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Cérebro em exercício para vencer no esporte

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Mens sana in corpore sano (uma mente sã em um corpo são). A máxima latina permanece lema vivo aos simples mortais e cada vez mais presente na agenda de atletas de alto rendimento submetidos a pressões emocionais e obrigados a tomar decisões repentinas. Atos realizados em frações de tempo que podem significar a superação do recorde ou um passe para a vitória.

O melhor quarterback de todos os tempos do futebol americano, Tom Brady, encarregado de iniciar as ações ofensivas do time, lançando a bola oval ao companheiro melhor posicionado, já declarou que faz uso de exercícios cerebrais para melhorar a função cognitiva. “Cheguei ao ponto em que quero ser o melhor de todas as maneiras possíveis. Esse tipo de treinamento é como condicionamento físico, pode ajudar qualquer pessoa”, afirma o jogador no livro O método TB12, no qual também relata a nutrição e outras técnicas para alcançar o máximo de desempenho.

Os exercícios feitos pelo astro norte-americano de 42 anos, que busca o sétimo título da NFL (Liga de Futebol Americano dos Estados Unidos), também estão disponíveis aos brasileiros. “Eles são essencialmente idênticos, só que em português”, explica o neurocientista Rogério Panizzuti, fundador de uma jovem empresa que representa a maior desenvolvedora e proprietária de patentes de neurogames cientificamente testados mundialmente em países de língua portuguesa. “Disponibilizamos uma plataforma de treino cognitivo digital. Ele é projetado para aprimorar os diversos níveis de atenção, memória, velocidade de raciocínio entre outras habilidades. Por conta dos algoritmos, a carga de dificuldade vai sempre aumentando para que a pessoa se sinta constantemente desafiada. Mesmo um jovem atleta vai ser forçado a errar para evoluir com respostas mais rápidas e precisas. É o princípio do treinamento, esforço e recompensa, só que pode ser feito de qualquer computador ou dispositivo móvel”.

A psicóloga Camila Carlos, especialista na área esportiva, destaca o desenvolvimento do filho, que joga no sub-15 do Boavista, equipe da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e aguarda o fim da pandemia para seguir nos testes em busca de um lugar no funil do futebol profissional. “O caminho neural fica mais aguçado. A tomada de decisão está mais ágil, aumentou a visão periférica do campo e a audição ficou mais seletiva, permitindo que ele escute melhor, em meio aquele barulho do estádio, a voz de comando do treinador e dos colegas”.

Acostumada a lidar com os sentimentos de jogadores, com trabalhos pelo Bangu e outros clubes de futebol, Camila lembra que o foco em resultados não tira os atletas da condição de seres humanos: “A maioria vai ser afetada por problemas pessoais dentro de campo. Há os que naturalmente sabem separar, mudar a estação quando entram no jogo. A escolha do aqui e agora envolve controle emocional, a capacidade de estar num momento presente”.

Segundo Panizutti, os neurogames não apresentam efeitos colaterais: “O esportista não vai usar uma medicação, e o quanto vai evoluirá dependerá da vontade e engajamento dele. Agora, excessos devem ser evitados para não gerar um vício, seja no atleta ou em pessoas comuns, que podem melhorar a qualidade de vida com estes treinos, principalmente entre idosos que lutam contra o Alzheimer e outras doenças”.

Recente estudo com pessoas portadoras de esquizofrenia, publicado na revista Schizophrenia Research e disponível no ScienceDirect – um dos principais veículos de literatura científica peer-reviewed (estudos revisados por pares independentes) no mundo – mostrou que o treino cognitivo digital, com neurogames visuais e audiovisuais cientificamente projetados, foi capaz de melhorar a capacidade cognitiva e reduzir os sintomas do transtorno, que atinge cerca de 1% da população mundial. O trabalho envolveu pacientes do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB), sendo realizado em colaboração com pesquisadores da Inglaterra e dos EUA, e contou com apoio da Faperj, do CNPq, do Ciência sem Fronteiras e do National Institutes of Health dos Estados Unidos.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Campeão aprova bolha na Fórmula E, mas torce para que seja temporária

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Assim como as ligas de basquete norte-americana, masculina (NBA) e feminina (WNBA), a Fórmula E criou uma espécie de bolha para finalizar em segurança sua temporada 2019/2020 em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A categoria de carros elétricos reuniu as equipes em Berlim, na Alemanha, concentrando as seis etapas finais do Mundial no Aeroporto de Tempelhof e seguindo um rígido protocolo de saúde com limitação de pessoas e corridas sem público.

