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Economia

Dívida pública chega a 77,7% do PIB em novembro, próximo à estabilidade

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O montante de R$ 5,6 trilhões representa 77,7% do Produto Interno Bruto (PIB) arrow-options
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O montante de R$ 5,6 trilhões representa 77,7% do Produto Interno Bruto (PIB)

A dívida pública do Brasil fechou novembro em R$ 5,6 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central . O montante representa 77,7% do Produto Interno Bruto ( PIB ), indicador que mede o tamanho da economia do país. Em outubro, o endividamento respondia por 77,3%.

Apesar da alta de 0,4 ponto percentual, o resultado reforça a tendência apontada pela equipe econômica de que a relação entre dívida e PIB deve fechar abaixo dos 80% e pouco maior que o registrado no ano passado. Um dos principais fatores por trás desse comportamento é a redução da taxa básica de juros, que fez o endividamento crescer menos neste ano.

De acordo com os dados do BC, a fatia de endividamento do país no PIB em novembro está 1,1 ponto percentual acima do registrado em igual mês do ano passado.

Esse crescimento representa uma desaceleração do crescimento da dívida: em novembro de 2018, o peso do endividamento na economia havia avançado 2,36 pontos percentuais frente ao mesmo mês em 2017.

O comportamento da dívida é um dos principais indicadores observados pelo mercado financeiro, porque indica a capacidade do país de honrar suas obrigações com os credores.

O endividamento cresce quando a situação das contas públicas obriga o governo a tomar empréstimos para investir, por exemplo.

O BC também divulgou nesta segunda o resultado das contas públicas para o setor público consolidado, que abrange o governo federal, Banco Central, INSS, estatais, estados e municípios. Em novembro, o rombo foi de R$ 15,3 bilhões.

No acumulado até novembro, o rombo consolidado está em R$ 48,3 bilhões. Considerando apenas o governo central (formado por governo federal, BC e INSS), o déficit primário é de R$ 72,8 bilhões, bem abaixo da meta de R$ 139 bilhões para este ano.

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Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego

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Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego
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Ipea: taxa de desocupação cresce porque pessoas estão buscando emprego

Em análise técnica divulgada nesta sexta-feira (18), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( Ipea ) destaca que uma parcela de pessoas que estava fora do mercado de trabalho voltou a procurar emprego. A constatação de se dá a partir dos dados da mais recente edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ( Pnad ) Covid-19.

Disponibilizada mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), a pesquisa traz dados referentes ao período entre 23 e 29 de agosto e revela que a taxa de desocupação atingiu 14,3%, o maior nível desde o início do levantamento em maio deste ano.

“A elevação deveu-se ao aumento da taxa de participação na força de trabalho, que passou de 55,1% em julho para 55,8% em agosto”, registra a análise assinada pelo diretor adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea , Marco Antônio Cavalcanti , e pelos técnicos de planejamento e pesquisa Maria Andreia Lameiras e Lauro Ramos .

A população desocupada corresponde às pessoas não estão trabalhando, mas que tomaram alguma providência para conseguir trabalho. Já a população na força de trabalho engloba tanto ocupados quanto desocupados. Isso significa que, quanto mais pessoas estão procurando emprego, maior é a participação na força de trabalho.

“Muitas pessoas que gostariam de trabalhar pararam de procurar emprego por conta da pandemia. Então, não eram contadas como desocupadas, e sim como população fora da força de trabalho”, observa Cavalcanti .

Esse contingente de pessoas que deixaram de procurar emprego na pandemia chegou a ser de 19,4 milhões no fim de junho e.agora está em 16,8 milhões. A redução significa que as pessoas estão voltando a procurar emprego, levando a um aumento simultâneo de desocupados e de participação da força de trabalho.

Segundo Cavalcanti , três fatores influenciaram a queda na busca por emprego no primeiro semestre.

“O primeiro foi o desalento. No início da pandemia, muitas pessoas acreditaram que era baixa a possibilidade de encontrar emprego e sequer se dispuseram a procurar trabalho. O segundo é o distanciamento social. Por conta das restrições e do temor de se contaminarem, muitas pessoas não puderam ou não quiseram sair às ruas para buscar emprego. E o terceiro fator é o auxílio emergencial, que deu condições para que algumas pessoas pudessem esperar um pouco mais para procurar trabalho”, explica o pesquisador.

Ele afirma que tais fatores já não exercem o mesmo efeito. A recuperação gradual da economia gera algum otimismo e motivação para que as pessoas voltem a acreditar nas chances de obter emprego. Além disso, o relaxamento das restrições e a redução do valor do auxílio emergencial também contribuem para aumentar a busca por trabalho. A análise técnica, no entanto, sinaliza que o impacto negativo da pandemia no mercado de trabalho tende a persistir ainda durante algum tempo.

Cavalcanti nota que, ao mesmo tempo em que subiu a taxa de desocupação, subiu o nível de ocupação, passando de 47,9% em julho para 48,2% em agosto. Para ele, esse crescimento sinaliza que os efeitos da pandemia estão se arrefecendo gradualmente e, como resultado, cada vez mais pessoas devem se estimular a procurar emprego. “É razoável esperar que a taxa de desocupação volte a elevar-se nas próximas semanas e mantenha-se em patamar elevado no próximo período”, avalia o pesquisador.

Teletrabalho

A nota técnica também sugere que parte das pessoas ocupadas no país podem ter passado de forma definitiva para o modo teletrabalho (ou home office). “Os dados mostram que, embora o contingente atual tenha recuado em relação ao início da pandemia, este vem se mantendo constante ao longo das últimas semanas”, registra o documento.

Atualmente, 8,29 milhões de pessoas estão em teletrabalho. Esse número tem se mostrado estável desde o início de julho, tendo variado entre 8,18 milhões e 8,61 milhões nas últimas seis edições da Pnad Covid-19. “Acreditamos que algumas das mudanças que estão ocorrendo vieram pra ficar. Em alguns casos, vemos as empresas percebendo que é possível operar algumas atividades de forma razoável em modo remoto”, acrescenta Cavalcanti.

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