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Em casa: a importância de evitar aglomerações

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A pandemia do novo coronavírus que começou na China e se expandiu por quase todos os países ligou o alerta dos estados brasileiros pela necessidade de as pessoas ficarem em casa. No Espírito Santo, as determinações das autoridades estaduais e municipais de que a população permaneça em confinamento social, além da quarentena imposta às pessoas que comprovadamente estão contaminadas com o vírus que provoca a doença Covid-19, têm contado com a colaboração da população.

É o caso do Condomínio Viña del Mar, em Jardim Camburi, na capital Vitória. Osni Pires Vieira, síndico do condomínio de 144 apartamentos, divididos em 12 blocos, afirmou que não fez nenhuma cartilha para orientar os moradores, mas algumas medidas foram tomadas. Por exemplo, não acender as luzes do parque infantil e das quadras esportivas durante a noite para inibir o uso dos espaços. Entretanto, no grupo do WhatsApp do condomínio, foram reafirmadas as recomendações de resguardo já de conhecimento público. Alguns moradores se propuseram a fazer compras para os idosos, “os mais jovens quando vão às ruas se oferecem para ajudar, perguntam se alguém está precisando de alguma coisa em casa”, exemplifica Vieira.

Com relação à circulação dos moradores nas dependências do condomínio, apesar de as áreas comuns não estarem fechadas, a recomendação é para que não haja aglomeração de pessoas e atividades de contatos corporais. 

“Recomendamos a não praticar nenhuma atividade de contato, não proibimos de as pessoas saírem do apartamento e descerem para a área”, esclarece. Vieira disse que ainda não foi pensado em nenhum tipo de restrição desse tipo, por isso alguns moradores, em pares, jogam frescobol nas quadras. Os funcionários não foram liberados pois, segundo ele, trabalham em espaços abertos.

Cuidados

De cada 100 pessoas infectadas, 80 não vão adoecer, informa o médico infectologista Luís Henrique Borges do Hospital Metropolitano, em Vitória, reafirmando a necessidade do isolamento social, medida tomada pelas autoridades de saúde federal e estadual.

“A importância do confinamento é por diminuir a margem da contaminação. Quanto menos pessoas infectadas, menos doentes teremos. A epidemia entra massivamente e se espalha em progressão geométrica. Quanto mais precoce for a assistência, mais resultado tem a abordagem terapêutica”, explica o  médico.

Borges faz algumas recomendações para as famílias em confinamento social. Grupos na qual não há ninguém com sintomas tudo é mais simples, de acordo com o infectologista. Uma medida é fazer rodízio entre as pessoas que vão sair de casa.

“Numa família em que nenhum deles estão contaminados, podem viver tranquilamente no ambiente familiar, com algumas regras. Primeiro, evitando sair, que é a coisa mais básica. Uma vez saindo, se fazer um turno entre as pessoas que vão sair, e evitar que os mais frágeis saiam — idosos, pessoas com doenças crônicas, pessoas em tratamento de câncer”, orienta Borges.

No sentido contrário, a recomendação é de que as pessoas tenham roupas para sair, bem como sapatos. Ao voltar, a orientação é se desfazer dessas roupas e guardá-las num lugar próprio, na entrada da casa, sem acesso, principalmente, das crianças.  A contaminação sempre é possível, por isso os cuidados.

“A contagiosidade do vírus é respiratória. Exige um pouco mais de cuidados. Ele pode estar nas vestes, mas ele não fica no ar, ele não voa. Lavar as mãos, evitar de colocar as mãos na boca, no nariz, nos olhos, que é por onde o vírus vai ter acesso às vias respiratórias”, detalha.

Luiz Henrique Borges reforça a necessidade de se abster de utilizar os equipamentos de exercícios, piscinas, esportivos. “Confinamento social implica em esportes coletivos, principalmente”, enfatiza.

