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Caso Ágatha: Delegado diz que PM mentiu em depoimento ao falar de homens armados

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Arquivo pessoal

Ágatha morreu após ser atingida por um tiro de fuzil nas cotas

A Polícia Civil informou, nesta terça-feira (19), que o policial militar da UPP- Fazendinha, responsável pelo disparo que atingiu a menina Ágatha Vitória Salles, de 8 anos, mentiu em seu depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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De acordo com o delegado Marcus Drucker, responsável por conduzir as investigações do caso Ágatha , o PM inicialmente contou a versão de que teria ocorrido um tiroteio na comunidade e que logo depois ele atirou na direção de dois homens armados que estavam numa motocicleta.

“A gente conseguiu identificar, através dos depoimentos, que não havia nenhuma pessoa armada naquele momento perto dos policiais. O PM contou ter visto a arma, mas conseguimos identificar que não tinha”, contou.

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O policial militar foi indiciado por homicídio doloso, quando existe a intenção de matar. O PM segue em liberdade. O delegado Daniel Rosa, diretor da DHC, explicou que a polícia pediu à justiça o afastamento imediato do policial militar.

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Estudante é acusado de racismo após recusar material de professora negra na UFRB

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Momento em que o estudante acusado de racismo arrow-options
Reprodução

Momento em que o estudante acusado de racismo na UFRB deixa a sala de aula

Um estudante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está sendo acusado de racismo por se recusar a pegar um material das mãos de uma professora negra . Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que o aluno é convidado a se retirar da sala de aula. De acordo com o jornal Extra , o episódio aconteceu na noite desta segunda-feira (9). Não há informações oficiais sobre a identidade do estudante acusado.

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Nas imagens divulgadas pelo perfil “Lista Preta” do Twitter, é possível ver o estudante de pé na frente da sala e pedindo que a professora deixe os papéis em cima da mesa para que ele pegue. Ela se recusa e levanta, enquanto outros estudantes pedem para ela ignorar e seguir com a aula.

Em outro vídeo, uma mulher que se identifica como coordenadora do colegiado do curso de história da UFRB pergunta se a professora se sente confortável e em condição de prosseguir a aula com o estudante ali, na qual a docente responde: “Ele tumultuou, queria que ele saísse”. A coordenadora, então, convida o estudante a se retirar e pede que os colegas de sala se coloquem a disposição para “servir como testemunha”. Ele se levanta e sai sem resistir aos gritos de “fora, racista”.

Na sequência, a coordenadora conversa com o estudante fora da sala de aula com outras pessoas ao redor e ele se retira sem se pronunciar. De acordo com relatos de estudantes da mesma sala ao perfil, desde que entrou na Universidade, em 2018, ele “se recusa a pegar coisas das mãos de pessoas negras e que pessoas negras tenham manuseado ou até mesmo sentar próximo. Chegando a dizer que – não se mistura com negros pois foi bem criado”.

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Assista aos vídeos abaixo

Ao Extra , o estudante Vinicius Cerqueira, que estava na sala no momento, confirmou que não foi a primeira vez que o aluno teve atitudes racistas no ambiente universitário.

“Ele já teve problemas com a instituição por conta das suas atitudes racistas. Ele demonstrava o preconceito muitas vezes de forma velada. Em outras aulas observamos que ele não pegava qualquer tipo de documento da mão de pessoas negras sendo elas discentes ou docentes. Ontem foi o estopim”, disse.

Diferença entre racismo e injúria racial

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Ariel de Castro Alves, o estudante cometeu crime de racismo , com base no artigo 20 da Lei nº9.459/97. “Ele praticou dicriminação e preconceito racial”, disse em contato com a reportagem do iG . A pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.

Alves explicou também a diferença entre os crimes de racismo, inafiançável e imprescritível, e o de injúria racial , afiançável e prescritível. “A injúria é a ofensa, o xingamento, atingindo a honra da pessoa ofendida. Se ele a chamasse de macaca seria injúria racial”, afirma, com base no artigo 140 do código penal.

“Racismo é a conduta discriminatória. Pode ser contra uma pessoa determinada, mas atinge a todos os negros, por exemplo, e também toda a sociedade”, acrescenta o advogado e conclui: “A injúria depende da representação do ofendido, da vítima, para ter uma investigação e inquérito. No racismo não. A polícia ao tomar conhecimento, até pela imprensa, deve instaurar inquérito. Depois o ministério público entra com ação penal para ter um processo criminal”.

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A reportagem do iG tentou contato com a UFRB por telefone e e-mail, mas, até a publicação desta nota, não obteve retorno.

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