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Economia

Copom mantém Selic em 6,5% pela quarta vez consecutiva

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Em maio, o Copom interrompeu uma sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Em maio, o Copom interrompeu uma sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro

Pela quarta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Nesta quarta-feira (19), por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

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Com a decisão do Copom
, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015.

Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em maio, o BC interrompeu uma sequência de quedas da Selic
e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula 4,19% nos 12 meses terminados em agosto, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano, e nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação divulgado no final de junho pelo BC, a autoridade monetária estimou que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,09%.

Do fim de 2016 ao fim de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros.

A decisão do Copom na prática

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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Ao reduzir os juros básicos, o Copom
barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

*Com informações da Agência Brasil

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Carnaval no Rio deve movimentar R$ 2,6 bilhões neste ano

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Agência Brasil

A Unidade da Federação com maior expectativa de movimentação financeira neste carnaval, estimada em R$ 2,6 bilhões, o estado do Rio de Janeiro lidera também o ranking nacional de criação de vagas de trabalho no período. Do total de 25,4 mil contratações previstas para todo o Brasil no carnaval, 8,5 mil estão concentradas no estado.

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O economista Fabio Bentes , da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo ( CNC ), cita estudo da entidade, segundo o qual a arrecadação gerada pelo turismo no carnaval alcança R$ 8 bilhões no país, com aumento de 1% em relação ao resultado do ano passado, já descontada a inflação .

Bloco Sargento Pimenta agita a região central do Rio de Janeiro arrow-options
Divulgação / RioTur

Bloco Sargento Pimenta agita a região central do Rio de Janeiro


“Considerando os últimos dois anos em que tivemos também crescimento no carnaval , este é o terceiro crescimento anual, se confirmada a nossa previsão”, afirmou Bentes .

Ele diz que isso faz com que a receita de 2020 seja a maior dos últimos cinco anos, mas ressaltou que uma expansão de 1% não é motivo para muita comemoração, apesar de ser um indício de que uma atividade que presta serviços não essenciais está conseguindo se recuperar.

Depois do Rio de Janeiro , as maiores arrecadações durante o carnaval são projetadas para os estados de São Paulo , com R$ 1,9 bilhão, e Bahia, com R$ 1,3 bilhão. “O carnaval é o natal do turismo. Já tem a alta temporada do verão , e você tem um apelo maior, por conta do maior feriado do calendário nacional e do que representa o carnaval em termos históricos e culturais”, afirma Bentes .

Para o comércio, porém, o economista diz que o carnaval não é um grande negócio. “Porque, se as famílias vão gastar um pouco mais com serviços, elas deixam de consumir produtos”. Isso não significa, porém, que determinados segmentos do comércio deixem de tirar proveito também do carnaval, como vestuário, supermercados.

O economista destaca que, na maioria das atividades do comércio, particularmente móveis, eletrodomésticos, automotivo, o carnaval não tem muito impacto. “O impacto, até historicamente, costuma ser negativo devido ao feriado, ao mês mais curto”. Bentes acrescenta que, do ponto de vista do comércio, há produtos que saem mais no carnaval. “Mas, olhando o comércio como atividade econômica de forma mais ampla, o impacto não é positivo, não. Porque o consumidor acaba alocando a renda com serviços turísticos.”

Emprego

De acordo com o economista, o emprego é outro ponto importante do carnaval. As maiores contratações formais são esperadas nas atividades de hospedagem , bares , restaurantes , transporte aéreo e rodoviário .

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Bentes afirmou que, se for confirmada a expectativa da CNC de geração de 25,4 mil vagas formais no Brasil , este será o melhor resultado desde 2014, que foi “um ponto fora da curva”. Em 2014, o setor de turismo empregou no período de carnaval mais de 55 mil pessoas e estendeu os contratos temporários por mais três meses, visando à Copa do Mundo , que ocorreu em junho.

Ele acrescentou que alguns fatores vão impulsionar o crescimento do carnaval vai crescer pelo terceiro ano consecutivo. O primeiro é o dólar alto, que Bentes considera ótimo para o turismo , porque inibe as viagens internacionais e mostra que o Brasil é um destino mais barato.

O economista destacou que, ao acompanhar cerca de 30 bens ou serviços mais demandados nessa época do ano, a CNC verificou que a inflação deles nos últimos 12 meses está em 4,2%, menor taxa de variação desses itens desde 2007. “Você tem um efeito de preço interno favorável e os preços dolarizados direcionando o gasto das famílias mais para o turismo interno.”

Município do Rio

Na capital, o presidente do Clube dos Diretores Lojistas (CDL-Rio), Aldo Gonçalves , afirmou que a situação negativa do comércio impede contratações no carnaval. “Ninguém está contratando para o carnaval. É um período curto, e ninguém está conseguindo contratar.”

Gonçalves explicou que, no carnaval, as vendas concentram-se em alguns artigos. “As pessoas não vão comprar geladeira , fogão ou vestido novo .” Elas buscam artigos mais ligados ao carnaval, como bermudas , camisetas , sandálias , chinelos , adereços . “Os artigos mais esportivos são o forte do Rio por conta dos blocos de rua. São mais de 500 blocos.”

De qualquer forma, o CDL Rio projeta aumento de faturamento de 1,5% a 2% em relação ao carnaval do ano passado,. “Não vai aquecer mais do que isso, porque nós temos um histórico do ano ruim”. Aldo Gonçalves citou, entre outros problemas enfrentados pelo comércio no município o desemprego, a questão da segurança e a desordem urbana. “Os camelôs prejudicam muito o comércio formal”, afirmou.

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