Fiscalização

Além das medidas de confinamento social, o governo do estado determinou que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Espirito Santo (CMNES) fossem às ruas para orientar a população, fazendo uso de comunicação por autofalantes e abordagens àqueles que circulam pelos lugares públicos. A ação é feita em conjunto com a Polícia Militar e o 38º Batalhão de Infantaria da 1ª Divisão de Exército do Comando Militar do Leste.

“Estamos com nossas equipes nas ruas do Espírito Santo informando a população sobre a necessidade do isolamento social. A população está entendendo a gravidade da situação”, relata o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar Wagner Borges. A operação teve início dia 22 e não tem data para terminar e todo o efetivo do CBMES está envolvido na operação, segundo o tenente-coronel.


Ação nas estradas capixabas com teste de temperatura de motoristas que entram no ES

Paralelamente, o tenente-coronel informa que a operação “Barreiras sanitárias de divisa” está se dando nas rodovias federais. Na BR-101 em Mimoso do Sul, na divisa com o Rio de Janeiro, e em Pedro Canário, na divisa com a Bahia. Na BR-262, em Iúna, divisa com Minas Gerais.

“A operação faz parte da estratégia de ‘achatamento da curva de contágio”. A primeira fase ocorrerá entre 25 de março e 10 de abril, com ações de orientações e prevenção”, comenta o tenente-coronel.

Esta operação consiste em detectar se o cidadão que estão entrando no estado não está com suspeita de ter adquirido o novo coronavírus. Está sendo feito um teste de temperatura nas pessoas. Caso haja suspeita, o viajante é encaminhado à unidade de saúde mais próxima. 

Denúncia

Qualquer cidadão, considerando conveniente, pode denunciar alguma irregularidade com relação às determinações de recolhimento social. O Ministério Público Federal (MPF) criou um sistema para receber as denúncias via Whatsapp. Anote: (27) 9225-4591.

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Bolsonaro defende atraso nos dados da Covid-19: “Ninguém tem que correr”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Bolsonaro brincou com demora do Ministério da Saúde em divulgar informações

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta sexta-feira (5) que o Ministério da Saúde atrase a divulgação dos dados de mortos e casos confirmados da Covid-19 e disse que “ninguém tem que correr para atender a Globo”. A declaração foi dada após ele ser questionado por jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. “Agora acabou matéria no Jornal Nacional”, ironizou o presidente.

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Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem atrasado a divulgação das informações, publicando-as somente depois das 22h. O horário normal de divulgação dos dados pela pasta, no entanto, é às 19h, logo após o término das tradicionais entrevistas coletivas que são realizadas pela equipe técnica que atua no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Os atrasos correspondem justamente aos dias em que o Brasil tem batido seguidos recordes diários nos registros de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (4), por exemplo, os novos óbitos confirmados foram 1.473. O número corresponde a mais de um novo registro por minuto nas últimas 24 horas , sendo que um dia tem 1.440 minutos.

Ao justificar o atraso, Bolsonaro disse que isso é necessário porque “tem que divulgar os dados consolidados do dia”, coisa que já era feita pelo Ministério da Saúde até a semana passada respeitando o horário estipulado. Mesmo com essa justificativa do presidente, os dados que passaram a ser divulgados essa semana continuam sendo contabilizados somente até às 19h.

Em nota enviada já na noite desta sexta, o Ministério da Saúde disse que “casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas”.

Em alguns casos, a pasta justificou os atrasos porque ela “analisa e consolida os dados” e  que “em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”.

No final do comunicado, o ministério diz que as informações desta sexta serão publicadas às 22h.

Ordem de Bolsonaro

Segundo informações do jornal Correio Brazilienseuma fonte do alto escalão do governo revelou que o “atraso” aconteceu por ordem de Bolsonaro e o novo horário das 22h deve ser permanente. O objetvio seria dificultar o trabalho dos telejornais noturnos, grupo do qual o Jornal Nacional , da Rede Globo, faz parte.

Ainda de acordo com a publicação, a intenção de atrasar a divulgação dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus existem desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, mas o então ministro sempre se recusou a aceitar tal decisão, alegando que ela poderia gerar impacto negativo no combate ao vírus.

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