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Economia

Déficit da Previdência dos militares subiu mais que o do INSS em 2018

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A equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) defende a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência
Marcelo Casal Jr./Agencia Brasil

A equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) defende a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência

O déficit da Previdência dos militares, segundo dados oficiais até novembro, foi o que mais subiu no ano passado. Em relação ao mesmo período de 2017, o rombo cresceu 12,85%, passando de R$ 35,9 bilhões para 40,5 bilhões. As receitas somaram R$ 2,1 bilhões e as despesas, R$ 42,614 bilhões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo .

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A alta foi muito mais expressiva do que a registrada na Previdência dos servidores públicos civis e no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No caso dos primeiros, o déficit acumulado até novembro de 2018 chegou a R$ 43 bilhões, um aumento de 5,22% frente ao mesmo período de 2017. No INSS, o rombo saltou 7,40% na mesma base de comparação.

A equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) defende a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência. Na visão do governo, como o próprio presidente pertence à categoria, ele deveria “dar o exemplo” antes de pedir que a população se sacrifique e aceite regras mais exigentes para a aposentadoria.

No Brasil, os militares se aposentam com salário integral após 30 anos de serviços prestados. A remuneração básica de um soldado vai de R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil; de um capitão, é de R$ 9 mil; e de um almirante do ar, de R$ 14 mil. Ainda há a possibilidade de acumular gratificações que podem até dobrar esses valores.

Segundo divulgado pelo Estadão , militares da reserva e reformados das Forças Armadas ganham, em média, R$ 13,7 mil de aposentadoria. Esse valor é 34,30% maior do que a remuneração dos servidores públicos civis (R$ 9 mil) e 86,86% acima do benefício médio pago pelo INSS (R$ 1,8 mil) ao restante dos trabalhadores.

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A disparidade também é grande quanto à idade em que militares e funcionários civis da União param de trabalhar. De acordo com auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais da metade (55%) dos militares das Forças Armadas se aposentam entre 45 e 50 anos de idade; no serviço público, o intervalo médio é de 55 a 65 anos.

Status quo?


Ontem (9), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu a exclusão dos militares da reforma da Previdência
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ontem (9), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu a exclusão dos militares da reforma da Previdência

Os militares, que têm ampla participação no governo Bolsonaro, são contrários à inclusão da categoria no projeto de reforma da Previdência. A resistência é justificada, segundo eles, pelo fato de que a carreira militar tem “peculiaridades” e deveria ser tratada à parte, com uma proposta de reforma não só das aposentadorias, mas de toda a estrutura remuneratória.

Ontem (9), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, defendeu a exclusão dos militares da reforma da Previdência e ainda citou outras categorias que ainda precisariam ser “discutidas”. “Militar é uma categoria muito marcante, de farda. Militares, policiais, agentes penitenciários, Judiciário, Legislativo, Ministério Público possuem características especiais, que têm de ser consideradas e discutidas”, declarou.

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O general Hamilton Mourão, porém, discorda. Em entrevista ao Estadão , o vice-presidente endossou o discurso sobre as particularidades da carreira, mas disse que a reforma da Previdência  deve aumentar o tempo mínimo de contribuição para os militares, de 30 para 35 anos, e pode adicionar o pagamento de contribuição por parte das pensionistas.

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Economia

Dólar vai a R$ 3,90 e atinge maior valor do ano; Bovespa fecha em queda de 3,1%

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Dólar e Bolsa de Valores brasileira respondem à semana movimentada no âmbito político: enquanto ações perder o valor, moeda americana fica mais cara
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Dólar e Bolsa de Valores brasileira respondem à semana movimentada no âmbito político: enquanto ações perder o valor, moeda americana fica mais cara

O mercado financeiro respondeu, nesta sexta-feira (22), aos acontecimentos da política brasileira na última semana. No mesmo dia em que desavenças puseram em cheque a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e um dia depois da prisão do ex-presidente Michel Temer , o dólar e a Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sofreram mudanças bruscas.

Enquanto a Bolsa registrou o seu pior dia desde 6 de fevereiro, terminando a tarde em queda de 3,1%, o dólar subiu 2,64% e atingiu R$ 3,90, o maior valor para a moeda desde o início deste ano. 

Dólar

A moeda norte-americana atingiu sua maior cotação do ano nesta sexta-feira (22). Vendida a R$ 3,9011, esse é o valor mais alto registrado desde 26 de dezembro do ano passado, quando encerrou o dia a R$ 3,9205.

Além disso, a alta de 2,64% também representa a maior subida diária do dólar desde 18 de maio de 2017, época em que áudios revelaram conversas do empresário Joesley Batista, da JBS, com o então presidente Michel Temer, em que ambos supostamente combinavamm entrega de propina .

Bolsa de Valores

Já o principal indicador da Bolsa de Valores paulista, a B3, também teve um dia movimentado, fechando em forte queda. Com recuo de 3,10%, a 93.735,15 pontos, ela registra, hoje, o menor patamar de encerramento desde o dia 11 de janeiro, quando atingiu 93.658 pontos. 

Apenas nessa semana, a queda acumulada é de 5,45%.

Alta no dólar e queda na Bolsa foram impulsionados por contexto político brasileiro


A prisão do ex-presidente Michel Temer e desavenças políticas quanto à reforma da Previdência estimularam a alta do dólar e a queda da Bolsa de Valores
Anderson Riedel / PR

A prisão do ex-presidente Michel Temer e desavenças políticas quanto à reforma da Previdência estimularam a alta do dólar e a queda da Bolsa de Valores

Os altos números para a moeda e grande baixa da Bolsa acontecem em meio a uma semana de incertezas dentro da política brasileira, que fizeram com que o mercado financeiro percebesse uma piora de cenário.

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Na quinta-feira (21), o ex-presidente  Michel Temer foi preso pela força-tarefa da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, ele é o “líder de uma organização criminosa” e que se valeu de duas décadas atuando em cargos públicos para “transformar os mais diversos braços do Estado brasileiro em uma máquina de arrecadação de propinas”.

A detenção do ex-presidente teve mandado assinado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e tem relação com irregularidades em contratos para a construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo as investigações, o esquema criminoso envolvia pagamentos (alguns desviados, outros efetuados, e mais outros prometidos) que superam R$ 1, 8 bilhão.

No mesmo dia, a defesa de Temer entrou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi concedido e será analisado pelo plenário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) na próxima quarta-feira (27) .

Além da prisão do ex-presidente, desavenças políticas influenciaram nos resutlados do mercado financeiro. Também na quinta-feira (21), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),  ameaçou deixar a articulação política para aprovação da reforma da Previdência .

Ele teria ligado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, depois de ler uma publicação na rede social do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) a seu respeito. Na postagem em questão,  Carlos Bolsonaro   comentou o embate entre Maia e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Os dois divergem em relação a votação do pacote anticrime apresentado pelo ministro e Carlos se posicionou ao lado de Moro, criticando a decisão do deputado de priorizar a Previdência em detrimento do pacote.

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Desde então,  Maia vem demonstrando irritação com a maneira como o governo está lidando com a tramitação da reforma da Previdência. Ele também parece descontente com a ofensiva contra ele nas redes sociais, principalmente depois das  desavenças com Sergio Moro sobre o pacote anticrime. 


Fonte: IG Economia
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