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Em carta a Bolsonaro, Anistia Internacional faz dura crítica a decreto das armas

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Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 15.5.19
Anistia Internacional afirma que o decreto de armas de Bolsonaro atenta ‘contra as garantias do direito à vida’

Em carta direcionada ao presidente JairBolsonaro, a Anistia Internacional afirma que a flexibilização da posse e do porte de armas atenta “contra as garantias do direito à vida” e poderá provocar o aumento no número de homicídios no Brasil. O documento, apresentado nesta terça-feira (21), em Brasília, também traz críticas à expansão do conceito de excludente de ilicitude, proposto no pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), e a outras políticas do governo, relacionadas a drogas, demarcações de terras indígenas, entre outros pontos.

A diretora da Anistia Internacional para as Américas, Erika Guevara-Rosas, e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, tentaram marcar uma audiência com Bolsonaro, mas ele designou a ministra Damares Alves (Família, Mulher e Direitos Humanos) para recebê-las – o encontro deve acontecer até quinta-feira. A expectativa é que o ministro Santos Cruz também receba as representantes da entidade, enquanto Moro e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já informaram que não têm agenda disponível para o encontro.

Compra de fuzis por cidadãos comuns

Uma das recomendações expedidas pela carta é a revogação do decreto que ampliou para 20 categorias profissionais o direito ao porte de arma e permitiu, inclusive, que cidadãos comuns possam comprar fuzis . A carta afirma que o decreto pode “aumentar a letalidade das ações da polícia” e fazer com que “pequenos conflitos ou crimes sejam intensificados pela presença de armas de fogo”. As consultorias da Câmara e do Senado já identificaram ilegalidades no decreto, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avalia colocar em votação um texto que derrubaria as medidas, caso o governo não faça mudanças no que já foi determinado.

“Há uma preocupação com a ampliação indiscriminada (do porte de armas), que pode significar maior vulnerabilidade. Não acreditamos que se resolverá o problema da segurança pública com mais armas, porque elas não significam garantia de vida para ninguém”, afirmou Jurema Werneck.

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Excludente de ilicitude

A possibilidade de que policiais não sejam punidos caso cometam crimes, em legítima defesa, motivados por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” também é motivos de críticas da Anistia Internacional. Ainda dentro do pacote anticrime, o organismo considera que a ampliação do conceito de organizações criminosas pode servir de escudo para que movimentos sociais e entidades da sociedade civil sejam enquadradas na legislação.

“Tentar mudar o conceito de legitima defesa policial com conceitos vagos e definições pouco claras das condições que permitem defesa pessoal, como medo e surpresa, que são muito subjetivos, coloca em risco a vida das pessoas. Principalmente no contexto em que execuções extrajudiciais já são realidade, e a medida, se for implementada, pode aumentar execuções cometidas pelas forças policiais”, disse Erika Guevara-Rosas.

A diretora da Anistia Internacional para as Américas acrescentou que a “retórica antidireitos” apresentada por Bolsonaro durante a campanha eleitoral está se desdobrando em políticas públicas:

“A retórica do governo do presidente Bolsonaro é de suma preocupação, porque não só ameaça o progresso das últimas décadas, graças aos defensores dos direitos humanos, como abre a possibilidade de haver um regresso ao período histórico do país em que violações a direitos humanos se normalizavam”.

A Anistia Internacional também critica a transferência da demarcação de terras indígenas para a Funai – alteração foi desfeita em comissão do Congresso, mas ainda está em vigor –; o decreto que permite ao governo “supervisionar” a atividade de organizações da sociedade civil; a política antidrogas que privilegia comunidades terapêuticas; a suspensão do trabalho do grupo de antropólogos que analisava os restos ósseos encontrados no cemitério de Perus; e o posicionamento crítica do governo brasileiro sobre o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos.

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“Caso (todas) as medidas (do governo) sejam colocadas em prática, vão significar grave ameça e violações de direitos humanos de muitas pessoas, populações e grupos do Brasil”, reforçou Jurema Werneck.

Fonte: IG Mundo
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Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, sai da prisão após três anos

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Homem falando em microfone arrow-options
Reprodução/Lava Jato
Léo Pinheiro

Dois dias após homologação do seu acordo de delação premiada, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, saiu da prisão na carceragem da Polícia Federal em Curitiba na noite dessa terça-feira (17).

Agora, o executivo da OAS que estava preso desde 2016 será monitorado por uma tornozeleira eletrônica dentro de casa, em São Paulo. Um familiar foi responsável por buscá-lo na capital paranaense. 

Leia também: Ministro Fachin homologa acordo de delação de Léo Pinheiro

“Léo Pinheiro colaborou com a justiça , prestou todos os esclarecimentos devidos, apresentou provas, portanto, fez jus ao direito de cumprir a sua pena na sua residência”, afirmou representante da defesa de Léo, Maria Francisca Accioly, em declaração à colunista Bela Megale.

Fonte: IG Mundo
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