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Economia

Com primeira queda mensal do ano, dólar fecha em R$ 5,34

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Agência Brasil

dólar
Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Cotação do dólar oscilou ao longo das últimas semanas por conta de reviravoltas sobre contenção da pandemia

Em um dia marcado pelo alívio perto do encerramento das negociações, a moeda norte-americana caiu, e a bolsa de valores subiu. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (29) vendido a R$ 5,34, com pequeno recuo de R$ 0,046 (-0,85%). A divisa caiu 4,19% na semana e 1,79% em maio.

Esta foi a primeira queda mensal do dólar em 2020.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), recuperou-se e fechou o dia aos 87.403 pontos, com leve alta de 0,52%. O indicador acumulou ganho de 6,36% na semana e de 8,57% no mês. Em março, o Ibovespa tinha caído 30%, com o início da pandemia de coronavírus. Em abril, tinha recuperado parcialmente as perdas, subindo 10,25%.

O dia começou com tensões no mercado financeiro. O dólar operou em alta e a bolsa, em queda na maior parte da sessão. De manhã, o mercado repercutia a queda de 1,5% no Produto Interno Brasileiro (PIB) no primeiro trimestre. No entanto, o cenário internacional ajudou perto do fim das negociações. Após pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump, os indicadores reverteram o movimento.

Apesar de ter criticado a intenção do governo chinês de reduzir a autonomia de Hong Kong e de retirar o status de preferência para os produtos da região chinesa, Trump não anunciou novas sanções comerciais contra a China.

Veja ainda:  BC restringe pagamentos de lucros para dirigentes de bancos

Petróleo

No mercado de petróleo, o mês também foi marcado pela recuperação. Com a perspectiva de um acordo de cooperação entre Arábia Saudita e Rússia, o barril do tipo Brent, principal referência para as cotações internacionais e usado pela Petrobras, fechou o dia vendido aos US$ 37,84. A cotação subiu 5,02% hoje e fechou maio com avanço de 50%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Leia:  Em nova Guerra fria entre EUA e China, preço do petróleo caiu nesta semana

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Economia

‘Lembra o feudalismo’, diz economista sobre trabalhadores essenciais na crise

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Branko Milanovic
Reprodução Roda Viva/TV Cultura

Branko Milanovic, economista, disse que Brasil deve pensar na arrecadação

Nesta segunda-feira (13), o economista Branko Milanovic, coautor do livro “Capitalismo sem rivais – o futuro do sistema que domina o mundo” e especialista no assunto da desigualdade social, afirmou que o trabalho essencial durante a crise da pandemia lembra o feudalismo.


A fala de Milanovic foi durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, do qual ele participou nesta segunda-feira. O economista comentava sobre como trabalhadores essenciais ganham menos e têm que enfrentar a pandemia no dia a dia.

“Quase me lembra um sistema do tipo feudal, no qual pessoas de mais baixa renda trabalhavam nas ocupações mais perigosas. As pessoas foram compelidas, as que não conseguem sobreviver, obviamente, sem um salário mensal, a enfrentar uma situação extremamente perigosa”, disse Milanovic.

O Brasil na crise da pandemia

Perguntado sobre sua opinião sobre o Brasil na crise, o economista afirmou que é preciso priorizar novas formas de taxação de impostos.

“No Brasil, novas formas de tributação precisam ser encontradas agora, porque estamos num estado de emergência. É quase como uma guerra: para vencer ou sobreviver, é preciso colocar qualquer outra consideração em segundo plano. A economia precisa continuar existindo para as pessoas poderem sobreviver – mas salvar vidas é a prioridade”, expressou.

Crise de 2020, crise de 2008

Sobre a crise da pandemia, Milanovic fez uma comparação com a crise global de 2008.

“Na minha opinião, desigualdade social se tornou um assunto importante por conta da crise de 2008. O que aconteceu, no Brasil, foi que houve uma espécie de ‘parada’ ou uma diminuição no crescimento, que revelou certas características do sistema – incluindo o fato de que a classe média não ganhou muito, na verdade, um fato que vinha sendo mascarado pelo acesso ao crédito até 2008. As ‘falhas geológicas’ do sistema foram reveladas claramente, por conta da crise. Algo parecido está acontecendo agora, quando as falhas dos sistemas – como nos sistemas de saúde – estão sendo muito reveladas por essa crise. [Em 2008] as pessoas perceberam que não ganharam muito com a globalização, enquanto que o 1% mais rico tinha ganhado enormemente.”

Disputa entre China e EUA

“Com a pandemia, a competição entre Estados Unidos e China se tornou muito mais acirrada e óbvia a todos. Parte disso é porque a pandemia começou na China e porque a pandemia deu destaque às reações à pandemia na China e nos EUA”, disse Milanovic. Para ele, a reação dos EUA à pandemia foi desastrosa porque o modelo do país é o do capitalismo meritocrático.

“Se fosse uma guerra, seria diferente”, expressou ele sobre as ações dos EUA. Por outro lado, disse que a China soube conter a pandemia, mesmo com os erros iniciais, pela presença do estado na sociedade.

O capitalismo tem futuro?

Sobre sua influência marxista, Milanovic afirma que seu livro é de esquerda. “Eu vejo o livro como um livro de esquerda. O que confunde as pessoas é que eu digo que o capitalismo agora é o único modo de produção”, afirmou.

Mas, sobre o fim do capitalismo, o autor disse que “Há possibilidade de que o trabalho braçal possa parar de desempenhar o papel que tem agora. Então, há possibilidade de que no futuro nos vejamos algo diferente do capitalismo.”

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