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Deputados do centrão vão rejeitar acordo do Senado que fatiou reforma partidária

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Simone Tebet arrow-options
Waldemir Barreto/Agência Senado – 17.9.19

Presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet (MDB-MS)

Líderes do centrão na Câmara dos Deputados decidiram que vão rejeitar o acordo costurado no Senado que aprovou apenas alterações no fundo eleitoral nesta terça-feira (17) e deixou para depois propostas que alteram a organização e finanças dos partidos. Lideranças do PP, PL e Solidariedade querem manter o texto original, como foi aprovado na Câmara.

Em um recuo à intenção de aprovar várias mudanças nas regras eleitorais , a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado reduziu o projeto que fazia uma ampla reforma
partidária flexibilizando regras de prestações de contas e aprovou somente a norma para o financiamento do fundo eleitoral. Antes vinculado a um percentual mínimo de emendas
parlamentares, os recursos públicos para as campanhas eleitorais serão, agora, definidos na elaboração das leis orçamentárias anuais. A proposta foi aprovada pelo plenário do
Senado nesta terça-feira .

Para que a articulação saia como planeja o Senado, a Câmara precisa aprovar o texto da mesma forma que o receberá. Os deputados podem modificar o projeto e reinserir os itens
cortados.

A partir do momento em que o Senado votar apenas uma parte do projeto, os deputados têm duas opções, segundo o regimento: ou aprovam só aquela parte, ou retomam o texto como ele
saiu da Câmara, já que ele é de autoria dos deputados.

Criado em 2017 depois do fim do financiamento privado de campanha, o fundo foi feito às pressas para financiar as eleições de 2018. À época, foi definido que ele corresponderia
a 30% do valor de emendas parlamentares previstas na Lei Orçamentária de 2017. Esse mínimo foi abolido na nova proposta.

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Como a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017 não tem mais validade, segundo Weverton e a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), caso uma nova regra não seja votada e
sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, não haverá dinheiro para financiar as campanhas dos candidatos nas eleições de 2020.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não estava presente na reunião dos líderes do centrão na tarde desta terça. Segundo Paulinho da Força, presidente do Solidariedade,
deputados ficaram com “raiva” de Maia por criticar um possível aumento do fundo eleitoral na tarde desta terça-feira.

O trecho da proposta de reforma partidária, que acaba com o mínimo de 30% das emendas de bancada como um dos parâmetros de cálculo do fundo eleitoral, foi redigido pelo próprio
Maia em conjunto com os líderes do centrão. O texto deve ser a única parte da reforma aprovada pelo Senado na noite de hoje.

Dessa forma, não foi incluída no texto do Senado a alteração na distribuição do fundo eleitoral, aprovada na Câmara. Hoje, o dinheiro é distribuído conforme o tamanho da bancada
dos partidos na Câmara e no Senado no fim do ano anterior às eleições. Para 2020, portanto, contariam os deputados e senadores de cada sigla no fim deste ano.

Com o projeto, o fundo seria distribuído conforme a bancada eleita, o que beneficia alguns partidos do centrão. Outros seriam prejudicados, como o Podemos, que tentou aprovar
uma emenda para alterar esse trecho na Câmara. O partido cresceu desde as eleições e, com isso, tem direito a uma fatia maior.

Paulinho da Força , o articulador informal por trás do texto original, defende que o projeto não abre margem para irregularidades. Ele defende a proposta de que pagamentos feitos
por terceiros para serviços de advogado e consultoria não sejam considerados gastos eleitorais, por exemplo.

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A permissão, apontada como uma brecha para o caixa dois, já foi concedida pelo então ministro do Tribunal Superior Eleitoral Henrique Neves em 2016, aponta Paulinho. Ele defende também que partidos sejam desobrigados de prestar contas através do Sistema de Prestação de Contas Anual (SPCA), criado pelo TSE.

— Tem que retomar o texto. A história de que a mudança (no sistema de prestação de contas) gera fraude é um absurdo — afirmou.

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Covid-19: Pelo 4º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes em 24h

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mulher internada com respriador no rosto
Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Total de mortes por Covid-19 no país é de 35.026 e casos chegam a 645.771

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira, 5, o Brasil registrou 1.005 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas. É o quarto dia consecutivo em que o país registra mais de mil mortos. O total agora é de 35.026. O aumento é de 2,8 %.

Os dados da pasta apontam ainda que o Brasil tem 645.771 contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que 30.830 foram registrados nas últimas 24 horas. O aumento equivale a 4,7 %.

Desde a última quarta-feira, a pasta tem atrasado a divulgação dos dados oficiais da Covid-19 em seu portal. Prevista para às 19h, o levantamento tem sido divulgado às 22h. 

Por meio de nota da assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde justificou que os dados são analisados e consolidados pela pasta junto aos gestores locais. O ministério diz ainda que “tem buscado ajustar a divulgação” dos dados publicados dirariamente. 

O formato do boletim epidemiológido sofreu mudanças na noite de hoje. Os números de casos e mortes acumulados no país e por estado não foram somados em sua totalidade. Foram apenas registrados os números das últimas 24 horas. Também não foi registrado o número de óbitos dos últimos três dias.

Por esse motivo, a divulgação dos números foi propositalmente atrasada. O presidente Bolsonaro disse hoje no Palácio da Alvorada que o correto seria divulgar os dados consolidados no dia. ” Ninguém tem que correr para atender a Globo “, disse.O  portal do novo coronavírus do Ministério da Saúde está em manutenção e não disponibilizou os dados de hoje.

tabela epidemiológica do ministério da saúde

Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela epidemiológica do Ministério da Saúde de hoje, 5, foi divulgada sem contagem total de número de casos e mortes no país e por estado

Uma estimativa dos números foi divulgada pelo Portal G1 . A rede de comunicação faz apuração própria todos os dias junto às Secretarias de Saúde dos estados. Desde ontem, o  telejornal passa a divulgar seus próprios dados para driblar o atraso do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde .

Segundo o jornal Correio Braziliense, o  atraso teria sido pedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) para boicotar emissora.

Ontem, 4, o Brasil teve recorde de registros em 24 horas pelo terceiro dia consecutivo. Foram  1.473 novos óbitos, o que corresponde a uma morte a cada minuto no dia. O país alcançou o total de 34.021 vítimas fatais, ultrapassando os dados da Itália e se tornando o terceiro país no mundo com maior número de mortes por Covid-19 .

Em relação aos números de casos, o Ministério da Saúde calculou 614.941, sendo que 30.925 foram em 24 horas.

São Paulo segue como epicentro da doença no país, com 8.842 mortes. O Rio de Janeiro se mantém em segundo lugar, com 6.473 óbitos. Apesar dos números crescentes, capitais de ambos os estados sinalizam reabertura.

São Paulo também segue na liderança em número de casos, com 134.565 infectados pelo novo coronavírus. A lista segue com Rio de Janeiro (63.066), Ceará (61.595), Pará (50.960) e Amazonas (47.666).

O estado menos afetado é o Mato Grosso do Sul, que tem registro em 21 mortes e 1.997 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 11.977 pacientes com Covid-19  recuperados nas últimas 24 horas.


Fonte: IG Nacional

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