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Casal de judocas passa a quarentena treinando junto para as Olimpíadas

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Além de redobrar a atenção com a saúde em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), muitos casais ao redor do mundo estão tendo que lidar com um outro problema nesse período de isolamento social: a distância do parceiro. Mas nem todos. Os judocas Aléxia Castilhos e Eric Takabatake estão enfrentando esses tempos difíceis mais próximos do que nunca. A gaúcha e o paulista estão vivendo juntos no apartamento da família de Aléxia, na capital gaúcha.  

“Quando a quarentena estourou, eu estava em São Paulo. Era a reta final para uma importante etapa de treinos da seleção brasileira em Pindamonhangaba (SP). A pandemia acabou cancelando tudo. E eu fiquei com medo de deixar a minha mãe, que é do grupo de risco, sozinha em Porto Alegre (RS). Tive que voltar para ficar com ela e, graças a Deus, o Eric topou vir comigo”, conta a atleta da Sogipa.

O casal,  que defende o Brasil nos tatames, namora há quase três anos. “A gente já se conhecia de treinamentos e competições. A primeira vez que a gente se viu foi em 2013. Mas nunca tínhamos conversado muito”, lembra Takabatake. O ‘empurrãozinho’ para o relacionamento decolar veio dos sogros. “Os nossos pais se encontraram em uma arquibancada durante um torneio e começaram a conversar sobre nós”, relata a gaúcha. 

Alexia Castilhos (Brasil), medalha de bronze na categoria -63kg do judAlexia Castilhos (Brasil), medalha de bronze na categoria -63kg do jud
Judoca Aléxia Castilhos, da seleção brasileira, ainda briga para assegurar presença nos Jogos de Tóquio (Japão) – Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

Sem as regras rígidas dos períodos de treinamentos com a seleção e com as competições oficiais suspensas, o casal está com tempo até para aproveitar junto o programa favorito dos dois. “Maratonar as nossas séries no Netflix. É algo muito raro a gente ter essa chance. Está sendo bem bom” admite a judoca. “E algumas vezes acabamos até mesmo fugindo um pouco da dieta. Mas não é sempre. Só de vez em quando”, garante Eric. 

Mas é claro que, quando o objetivo é bem maior, o período de isolamento não pode ser só de descanso.  Aos 25 anos, Aléxia Castilhos, da categoria até 63 kg, e Eric Takabatake, de 29 anos, da categoria até 60Kg, trabalham bastante para tornar realidade o grande sonho do casal. Garantir presença em Tóquio e estrear na competição ano que vem. “Olimpíada é o sonho de qualquer atleta. Seria ainda mais gratificante se nós dois conseguíssemos estar juntos lá”, sonha o atleta paulista. 

Mesmo sem as condições ideais de treinos, os dois fazem o possível para manter a forma. “Estamos tentando manter uma rotina, fazendo dois treinos por dia. É mais a parte física, já que não temos a estrutura completa para a prática do judô. Mas compramos quatro peças de tatame e instalamos no quarto do meu irmão, que não mora mais aqui. E vamos adaptando o trabalho por aqui mesmo. O trabalho é principalmente luta de chão”, descreve Alexia. 

Classificação para os Jogos

O ranking mundial vai ser usado para definir as 352 vagas na ordem hierárquica de classificação dos 15 eventos que vão compor as disputas do Judô em Tóquio. No masculino, as categoria são: -60kg, -66kg, -73 kg, -81kg, -90kg, -100kg e +100kg. Já no feminino são: -48kg, -52kg, -57kg, -63kg, -70kg, -78kg e +78kg. 

Além deles, Tóquio também sediará o novo torneio de equipes mistas, com atletas mulheres das categorias -57kg, -70kg e +70kg; e homens das categorias -73kg, -90kg e +90kg. 

A data do fechamento do ranking para a definição dos participantes dos Jogos de Tóquio será 29 de junho de 2021.

Em cada uma das sete categorias de peso nas disputas individuais, os 18 primeiros mais bem ranqueados estarão garantidos, respeitando o limite de um atleta por Comitê Olímpico Nacional. Um total de 100 outros atletas será diretamente classificado com base no ranking mundial, de acordo com um ranking continental. Nas Américas, 11 vagas serão destinadas para as mulheres; e dez  para os homens. 

Atualmente, o paulista  Eric Takabatake ocupa a 11ª posição do ranking e está em boas condições para se classificar. Já a gaúcha Aléxia Castilhos está atualmente em 18º lugar no ranking da sua categoria. Na briga pela vaga olímpica, Aléxia concorre com a experiente Ketleyn Quadros que em 2008, conquistou o bronze nos Jogos de Pequim (China), tornando-se a primeira mulher da história do Brasil a obter uma medalha em esportes individuais.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Após cancelamento de maratona, corredor propõe “desafio solidário”

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A pandemia da covid-19 forçou o adiamento da Maratona de Porto Alegre, que seria neste domingo (31), para novembro. Mas, pelo menos um corredor vai fazer questão de conquistar os 42.195 metros do percurso. É o professor de educação física Francisco Ferrari, de Guaíba (RS).

Para arrecadar alimentos que serão doados às comunidades mais carentes da cidade dele (localizada a aproximadamente 30 quilômetros de Porto Alegre), Ferrari vai correr em uma esteira a distância total da prova e na data original do evento – às 7h de domingo (31). “A Maratona é uma prova muito tradicional do nosso estado. Por isso achei mais legal manter o horário e a data. Mas vou correr os 42km na esteira. Tudo vai ser transmitido pelas redes sociais e a proposta é que as pessoas que estiverem me acompanhando, além de mandar aquela energia positiva, façam também doações no valor que puderem para entidades assistenciais da nossa região.”

Ferrari batizou o evento como Desafio Solidário 42 km na Esteira. “Claro que correr na esteira não é a mesma coisa que correr nas ruas. Não é o ideal para o corredor que está acostumado a locais abertos. Mas é tudo por uma boa causa.”

“É nesse momento de isolamento social, que muitas pessoas estão passando necessidades, ainda mais aqui na Região Sul do Brasil, com a chegada do Inverno, que toda ajuda é extremamente bem-vinda. As pessoas podem colaborar sem sair de casa. Os recursos arrecadados serão convertidos em alimentos, material de higiene e máscaras, que serão entregues a 22 entidades cadastradas que seguem fazendo o trabalho junto às comunidades mais carentes da região metropolitana de Porto Alegre”.

A live será transmitida na página do Instagram do personal trainer.

Interessados em realizar doações podem ser realizar depósitos na Conta do Banco de Alimentos de Guaíba:
CNPJ: 08195832/0001-12
Banco: 748 – Sicredi
Ag: 155 Conta: 97862-0
Tipo de conta: Simples

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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