“Essas bolhas funcionam muito bem nesse ponto [segurança], para termos tudo sob controle e mantermos assim”, declarou o piloto português Antônio Félix da Costa, em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira (11). O piloto português conquistou no último domingo (9) o título mundial da Fórmula E, com duas provas de antecedência. 

Ele, porém, espera que o modelo seja apenas temporário. “A Fórmula E sempre foi muito divertida, aproxima muito atletas e fãs, mais que qualquer outro campeonato da modalidade. É como se fosse um festival, com todas as atividades no mesmo dia. Sem os fãs, a categoria perde muito, talvez, seja a que mais perca. Mas, se é o necessário para continuar a correr, para as pessoas terem as corridas para se divertirem em casa, que seja. Creio que [a pandemia] é um problema que se resolverá. É preciso ter muito cuidado”, analisou.O

Félix da Costa, campeão mundial Fórmula E 2020Félix da Costa, campeão mundial Fórmula E 2020

 O piloto português Félix da Costa conquistou o primeiro título mundial de Fórmula E, no último domingo (9), na Alemanha – ABB FIA Fórmula E/Direitos reservados

Para as etapas em Berlim, foram autorizadas somente mil pessoas no circuito, incluindo fornecedores e equipes médicas. Cada escuderia só pode contar com 20 pessoas, com espaços de trabalho definidos. Os demais profissionais têm que fazer as operações de forma remota. Os testes para diagnóstico de covid-19 são realizados antes das corridas e é verificada a condição de cada um. O uso de máscara de proteção é obrigatório, além da manutenção do distanciamento social. A rotina dos pilotos se limita à pista e ao hotel, onde ficam isolados. A refeição é feita no próprio quarto de cada piloto.

Antes de poderem entrar Aeroporto de Tempelhof, todos foram submetidos a exames para detecção da covid-19, e tiveram de cumprir isolamento por 36 horas. Ao todo, apenas entre os participantes da Fórmula E foram utilizados mais de 1,4 mil testes. Dois deram positivo: o do chefe da equipe Mahindra, Dilbagh Gill, e o do presidente e fundador da Fórmula E, Alejandro Agag. Seguindo o protocolo, eles não puderam assistir às provas no local.

A Fórmula E foi interrompida em março, após quatro corridas. A maratona em Berlim, com seis provas em nove dias, foi a saída encontrada pela categoria para concluir a temporada. Nas etapas já realizadas no Aeroporto de Tempelhof, Félix da Costa venceu duas e ainda teve um quarto e um segundo lugar. Os resultados ajudaram o português, que estava na ponta do campeonato antes de chegar à capital alemã, a disparar na liderança. Confira AQUI a classificação.

“Eu surpreendi a mim próprio. A verdade é que o trabalho de casa foi muito bem feito. Tivemos muitos dias no simulador. Falei para o meu pai, antes de Berlim, que eu nunca estive tão preparado como agora. Obviamente, estava também em um bom momento, cada vez melhor com a equipe e o carro”, contou o piloto, que pretende ajudar o companheiro de equipe na Techeetah, o francês e duas vezes campeão da categoria, Jean-Eric Vergne, a garantir o vice-campeonato.

As duas etapas finais ocorrem amanhã (12) e quinta-feira (13). Além de Vergne, tem brasileiro na luta pelo vice-campeonato: é o brasileiro Lucas Di Grassi, da equipe Audi, que completa 36 anos nesta terça-feira (11)  Outros dois corredores do Brasil disputam a Fórmula E: Felipe Massa, que está na segunda temporada pela escuderia Venturi, e Sérgio Sette Câmara, reserva da Red Bull na Fórmula 1, que estreou na categoria dos carros elétricos pela equipe Dragon, na maratona de provas em Berlim.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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