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Doações para cidades em estado de calamidade vão até sexta (24)

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Até sexta-feira (24) a Assembleia Legislativa (Ales) continua a receber doações para as vítimas das fortes chuvas no Sul do Estado na semana passada. Os donativos podem ser entregues das 7 às 19 horas, no térreo da Ales, localizado na Avenida Américo Buaiz, 205, na Enseada do Suá.

Até a manhã desta quarta-feira (22) cerca de 30 toneladas de alimentos não perecíveis, roupas, calçados, água mineral, materiais de higiene pessoal e de limpeza já haviam sido coletadas e encaminhadas para os municípios da região atingida, principalmente Iconha, Vargem Alta e Alfredo Chaves.

Dois caminhões e uma carreta foram utilizados no transporte dos materiais, cuja logística de recebimento e acomodação das doações, bem como a distribuição para as vítimas contam também com apoio dos servidores da Ales, da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Vitória.

Conforme o secretário de Gestão de Pessoas da Ales, Joel Rangel, na sexta-feira novo carregamento será conduzido para a região sul. “Não sabemos ainda se será utilizado um caminhão ou uma carreta, vai depender do volume de materiais coletados”, explicou.

Nas cidades de destino outros voluntários ajudam no armazenamento do que está sendo doado, e também na distribuição para as pessoas desalojadas e todos os atingidos pelas inundações.

Os coordenadores da campanha deflagrada pela Ales pedem aos interessados em ajudar que doem no momento principalmente colchões, rodos, vassouras e materiais de limpeza.

O morador de Vila Velha, Leandro Moreira da Silva, foi um dos capixabas que vieram até a sede da Ales prestar esse gesto de solidariedade. Ele doou duas cestas básicas.

“A gente tem sempre que ajudar o próximo; não fomos atingidos aqui (na Grande Vitória), mas tem muita gente desabrigada lá (no sul do estado). Se todos ajudarem com alguma coisa, não vai fazer diferença para nós, mas para quem precisa vai ajudar muito”, disse.

O presidente da Ales, deputado Erick Musso, afirmou que juntamente com os outros 29 deputados que compõem o plenário do Legislativo estadual decidiram abrir o espaço da Assembleia Cidadã (localizado no térreo do parlamento) para receber as doações no socorro às vítimas das inundações.

“O que nos deixa muito comovidos é o empenho do capixaba em ajudar. Desde os primeiros momentos do sábado (18), um dia após as fortes chuvas, já estávamos recebendo doações no espaço preparado para isso. Estamos mandando para os atingidos comida, água, materiais de limpeza, roupas e outros donativos  para ajudar os irmãos e irmãs capixabas que estão sofrendo”, declarou Musso.

Erick Musso acrescenta que o capixaba tem demonstrado muita solidariedade, companheirismo e compaixão nesse momento difícil que os atingidos pelos fortes temporais estão passando.

“As famílias estão lá em estado de calamidade, perderam tudo, perderam casa, roupa, fogão, cama, documentos; perderam a dignidade de continuarem a tocar a vida; o que precisa agora é ajuda da sociedade e do Poder Público para que essas pessoas possam reconstruir a vida com dignidade”, disse o presidente.

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Governo usará dados da telecomunicação para mapear aglomerações

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Agência Brasil

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Reprodução

Especialistas afirmam que dados precisam ser apagados depois da crise

As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da Covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar.

De acordo com o sindicato das empresas do setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações.

Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras.

“O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari.

Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip).

“A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.

Veja:  Mapa com índice de isolamento social é criado no Recife

Transparência

Na avaliação do conselheiro do Laboratório de Políticas Públicas e Internet da Universidade de Brasília (Lapin) Thiago Moraes, é importante que o governo se certifique que os dados disponibilizados na “nuvem” da Microsoft não sejam usados para outras finalidades. Mesmo não estando em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, ele defende que seus princípios e diretrizes sejam respeitados.

“O Art. 6º atenta para que o tratamento seja limitado ao mínimo necessário, e se evite o uso excessivo dos dados. Isto significa, entre outras coisas, que uma vez superada a crise, os dados coletados devem ser eliminados. É importante também que tão logo uma política pública seja definida, sua finalidade seja transparecida à população [o princípio da transparência previsto no art. 6º]”, destaca o pesquisador.

A Lei Geral de Proteção de Dados instituiu as normas para coleta e tratamento de dados. Aprovada em 2018, ela entraria em vigor em agosto, mas o Senado adiou o início da vigência para o início do ano que vem. Contudo, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014) também prevê a garantia da privacidade dos dados dos internautas.

Para a coordenadora do Coletivo Intervozes, Marina Pita, a falta de uma legislação cria um vácuo preocupante e seria importante ter mais informações sobre como os dados da grande maioria da população serão tratados.

“Princípios como proporcionalidade, necessidade e finalidade, incluindo o descarte após atingida a finalidade, por exemplo, estão sendo observados? Deveria haver mais detalhes inclusive em relação aos procedimentos de anonimização e agregação utilizados porque há vários exemplos de reidentificação de dados anonimizados. Um sistema como esse não pode perdurar e deveria haver formas de auditar e fiscalizar o seu uso”, defende.

A Agência Brasil entrou em contato com os ministérios da Saúde (MS) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e aguarda retorno.

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