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Política

Dia da Mulher: elas estão em postos de comando

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Mesmo representando mais da metade da população brasileira e tendo maior escolaridade que os homens, as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança, seja no setor público ou no privado. De acordo com um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres representam 59% dos servidores federais, mas ainda recebem em média 24% menos que os homens.

Apesar de o cenário ainda apresentar reflexos de um mundo historicamente regido pelo patriarcado e marcado pelo machismo, essa realidade aos poucos vem se transformando. Na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), as mulheres ocupam cargos de comando que exigem capacidade técnica e poder decisório.

Exemplo disso são a Direção-Geral, as diretorias de Finanças e de Documentação e Informação, além das secretarias de Comunicação Social e de Gestão de Pessoas. Setores fundamentais para o funcionamento da Casa que têm mulheres em seus comandos.

Do total de 1.190 servidores ativos do Legislativo, quase metade, 591, são do sexo feminino. Dos 68 cargos de chefia, entre coordenações e supervisões, 32 são ocupados por mulheres. O protagonismo delas não está apenas na estrutura administrativa da Ales. Dos 30 gabinetes parlamentares, 27 têm mulheres em posição de chefia.

Confira, abaixo, os perfis das mulheres que conquistaram espaços historicamente ocupados por homens na estrutura da Ales e saiba o que elas pensam sobre a disparidade de gênero e o que ainda precisa ser feito para que haja avanços na busca por igualdade.

Amanda Gabriel de Oliveira Kiffer – secretária de Gestão de Pessoas

Formada em Direito, pós-graduada em Direito Público, em Direito Administrativo e em Gestão Pública, Amanda é servidora de carreira da Assembleia Legislativa desde 2012 e já ocupou o cargo de secretária de Gestão de Pessoas em outras oportunidades. Entre muitas outras funções, é responsável pelo assessoramento estratégico à Mesa Diretora quanto às deliberações, em conjunto com a Direção-Geral da Secretaria, referentes ao regime jurídico, aos direitos e vantagens, à assistência social e à saúde, e ao pagamento dos servidores públicos da Assembleia Legislativa; assim como às atividades relativas à admissão, localização, frequência, avaliação de desempenho, progressão, promoção, exoneração, aposentadoria e demissão de pessoal.

“As mulheres estão cada dia mais conquistando espaços antes só reservados para os homens. A partir de uma longa história de lutas e movimentos sociais em busca de igualdade, reconhecimento e respeito às diferenças naturalmente existentes entre homens e mulheres, temos alcançado uma nova história das mulheres, agora com direitos assegurados formalmente e com a inserção nos mais variados ramos do mercado de trabalho e postos de comando. Todavia, isso não significa que as desigualdades deixaram de existir, elas persistem, e ainda precisamos combatê-las”, avalia.

Margô Devos Martin – secretária de Comunicação Social