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Caso Marielle Franco completa seis meses e segue sem respostas

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Quinta vereadora mais votada no Rio, Marielle Franco denunciava violência policial e morreu aos 38 anos de idade
Reprodução/Youtube

Quinta vereadora mais votada no Rio, Marielle Franco denunciava violência policial e morreu aos 38 anos de idade

O assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), 38 anos, e do motorista Anderson Pedro Gomes, 39 anos, completa hoje (14) seis meses. O crime ainda aguarda solução. As autoridades federais afirmam que até o fim deste ano as respostas virão.

Para a viúva de Marielle, Mônica Benício, parentes, amigos e ativistas, a vereadora e o motorista foram executados. Independentemente das investigações, eles preservam as bandeiras de Marielle e suas propostas em defesa de ações para a inclusão das mulheres, negros e do público LGBT.

Nos últimos meses, a Câmara Municipal do Rio aprovou vários projetos de autoria da vereadora, conhecida pela militância em defesa das minorias e direitos humanos. Em agosto, Marinete Alves, mãe de Marielle, esteve com o papa Francisco. Ela disse ter falado sobre a filha para o papa que afirmou que gostaria de tê-la conhecido.

Campanha

Após seis meses da morte da vereadora e do motorista, a Anistia Internacional lança hoje a campanha na internet Quem Matou Marielle Franco?. Uma tela de LED 360º de 5 metros, instalada em um caminhão, passará mensagens em frente a instituições públicas e da Justiça criminal no Rio.

O caminhão percorrerá o Parque do Flamengo, que costuma ter movimento intenso. Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, e parentes de Marielle Franco, são aguardados ao longo do dia hoje no local.

No site, a Anistia Internacional pede que as pessoas apóiem uma petição de urgência das investigações do assassinato, a responsabilização dos envolvidos, proteção das testemunhas e garantias de que haverá o julgamento do caso.

O documento é destinado ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Fernandez Nunes, o chefe da da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, o procurador-geral do Ministério Público (do Rio), Eduardo Gussem, à procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Macedo Duprat, e ao general Walter Souza Braga Netto, responsável pela intervenção federal na segurança no Rio.

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Caso

Marielle Franco foi assassinada com quatro tiros na cabeça e seu motorista Anderson Gomes, atingido por três balas. Eles estavam saindo de um evento político-cultural, no bairro de Estácio, no centro do Rio de Janeiro, quando foram mortos, em 14 de março deste ano.

Câmeras de segurança flagraram os carros e os suspeitos. Porém, as investigações ainda não foram concluídas. Em agosto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reconheceu que “agentes do Estado” e “políticos” estão envolvidos no crime. Também admitiu dificuldades nas apurações.

Em julho, a Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro chegou a prender dois suspeitos. Segundo a polícia, os dois integravam o bando de Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, miliciano que está preso na penitenciária federal de Mossoró.

* Com informações da Agência Brasil.

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CPI da Lava Toga é protocolada no Senado para investigar ministros do STF

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Senado federal ainda precisa aprovar instalação da CPI da Lava Toga
Jonas Pereira / Agência Senado

Senado federal ainda precisa aprovar instalação da CPI da Lava Toga

Foi protocolada nesta terça-feira (19) no Senado a CPI da Lava Toga, que como objetivo investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais superiores. O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) foi o responsável pela criação da Comissão, com o apoio de 29 senadores.

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O requerimento de instalação da CPI da Lava Toga especifica que a Comissão visa apurar “condutas improbas, desvios operacionais e violações éticas por parte de membros do Supremo Tribunal Federal e de Tribunais Superiores do país”.

A criação da CPI, no entanto, ainda precisa ser autorizada. Se aprovada ela contará com a participação de 10 membros titulares e seis suplentes. Também serão destinados R$ 30 mil em recursos e um prazo de 120 dias de atuação.

O documento entregue por Alessandro Vieira contava com a assinatura de apenas 29 senadores, dois a mais do que o mínimo necessário. Alguns parlamentares haviam se mostrado receosos e chegaram a voltar atrás na assinatura. Apesar de o documento já ter sido recebido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), os senadores ainda podem retirar suas assinaturas.

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Esta é a segunda vez que Vieira apresenta o requerimento neste ano. Na primeira ocasião, três senadores voltaram atrás e retiraram suas assinaturas, o que inviabilizou a criação da CPI.

A legalidade da instalação desta CPI chegou a ser questionada, mas Alessandro Vieira afirmou ao Broadcast Político que essa questão já foi superada pelo Supremo Tribunal Federal. “Cabe CPI para tratar de aspectos operacionais e também para apurar fatos que possam configurar crime de responsabilidade”, disse.

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À Folha de S.Paulo , Alessandro justificou a necessidade de instalação da Comissão. “A bola está na mão do presidente Davi Alcolumbre. O que a gente espera é que o presidente tenha o cuidado de observar e respeitar aquilo que a legislação preconiza. A legislação é muito clara que pode, sim, ter CPI para apurar fatos ligados ao Judiciário. Já tivemos uma CPI em 1999 que deu excelentes resultados. Temos toda confiança de poder fazer apuração de questões operacionais e fatos que possam configurar crime de responsabilidade”, afirmou.

Davi Alcolumbre, por sua vez, disse na noite desta segunda-feira (18), em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura , que a possível abertura da CPI da Lava Toga , com objetivo de investigar abusos no Judiciário, não faria bem para o Brasil .

Fonte: IG Nacional
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