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Coluna – Novo ranking no vôlei

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A partir do dia 1º de fevereiro a Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla em inglês) passou a adotar um novo critério para a formação do ranking mundial. A classificação antiga era simples de ser calculada. Eram atribuídos pontos de acordo com a colocação das equipes nas principais competições do calendário. Os campeões olímpico e mundial, por exemplo, ganhavam 100 pontos cada. Na Liga das Nações eram concedidos 50 pontos ao vencedor.

O novo sistema é complexo. Ele adota um algoritmo que calcula pontuações a partir de cada de jogo oficial em competições organizadas pela federação. Esse algoritmo calcula probabilidades de resultados de cada jogo, baseando-se no histórico das equipes e levando em conta a posição deles no ranking mundial. Assim, tomando como exemplo um jogo masculino entre Brasil e Portugal, a probabilidade de dar 3×0 para os brasileiros é maior. Isso será identificado pelo algoritmo. Caso o resultado se confirme, o Brasil ganha uma pontuação não tão alta, já que aconteceu o que era esperado. Mas se Portugal surpreender e vencer os brasileiros, os portugueses ganharão mais pontos, por causa da “improbabilidade”, digamos assim, daquele placar. Ainda nessa simulação, o Brasil perderia pontos por causa do resultado inesperado.

Lembrando que uma partida de vôlei pode ter seis resultados diferentes: 3×0, 3×1, 3×2, 2×3, 1×3 e 0x3. O algoritmo atribuirá pontos para cada uma dessas possibilidades. A nova pontuação é dada após cada partida. Apesar de a nova classificação ter entrado em vigor no início de fevereiro, a FIVB começou a calcular os pontos para o novo ranking em janeiro de 2019. Ou seja, todos os jogos oficiais do ano passado foram levados em consideração.

No antigo ranking feminino, as oito melhores seleções do mundo eram, pela ordem: China, Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Rússia, Holanda, Japão e Itália. No ranking atualizado com os novos critérios, a sequência tem China, Estados Unidos, Brasil, Itália, Turquia, Sérvia, Japão e Rússia. A principal diferença entre as duas listas é a posição da Sérvia. As atuais campeãs do mundo caíram da terceira para a sexta colocação. A explicação disso é justamente a forma como o novo ranking é organizado. Como em boa parte da temporada passada a seleção europeia foi representada por um time alternativo e perdeu jogos importantes contra rivais diretos (como o Brasil, por exemplo), a nova lista foi desfavorável para a Sérvia. Por outro lado, a Turquia deu um salto e passou da 12ª posição no ranking antigo para a 5ª no atual.

18/08/2019 amistoso de Vôlei  Brasil e Argentina

Com o novo sistema, a seleção feminina subiu uma posição no ranking – Arquivo/Gaspar Nóbrega/Inovafot

O ranking masculino que esteve em vigor até o último dia de janeiro trazia, pela ordem de classificação, Brasil, Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia, Argentina, Canadá e Irã nas primeiras oito colocações. A lista atualizada tem Brasil, Polônia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, França, Itália e Irã. A principal diferença entre os rankings masculinos é a entrada da França, que subiu da 9ª para a 6ª posição.

O sistema de ranqueamento das seleções é importante porque é adotado pela FIVB como um dos critérios para a classificação em algumas competições, como os Jogos Olímpicos. O principal argumento da federação para realizar as mudanças no ranking foi torná-lo mais justo. Nesse sentido, acredito que o novo sistema, se funcionar conforme o prometido, tende a deixar os rankings mais equilibrados, de acordo com o que é visto nas principais competições internacionais. Um exemplo disso é a seleção feminina da Turquia, que vinha se destacando nas principais competições do ciclo olímpico, mas ocupava apenas a posição de número 12 na lista. O mesmo pensamento se aplica à França no masculino.

Outro fator que comprova a justiça do novo sistema é a comparação com os grupos dos Jogos de Tóquio. Nas competições masculina e feminina, das 12 seleções de cada gênero classificadas para Tóquio 2020, 10 delas (incluindo o anfitrião Japão) formam o top 10 das melhores seleções do planeta no novo sistema.

