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Dólar ultrapassa R$ 4 com eleições argentinas e EUA x China

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Dólar ultrapassa R$ 4 nwesta segunda-feira (12) após primárias das eleições argentinas e acirramento da guerra comercial

O dólar bateu a marca de R$ 4 nesta segunda-feira (12), em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China e às perspectivas de que o presidente argentino, Mauricio Macri, não conseguirá se reeleger nas eleições de outubro. A moeda norte-americana americana chegou a avançar em torno de 2% na manhã desta segunda, superando R$ 4,01.

Na sexta-feira (9), o dólar encerrou o dia com alta de 0,39%, a R$ 3,942. Foi a quarta semana consecutiva de valorização da moeda.

Leia também: Prévia do PIB recua no segundo trimestre e indica início de recessão técnica

O Ibovespa , pincipal índice da Bolsa paulista, iniciou a semana com forte queda, também influenciado pelo cenário internacional turbulento. Às 12h00, caía 2,05%, a 101.864,45 pontos.

Na Argentina , o mercado reage ainda pior ao resultado das primárias de domingo (11), que apontam grande desvantagem do atual presidente na disputa contra Alberto Fernández (candidato à presidência) e Cristina Kirchner (ex-presidente e candidata à vice). Com 88% das urnas apuradas, a chapa da ex-presidente liderava com 47,3% dos votos, uma vantagem de 15 pontos percentuais.

O resultado demonstra, porém, que os eleitores argentinos rejeitaram com ênfase as políticas econômicas austeras de Macri durante seu mandato até aqui, colocando em xeque suas chances de reeleição em outubro.

Em resposta à grande derrota sofrida pelo presidente argentino no domingo, os títulos da dívida e ações de empresas argentinas registraram quedas de dois dígitos na abertura dos mercados. O peso argentino chegou a registrar uma queda de até 20% em relação à moeda americana, cuja cotação passou a 54,5 pesos por dólar.

Os números anteciparam uma preocupação dos mercados com a política econômica que poderá ser adotada caso a chapa formada por Alberto Fernández e a ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner vença as eleições.

Há cerca de um ano, Macri fechou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por US$ 50 bilhões, o maior empréstimo já concedido na história do Fundo, e, mesmo assim, não conseguiu acalmar a economia local. Na manhã de segunda-feira, enquanto os impactos de sua vitória nas prévias eleitorais começaram a vir à tona, Fernández disse que a política econômica de Macri enganava os mercados.

“Os mercados reagem mal quando percebem que foram enganados. E, na verdade, o governo os conduziu a esse estado de coisas com o festival de títulos que emitiu, com a crise da dívida”, disse Fernández, em declarações à Rádio 10 .

Em seguida, o candidato à presidência, que relatou não ter recebido nenhuma ligação da Casa Rosada após os resultados de domingo, chamou o modelo econômico de Macri de “fictício”, argumentando que seus resultados começam a ser sentidos na Argentina.

“O presidente teria que se concentrar em trazer paz de espírito. Os mercados alertam que o governo entrou em um cenário em que não pode responder. Isso tem que ser resolvido pelo governo: nós alertamos que estávamos vivendo em uma economia fictícia e agora, infelizmente, o que dissemos começa a ser comprovado”, sustentou.

Os títulos da dívida e as ações argentinas em Wall Street registraram uma queda de dois dígitos antes da abertura das operações. Os títulos de 100 anos, promovidos pelo governo como um sucesso e um suposto sinal da recuperação argentina, registraram uma queda de 14%, enquanto outros papéis caíram cerca de 15%.

Entre os negócios listados na Bolsa de Nova York, as ações do Banco Galícia foram as mais afetadas, registrando uma queda de 35%. Os títulos do banco haviam registrado ganhos de mais de 9% na sexta-feira, quando três pesquisas com resultados favoráveis ao governo incentivaram os investores a comprar ativos.

Nesta manhã, Macri reuniu-se na Casa Rosada com o presidente do Banco Central, Guido Sandleris, o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, e seu chefe de Gabinete, Marcos Peña, para discutir os impactos do resultado na economia argentina.

Leia também: Possível derrota de Macri preocupa governo Bolsonaro sobre acordos encaminhados

No cenário doméstico, a reforma da Previdência segue sendo o principal tema que atrai interesse dos investidores. Aprovada em segundo turno na Câmara na última semana, a proposta precisa passar ainda pelo Senado.

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Brasil é uma potência, mas no saneamento está na época medieval, diz secretário

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Secretário de Saneamento Pedro Maranhão durante entrevista ao portal iG
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Secretário de Saneamento Pedro Maranhão durante entrevista ao portal iG

O secretário de Saneamento do ministério do Desenvolvimento Regional, Pedro Maranhão, disse em entrevista ao portal iG nesta terça-feira (22) que o Brasil é uma grande potência, mas que, na área do saneamento básico , “está na época medieval”. “Nós temos crianças com tablets usando tecnologia 5G, mas quando elas abrem a porta de casa voltam para a época medieval”, afirmou o secretário em durante live do Brasil Econômico .

Segundo Maranhão, o governo federal tem enfrentado uma característica cultural no País da falta de interesse de investimento na área. “Obra enterrada não dá voto. Essa é uma máxima daqui. Então o prefeito, o deputado, o gestor, o governador, eles preferiam fazer uma obra que desse visibilidade. Uma ponte, uma praça ou um show. E realmente o saneamento ficou para trás”, disse.

Por conta disso, o secretário afirma que uma das estratégias criadas foi a implantação do Marco Regulatório do Saneamento,  aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o objetivo de universalizar o acesso ao saneamento básico até 2033, podendo ser prorrogado ainda até 2040.

“O Estado perdeu a capacidade de investimento e nós estamos abrindo para quem tem dinheiro para fazer isso. O marco dá mais previsibilidade e segurança jurídica para que as empresas invistam no Brasil”, explica Maranhão.

Após a sua aprovação, o marco regulatório foi alvo de muitas críticas, sendo acusado de uma ferramenta para a privatização da água, um bem que, de acordo com esses críticos, deveria ser público. Para Maranhão, no entanto, não houve uma boa compreensão do que o novo marco propunha e o assunto se tornou “ideologizado”.

“Eu costumo dizer que o marco não veio para privatizar. Ele veio para universalizar. Tem gente querendo ideologizar essa decisão. Nós estamos abrindo oportunidade para quem tem dinheiro investir. Vai ter muita PPP (Parceria Público-Privada), concessão e privatização”, afirmou o secretário.

Como resultado da implantação do marco, Maranhão avalia que o setor do saneamento já está maduro para receber recursos. “Isso já começou a virar conversa de mesa de bar, conversa de mesa de jantar. A sociedade despertou para a importância do saneamento. E é muito bom que isso aconteça”, disse.

Recuperação da economia

Maranhão também acredita que o marco vai ter papel importante na retomada da economia em meio à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“Isso vai ocorrer porque os investimentos vão chegar e o setor do saneamento tem uma cadeia produtiva muito grande, que vem desde o cavador de vala. Sem falar nos benefícios que isso vai trazer para as áreas da Saúde e do Meio Ambiente”, afirmou.

“Aliás, eu não sei porque somos tão criticados. Nossas questões ambientais estão mais bem resolvidas que em outros países. Nós temos a matriz energética mais limpa do mundo. É uma coisa meio maluca”, completou o secretário.

Confira a entrevista na íntegra:

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