio Doce.

Procurada pela Agência Brasil , a Fundação Renova informa que a formação dos educadores deve começar em abril de 2020. A fundação também diz que as escolas temporárias de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo estão de acordo com a legislação educacional e em consonância com a demanda que se tinha no período. “Entre os anos de 2016 e 2018, o atendimento do tempo integral de Mariana estava suspenso e, portanto, essa não foi uma demanda colocada anteriormente”, registra em nota.

De acordo com o texto, a retomada da jornada de tempo integral no município ocorreu no segundo semestre desse ano e, perante a demanda, já foram providenciados os imóveis para o funcionamento do contraturno escolar. “Os projetos executivos e obras de adequação e construção começarão em breve e, no próximo ano letivo, as escolas contarão com novos espaços para abrigar exclusivamente o tempo integral”, acrescenta a entidade. A Fundação Renova diz ainda que está em tratativas para atender ao pleito do município de Mariana referente ao pagamento das despesas para a ampliação do Programa de Tempo Integral.

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Além disso, a entidade sustenta que a Escola Municipal Gustavo Capanema, em Gesteira , foi construída logo após o rompimento da barragem para suprir de forma ágil às demandas do momento mais crítico e que intervenções vêm sendo realizadas para corrigir eventuais problemas, como vedação de esquadrias e impermeabilização da laje. A Fundação Renova também afirma que busca, junto à prefeitura de Linhares, a melhor solução técnica para a ampliação da Escola Municipal Penha da Costa.

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Demandas

Os relatórios da Ramboll fazem ainda apontamentos relacionados às demandas dos atingidos. Os documentos sinalizam que não foram reconhecidos como vítimas os indígenas de uma comunidade auto-identificada como povo botocudo, situada no distrito de Areal, em Linhares (ES). O levantamento revela também que os canais de relacionamento da Fundação Renova captam informações importantes associadas às necessidades dos atingidos, mas elas “não são comunicadas corretamente e não se traduzem em ações efetivas de reparação”. Além disso, segundo a consultoria, 19% das respostas dadas nos últimos 12 meses extrapolaram o prazo de 20 dias.

“Na avaliação da Ramboll, a Fundação Renova tem priorizado a defesa de sua reputação na comunicação dirigida à população atingida, o que a leva a investir em uma comunicação institucional focada em propaganda e marketing na maior parte das suas publicações. E, nelas, busca defender a marca da organização em vez de mostrar, de forma transparente, a posição contrária das pessoas que ainda não tiveram seus direitos reparados. Esse tipo de comunicação eleva o risco de conflitos nas áreas atingidas e estimula críticas nas redes sociais”, acrescenta a consultoria.

A Fundação Renova diz receber uma média de 30 mil ligações por mês em seu canal telefônico de relacionamento e dispor de 20 centros de informação e atendimento, além de já ter envolvido aproximadamente 104 mil pessoas em reuniões de diálogo coletivo. A entidade afirma ter destinado R$ 6,87 bilhões para as ações de recuperação e compensação e executado mais de 1,4 mil obras ao longo do território atingido. Mais R$1,90 bilhão teriam sido pagos em indenizações e auxílios financeiros emergenciais. Em relação à comunidade dos botocudos de Areal, a Fundação Renova sustenta que ela não está na área de sua atuação que foi definida pelo TTAC.

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Outra conclusão da consultoria é de que, em apenas cinco dos 39 municípios considerados atingidos na tragédia, tem havido enfoque na contratação de mão de obra local para as medidas de reparação. De acordo com a Fundação Renova, nas obras dos reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo , 70% dos trabalhadores são de Mariana e a priorização da contratação local está prevista no TTAC.

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Acidente mata cinco jovens no Rio: “todo mundo bêbado”, diz sobrevivente

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acidente no rio
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Acidente ocorreu após 5h

Um acidente com um veículo de passeio ocupado por oito pessoas deixou cinco jovens mortos e três feridos na Linha Amarela, Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (8).

Segundo sobreviventes, o carro saia de uma festa na Barra da Tijuca e seguia para o bairro do Méier por volta das 5h quando o motorista perdeu o controle e bateu em um muro da Rua Ramiro Magalhães. Todas as vítimas tinham entre 20 e 25 anos de idade. Os três sobreviventes foram levados a um hospital da região e já receberam alta. Acidente ocorreu após 5h da manhã

“Tinham oito pessoas, um estava com o carro . Todo mundo falando ‘vamo com o carro’, pedi pro meu namorado para a gente não ir de carro, o menino tava bêbado, tava todo mundo bêbado, só que o irmão dele tava lá, ele não queria deixar o irmão dele”, disse Thamires Carneiro, uma das sobreviventes, em entrevista ao canal GloboNews. O namorado e o cunhado dela morreram.


Fonte: IG Nacional

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