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CNMP vai apurar se Deltan e Pozzobon usaram cargos para fazer palestras

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Deltan Dallagnol é um dos afetados por vazamento de mensagens arrow-options
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 14.11.16

Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato

O corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, determinou a instauração de uma reclamação disciplinar contra os procuradores da República Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon para apurar se os membros da força-tarefa da Lava-Jato usaram os cargos públicos para fazer palestras remuneradas.

Segundo Rochadel, ainda não há nenhum julgamento de mérito e é necessária análise preliminar do conteúdo veiculado pela imprensa no nome de Deltan e Pozzobon .

“A ampla repercussão nacional demanda atuação da Corregedoria Nacional. A imagem social do Ministério Público deve ser resguardada e a sociedade deve ter a plena convicção de que os Membros do Ministério Público se pautam pela plena legalidade, mantendo a imparcialidade e relações impessoais com os demais Poderes constituídos”, diz.

O corregedor afirma que foram apresentados os requisitos para admissibilidade da reclamação.

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Segundo mensagens divulgadas pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo site The Intercept Brasil, Deltan teria planejado montar uma empresa para proferir palestras e outros eventos com seu colega de equipe Roberson Pozzobon . A ideia era lucrar com a notoriedade da operação. 

O negócio, de acordo com os diálogos, iria ser tocado pelas mulheres dos procuradores, que apareceriam como sócias para que  evitar que ambos fossem alvos de questionamentos. As conversas teriam sido retiradas das mensagens de um suposto grupo de chat no Telegram.

Dallagnol afirmou à “Folha” que realiza palestras para “promover a cidadania e o combate à corrupção” e que esse trabalho ocorre de maneira compatível com a atuação no Ministério Público Federal. Ele e Pozzobon negam ter aberto empresa ou instituto de palestras em nome deles ou de suas esposas. Sobre as palestras, afirmam que são “prática comum no meio jurídico por parte de autoridades públicas e em outras profissões”.

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Troca de mensagens

Nas mensagens entre Dallagnol e sua esposa, no fim de 2018, segundo o jornal, eles discutem a criação da empresa na qual não apareceriam formalmente como sócios.

“Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”.

Ainda de acordo com a reportagem, os procuradores cogitaram criar um instituto com o objetivo de obter elevados cachês. “Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”, comentou Deltan com o integrante da força-tarefa.

Deltan e Pozzebon discutiram ainda fazer uma parceria com uma firma que realiza festas de formatura e outras duas empresas de eventos.

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“Antes de darmos passos para abrir empresa, teríamos que ter um plano de negócios e ter claras as expectativas em relação a cada um. Para ter plano de negócios, seria bom ver os últimos eventos e preço”, afirmou Deltan no chat criado para debater a criação da empresa.

Pozzobon responde: “Temos que ver se o evento que vale mais a pena é: i) Mais gente, mais barato ii) Menos gente, mais caro. E um formato não exclui o outro”.

Em uma das mensagens divulgadas pelo jornal, datada de 14 de fevereiro de 2019, Deltan faz um alerta sobre a criação da empresa levantar suspeitas:

“É bem possível que um dia ela [em referência à proprietária de uma empresa especializada em palestras] seja ouvida sobre isso pra nos pegarem por gerenciarmos empresa”, disse.

No que Pozzobon responde: “Se chegarem nesse grau de verificação é pq o negócio ficou lucrativo mesmo rsrsrs. Que veeeenham”.

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Covid-19: Pelo 4º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes em 24h

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mulher internada com respriador no rosto
Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Total de mortes por Covid-19 no país é de 35.026 e casos chegam a 645.771

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira, 5, o Brasil registrou 1.005 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas. É o quarto dia consecutivo em que o país registra mais de mil mortos. O total agora é de 35.026. O aumento é de 2,8 %.

Os dados da pasta apontam ainda que o Brasil tem 645.771 contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que 30.830 foram registrados nas últimas 24 horas. O aumento equivale a 4,7 %.

Desde a última quarta-feira, a pasta tem atrasado a divulgação dos dados oficiais da Covid-19 em seu portal. Prevista para às 19h, o levantamento tem sido divulgado às 22h. 

Por meio de nota da assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde justificou que os dados são analisados e consolidados pela pasta junto aos gestores locais. O ministério diz ainda que “tem buscado ajustar a divulgação” dos dados publicados dirariamente. 

O formato do boletim epidemiológido sofreu mudanças na noite de hoje. Os números de casos e mortes acumulados no país e por estado não foram somados em sua totalidade. Foram apenas registrados os números das últimas 24 horas. Também não foi registrado o número de óbitos dos últimos três dias.

Por esse motivo, a divulgação dos números foi propositalmente atrasada. O presidente Bolsonaro disse hoje no Palácio da Alvorada que o correto seria divulgar os dados consolidados no dia. ” Ninguém tem que correr para atender a Globo “, disse.O  portal do novo coronavírus do Ministério da Saúde está em manutenção e não disponibilizou os dados de hoje.

tabela epidemiológica do ministério da saúde

Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela epidemiológica do Ministério da Saúde de hoje, 5, foi divulgada sem contagem total de número de casos e mortes no país e por estado

Uma estimativa dos números foi divulgada pelo Portal G1 . A rede de comunicação faz apuração própria todos os dias junto às Secretarias de Saúde dos estados. Desde ontem, o  telejornal passa a divulgar seus próprios dados para driblar o atraso do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde .

Segundo o jornal Correio Braziliense, o  atraso teria sido pedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) para boicotar emissora.

Ontem, 4, o Brasil teve recorde de registros em 24 horas pelo terceiro dia consecutivo. Foram  1.473 novos óbitos, o que corresponde a uma morte a cada minuto no dia. O país alcançou o total de 34.021 vítimas fatais, ultrapassando os dados da Itália e se tornando o terceiro país no mundo com maior número de mortes por Covid-19 .

Em relação aos números de casos, o Ministério da Saúde calculou 614.941, sendo que 30.925 foram em 24 horas.

São Paulo segue como epicentro da doença no país, com 8.842 mortes. O Rio de Janeiro se mantém em segundo lugar, com 6.473 óbitos. Apesar dos números crescentes, capitais de ambos os estados sinalizam reabertura.

São Paulo também segue na liderança em número de casos, com 134.565 infectados pelo novo coronavírus. A lista segue com Rio de Janeiro (63.066), Ceará (61.595), Pará (50.960) e Amazonas (47.666).

O estado menos afetado é o Mato Grosso do Sul, que tem registro em 21 mortes e 1.997 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 11.977 pacientes com Covid-19  recuperados nas últimas 24 horas.


Fonte: IG Nacional

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