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Equador entregará pertences de fundador do Wikileaks aos Estados Unidos

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 Julian Assange
Reprodução/Flickr
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, morou na embaixada do Equador em Londres por quase sete anos

O governo do Equador entregará aos Estados Unidos todos os documentos e pertences que Julian Assange, fundador do Wikileaks, deixou em seu quarto na embaixada equatoriana em Londres, informou o jornal El País, da Espanha.

Com esta medida, a Justiça dos EUA terá acesso a telefones celulares, computadores, unidades de memória, CDs e qualquer outro dispositivo que esteja no quarto. Assange morou na embaixada por quase sete anos
, de junho de 2012 até ter o seu direito de asilo cassado em abril.

Os Estados Unidos exigem que Assange seja extraditado para o seu território. O ativista é acusado de conspirar com a ex-analista de Inteligência do Exército dos EUA Chelsea Manning para tentar acessar um computador do governo americano em 2010. A pena máxima prevista para o crime é de cinco anos, segundo o Departamento de Justiça. O australiano foi preso em 11 de abril na sede diplomática do Equador e entregue a autoridades britânicas. 

De acordo com o El País, os itens de Assange serão recolhidos na embaixada na manhã do dia 20 de maio e ficarão sob a responsabilidade do capitão da polícia Diego López e do segundo sargento Milton Jaque, ambos equatorianos.

Baltasar Garzón, advogado do fundador do Wikileaks, considera que a entrega aos Estados Unidos dos pertences de seu acusado é uma “violação absoluta do Equador da instituição do asilo”.

“É incompreensível que o país de proteção aproveite agora a posição privilegiada de tê-lo recebido para remeter seus pertences ao país que o está perseguindo. Estes itens foram obtidos sem ordem judicial, sem proteção dos direitos do asilado, sem respeito pela cadeia de custódia”, disse Garzón ao El País.

Assange, de 47 anos, obteve a proteção e apoio do governo equatoriano durante a época do ex-presidente Rafael Correa. Na época, ele enfrentava um pedido de extradição para a Suécia, acusado de estuprar duas mulheres. Em 2017, após sete anos, a procuradoria da Suécia arquivou a investigação, alegando não haver “possibilidade de prisão” no “futuro imediato”

O asilo de Assange passou a ser questionado a partir da mudança de governo no Equador, com a chegada de Lenín Moreno ao poder, em março de 2017. O atual presidente tem se distanciado das políticas de esquerda de seu antecessor e busca aproximar o país dos Estados Unidos.

Há alguns meses, a Justiça equatoriana permitiu que as autoridades americanas interrogassem membros do corpo diplomático de sua embaixada em Londres. Os advogados de Assange não descartam que gravações, áudios e documentos roubados do ativista e de um de seus advogados e já tenham sido enviados aos EUA para fornecer informações sobre a sua defesa.

Fonte: IG Nacional
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Acre decreta emergência por causa de seca e incêndios florestais

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Comunidade Huwã Karu Yuxibu foi uma das atingidas pelas queimadas no Acre arrow-options
Comunidade Huwã Karu Yuxibu
Comunidade Huwã Karu Yuxibu foi uma das atingidas pelas queimadas no Acre


A escassez de chuvas e o crescente número de focos de calor motivaram o governo do Acre a decretar situação de emergência em todo o estado. Assinado pelo governador Gladson Cameli (PP), o Decreto nº 3.869 foi publicado no Diário Oficial do estado de hoje (23).

De acordo com o governo, o atual período de seca ainda deve se estender por mais três meses, causando a diminuição da umidade relativa do ar e do nível dos rios, o que potencializa os riscos de incêndios florestais. A situação também ameaça o sistema de abastecimento de água para a população.

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Historicamente, segundo ainda o governo, o maior número de focos de incêndios florestais é registrado durante os meses de agosto e setembro, mas os resultados já contabilizados desde o início do ano superam negativamente os verificados nos anos de 2010, 2016 e 2018, considerados os piores já enfrentados pelo estado.

No texto do decreto, o governo argumenta que “as queimadas descontroladas, os incêndios florestais e as concentrações de monóxido de carbono e material particulado na atmosfera estão acarretando agravos à saúde da população, principalmente nos grupos etários mais vulneráveis (idosos e crianças)”, exigindo a adoção de medidas capazes de mitigar “os desastres”.

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O decreto tem vigência de 180 dias. Durante esse período, o governo acriano pode adquirir, sem a necessidade da realização de licitações, os bens necessários às atividades de resposta à situação, bem como a prestação de serviços e a execução de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários “dos desastres”, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos.

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A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil poderá requisitar apoio técnico e logístico de toda Administração Pública estadual, direta e indireta, para prevenir, combater e controlar incêndios florestais e queimadas urbanas. Em casos de riscos iminentes, agentes da Defesa Civil estarão autorizados a entrar em qualquer residência para prestar socorro ou evacuá-la. Também poderão utilizar a propriedade para desenvolver atividades de enfrentamento a “iminente perigo público”.

Com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria instituirá a chamada Sala de Situação, responsável por elaborar um diagnóstico da situação das queimadas e da ocorrência de chuvas nos municípios acrianos, além de articular a Rede Estadual de Gestão de Riscos Ambientais e elaborar e disponibilizar os boletins de focos de calor e de índices pluviométricos e fluviométricos e estabelecer o risco de fogo e reunir as informações e dados que sirvam para subsidiar a tomada de decisão por parte do poder público.

O Corpo de Bombeiros deverá mobilizar todo o efetivo disponível para atuar na operação de combate e controle de queimadas. Já o Batalhão Florestal da Polícia Militar atuará para reprimir ações criminosas ou que possam provocar incêndios florestais.

Fonte: IG Mundo
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