Edição: Fábio Lisboa

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Vôlei: mercado segue agitado antes do início da temporada 2020/2021

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Após confirmar a renovação da parceria com o Sesi por mais uma temporada, o Vôlei Bauru anunciou nesta terça (14) a renovação do contrato com o técnico Anderson Rodrigues, campeão olímpico como jogador nos Jogos de 2004, em Atenas, para disputar a temporada feminina 2020/2021.

Como técnico, ele já havia sido campeão paulista em 2018/2019 pelo próprio Sesi Vôlei Bauru. “Vamos trabalhar com contratações pontuais para montar uma equipe forte, com o objetivo de crescer ainda mais, evoluir e que sejamos um time vencedor”, declarou à Agência Brasil.

Além da manutenção do comando técnico, o Sesi Bauru passará por mudanças significativas na parte administrativa. Uma delas é a chegada do ex-treinador Sérgio Negrão, campeão mundial de clubes (1994) e tricampeão da Superliga (1994/1995, 1995/1996 e 1996/1997), que será gerente de projetos da Associação Vôlei Bauru e assessor do time do Sesi Bauru.

Já o São Caetano, que ainda busca um patrocinador para a próxima temporada, confirmou na última segunda que aceitou o convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e vai disputar a elite da Superliga feminina em 2020/2021, mantendo assim a tradição de estar presente em todas edições do torneio desde a sua criação.

“Itajaí e Valinhos abriram mão das vagas na Superliga A, recebemos o convite na quinta-feira passada e, ontem, aceitamos. Vamos partir para esse desafio. Mas hoje temos apenas a equipe infanto-juvenil com o apoio da Prefeitura. Estamos em busca de parceiros para montar a equipe adulto. O primeiro desafio foi superado, que era conseguir a vaga na elite. Agora, é seguir firme para estarmos bem preparados no início da liga, que deve ser em novembro”, declarou o técnico Fernando Gomes à Agência Brasil.

O Curitiba, que, assim como o São Caetano, passa por sérios problemas financeiros, oficializou nesse início de semana a saída da oposto Yasmin Bednarczuk. Aos 20 anos, a jovem vai jogar no Porto (Portugal). Já no Osasco a notícia é a saída da ponteira Fernanda Tomé. Após uma temporada jogando na equipe da grande São Paulo, a atleta parte para a primeira experiência no exterior. Aos 30 anos, ela vai defender o Bolu Belediyespor (Turquia).

central fláviocentral flávio

O central Flávio deixa o Sesc Rio de Janeiro e vai jogar na Polônia – Wander Roberto/CBV/Direitos Reservados

Entre os homens, dois jogadores de destaque da seleção brasileira se apresentaram na última segunda a seus novos times na Polônia. O central Flávio, ex-jogador do Sesc Rio de Janeiro, já treinou com os novos companheiros do Aluron Virtu CMC Zawiercie. Já o ponteiro Lucas Lóh, que deixou a equipe do Sesi, já participou da primeira atividade no Cerrad Enea Czarni Radom. Outro atleta que deixou o Sesc e partiu para o exterior é o ponteiro Djalma. Ele defenderá o Qadsia (Kuwait) na temporada 2020/2021. O oposto Caio Oliveira deixou o Vôlei Ribeirão e está a caminho da Turquia, para defender o Tursad.

Brasileiros na Itália

A ponteira passadora Rosamaria confirmou na última segunda a equipe que defenderá em sua segunda temporada no vôlei italiano. Após defender o Perugia, a atleta, que teve passagem pela seleção brasileira em 2017 e 2018, vai jogar pelo tradicional Casalmaggiore. Também na Itália, o levantador brasileiro naturalizado francês Rafael Redwitz, de 39 anos, anunciou que vai fazer parte do plantel do Ravena na próxima temporada.

Campeonato Brasileiro de seleções

Através de nota oficial, a CBV anunciou nesta semana que, por causa da pandemia de covid-19, o calendário de competições do Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS) de 2020 está cancelado. Serão considerados os resultados da temporada 2019 para a efetivação dos torneios de 2021.

O calendário desse ano previa 12 campeonatos. Contudo, somente quatro tinham sido realizados, todos em Saquarema (RJ).

Edição: Fábio Lisboa

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