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Deputados pedem a Trump avaliação sobre violações de direitos humanos no Brasil

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Alan Santos/PR – 28.6.19
Deputados pressionam Trump para que ele faça relatório sobre violação dos direitos humanos no Brasil. Na foto, ele ao lado de Bolsonaro em reunião do G20

A Câmara dos Deputados norte-americana aprovou nesta quinta-feira (11) a inclusão no texto da lei que autoriza o orçamento de Defesa para 2020 de uma emenda que poderá obrigar o governo dos Estados Unidos entregue uma avaliação sobre se forças de segurança brasileiras estão cometendo abusos de direitos humanos.

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Na mesma votação, a Câmara dos Deputados , de maioria democrata, incluiu na lei outra emenda, que obriga a Casa Branca a requerer autorização do Congresso antes de qualquer ação militar contra o Irã.

No caso brasileiro, a emenda é justificada pelo “potencial crescimento na cooperação em segurança” entre os dois países, em uma referência à recente designação do Brasil como “grande aliado extra-Otan” dos Estados Unidos, uma das decisões anunciadas pelo presidente estadunidense, Donald Trump, na visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Washington, em março.

Com a aprovação pela Câmara do Ato de Autorização para a Defesa Nacional relativo a 2020, uma comissão formada pela Casa e pelo Senado será formada agora para unificar os dois textos da lei orçamentária. O texto final voltará a ser votado em uma sessão conjunta das duas Casas, e nesse processo os apoiadores da emenda sobre o Brasil defenderão que ela seja mantida.

“Esta é a primeira vez em décadas que a Câmara ou o Senado passam algo expressando preocupação com os direitos humanos no Brasil”, disse um funcionário do Congresso que trabalhou na emenda. “Isso mostra que, mesmo que Trump tenha nomeado o Brasil como grande aliado extra-Otan, o Congresso vai seguir muito perto a situação dos direitos humanos no Brasil”, completou ele.

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A emenda foi proposta pela deputada democrata Deb Haaland, do Novo México. Ela pede que o secretário de Defesa e o secretário de Estado submetam um relatório às comissões de Forças Armadas e de Relações Exteriores da Câmara e do Senado americano até 180 dias depois da promulgação da lei orçamentária.

Esse relatório deve incluir uma avaliação do “clima dos direitos humanos no Brasil”, assim como do compromisso com os direitos humanos das forças de segurança brasileiras, incluindo as Forças Armadas e as forças civis.

O trecho também pede uma avaliação para saber se unidades de forças de segurança acusadas de cometer abusos de direitos humanos podem ter recebido ou comprado equipamento ou treinamento dos Estados Unidos .

Por fim, o pedido adiciona a necessidade de, caso sejam identificados abusos cometidos por unidades que recebem apoio dos Estados Unidos, o governo desenhar uma estratégia para lidar com a questão, “no contexto do status recém conferido ao Brasil de grande aliado extra-Otan”.

“O governo Bolsonaro deve entender que o aumento da cooperação dos Estados Unidos é condicionado ao respeito pelos direitos da população do Brasil, incluindo os povos indígenas, os afrobrasileiros, as mulheres e as comunidades LGBTQ . O Congresso está observando e temos que exigir prestação de contas”, afirmou a deputada Haaland ao defender a emenda.

A Casa Branca enviou ao Congresso estadunidense uma mensagem informando sobre sua intenção de designar o Brasil como “grande aliado extra-Otan” no dia 8 de maio. Depois de um mês sem manifestação do Legislativo, a legislação americana considera o status aprovado.

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Junto com a deputada Deb Haaland, co-patrocinaram a inclusão da emenda no texto final os deputados democratas Ro Khanna (Califórnia), Hank Johnson (Georgia), Raul Grijalva (Arizona), Susan Wild (Pensilvânia), John Lewis (Georgia), Adriano Espaillat (Nova York) e Raskin (Maryland).

Fonte: IG Nacional
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50 anos de viagem à Lua: Comemorações e conspirações

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Buzz Aldrin na Lua arrow-options
Nasa
Foto do astronauta norte-americano Buzz Aldrin caminhando na Lua.

Há exatos 50 anos, no dia 20 de julho de 1969, os astronautas norte-americanos Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins chegaram à Lua. Os dois primeiros chegaram à superfície lunar, enquanto Michael Collins os esperava em órbita. Um feito inédito, e digno de comemoração.

No entanto, mesmo depois de tanto tempo, ainda há quem não acredite no feito. Pesquisa recente do Datafolha mostra que 26% dos brasileiros acreditam que as filmagens da chegada dos astronautas à Lua é falsa. De onde vem essa crença?

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Era possível falsificar uma viagem à Lua?

A teoria mais popular afirma que a viagem do homem à Lua foi filmada pelo famoso diretor Stanley Kubrick, com grandes orçamentos e efeitos especiais dignos de  Hollywood.

Entretanto, todos os especialistas afirmam que seria impossível, à época, filmar algo assim. Desde a iluminação até o efeito de câmera lenta necessário para simular a baixa gravidade lunar, a tecnologia simplesmente não existia.

Temos várias evidências do sucesso da missão. Desde fragmentos de rochas trazidos de volta à Terra para estudos sobre a formação do nosso Sistema Solar até um espelho refletor utilizado para medir a distância à Lua através da reflexão de lasers.

Até mesmo a Rússia admite que os americanos chegaram lá, o exemplo mais recente sendo o presidente Vladimir Putin. Seria uma conspiração de centenas de milhares de pessoas, além de dezenas de governos de diversos países, algo impossível de conceber. Se mesmo os principais rivais dos Estados Unidos na corrida espacial admitem a derrota, por que alguns indivíduos ainda duvidam da história?

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Leia mais: NASA planeja colonização da Lua

A psicologia das teorias de conspiração

Se não é por fortes evidências científicas, talvez a origem das teorias da conspiração estejam na psicologia.

Especialistas afirmam que existe uma forte correlação entre sentimentos de ansiedade e a crença em teorias como a que nega a chegada à Lua. Ao participar dessa crença, em uma mentalidade de “nós contra eles”, pessoas podem se sentir especiais, superiores, participantes de um grupo privilegiado que sabe mais que os outros.

Não é difícil acreditar que efeitos como esse sejam ainda mais fortes no mundo atual, quando a internet e as redes sociais são capazes de ecoar e amplificar ainda mais essas vozes. É algo que vemos de maneira semelhante com a Terra Plana, afinal de contas.

É uma pena que uma parcela tão grande da população ainda duvide de cientistas e do sucesso da missão. Não seria melhor se pudéssemos contar com o apoio da sociedade em prol da ciência, ao invés do ceticismo infundado?

Leia também:

Por que não voltamos à Lua?

A véspera da viagem dos astronautas

Fonte: IG Mundo
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