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Economia

Depois de quatro anos de perdas, Petrobras tem lucro de R$ 25,8 bilhões em 2018

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O desempenho da  Petrobras é justificado pelo aumento do preço dos combustíveis no Brasil e do petróleo no exterior
Fernando Frazão/Agência Brasil

O desempenho da Petrobras é justificado pelo aumento do preço dos combustíveis no Brasil e do petróleo no exterior

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 25,779 bilhões em 2018, o primeiro resultado positivo anual da estatal desde 2013, pouco antes da descoberta do esquema de corrupção – apelidado de “petrolão” – investigado pela Operação Lava Jato. No ano anterior, a empresa anotou prejuízo de R$ 446 milhões.

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Segundo a Petrobras
, o bom desempenho de 2018 é justificado pelo aumento do preço dos combustíveis no Brasil e do preço do petróleo no mercado internacional. A melhora do lucro operacional e do resultado financeiro, aliada ao crescimento das receitas originárias da renegociação de dívidas do setor elétrico, também colaboraram.

Em mensagem divulgada nesta quarta-feira (27) ao lado do balanço da empresa, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco
, comemorou o resultado obtido em 2018. “A performance da Petrobras no ano que passou foi indiscutivelmente a melhor em muitos anos, o que inclui a obtenção de alguns recordes históricos […] e da interrupção de quatro anos seguidos de prejuízos”, escreveu.

No período, com a alta dos preços praticados no mercado, a receita da estatal cresceu 23%, chegando a R$ 349,8 bilhões. O Ebitda
, indicador econômico que mede a geração de caixa, foi de R$ 114,9 bilhões – um aumento de 50% em relação a 2017.

No ano passado, porém, houve impacto negativo de R$ 7,4 bilhões em provisões, com destaque para litígios com a ANP
 (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e com a empresa norte-americana Vantage Drilling. A estatal também registrou R$ 7,6 bilhões em baixas no valor de ativos, como campos de exploração de petróleo e navios.

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O endividamento líquido, maior prioridade da Petrobras nos últimos anos, caiu 4% em 2018, chegando a R$ 268,8 bilhões. A relação entre essa dívida e o Ebitda
, que indica a capacidade que uma empresa tem de honrar seus compromissos, foi de 2,34 vezes. No ano anterior, essa relação era de 3,67 vezes.

Mudanças


Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, negou que as mudanças na estatal culminarão em demissões em massa
José Cruz/Agência Brasil

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, negou que as mudanças na estatal culminarão em demissões em massa

Ontem (26), a Petrobras anunciou que vai fechar escritórios internacionais da empresa, sediados em Nova York, Japão, Irã e no continente africano, além de desocupar sete andares do prédio que abriga a sede da estatal em São Paulo
, na Avenida Paulista. A iniciativa tem como objetivo reduzir gastos, prioridade para a empresa neste momento. 

Segundo vídeo de Castello Branco divulgado aos funcionários, a estatal ainda estuda realizar um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e um Programa de Desligamento por Acordo Individual (PDAI) para reduzir custos na unidade de São Paulo.

“Estudos estão sendo feitos para determinar atividades que podem migrar para outros imóveis. Os gestores responsáveis pelas atividades que hoje são realizadas no prédio estão avaliando quais delas realmente precisam permanecer na capital paulista e quais podem ser realocadas em outros imóveis da companhia no estado”, comunicou o presidente.

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O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo criticou as mudanças, alertando sobre a possibilidade de demissão em massa. Oficialmente, a Petrobras
nega as demissões, mas reforça que o PDV é, sim, estudado para os próximos meses. O vídeo de Castello Branco, inclusive, foi feito com a intenção de desmentir os boatos relativos a desligamentos em massa.

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Economia

Ações trabalhistas e combate ao trabalho escravo caem pela metade sob Bolsonaro

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bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 14.5.20

Verbas para ações trabalhistas e combate ao trabalho escravo caíram pela metade no governo Bolsonaro

As verbas para fiscalizações trabalhistas e ações de combate ao trabalho escravo quase ao meio no governo do presidente Jair Bolsonaro em relação a média dos anos anteriores. Em 2021, gasto será o menor desde 2013 para a área.

De R$ 1,5 trilhão previsto em despesas para o próximo ano, apenas R$ 24,1 milhões foram reservados para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas. O valor foi corrigido apenas pela inflação e considera a previsão de gastos a cada ano no Orçamento.

Entre 2013 e 2018, nos governos Dilma e Temer, a verba para essas ações de fiscalização foi de R$ 55,6 milhões por ano, na média. Já a partir do primeiro ano do governo Bolsonaro , 2019, essa média foi a R$ 29,3 milhões. Para 2021, estão reservados R$ 24,1 milhões, cifra ainda menor, que representa menos da metade da média de 2013 a 2018.

O Sistema de Planejamento e Orçamento, que começou a medir em 2013 os gastos para as fiscalizações e operações trabalhistas, aponta 2015 como ano com maior gasto na área: R$ 67,7 milhões. Os R$ 24,1 milhões guardados para o ano que vem representam pouco mais de um terço desse valor, sendo o menor montante liberado para combater infrações trabalhistas e o trabalho escravo no Brasil .

Desde a reforma trabalhista , em 2017, as demandas aumentaram, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), já que as novas regras afrouxaram a legislação, mas as fiscalizações caíram, sobretudo no governo Bolsonaro. Com maior demanda e menor verba, é difícil manter as fiscalizações, garante o sindicato.

A redução do gasto com as fiscalizações é apenas uma das medidas tomadas pelo governo no sentido de flexibilizar as leis trabalhistas, pauta recorrente na agenda do Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes. O governo já chegou a sugerir, por exemplo,  acabar com a multa do FGTS em caso de demissões , proteção importante aos trabalhadores com carteira assinada que perdem o emprego, e implementar a Carteira Verde e Amarela , que incentivaria contratações mais baratas para os empregados, com menos direitos trabalhistas e proteções.

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