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Economia

Carrefour terá que pagar R$ 1 milhão após morte de cadela Manchinha

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Carrefour terá de pagar R$ 1 milhão para cuidados a animais após morte de cachorro em unidade de Osasco
Reprodução/Facebook

Carrefour terá de pagar R$ 1 milhão para cuidados a animais após morte de cachorro em unidade de Osasco

O Carrefour terá de depositar R$ 1 milhão em um fundo para cuidado a animais criado pelo município de Osasco, na Grande São Paulo, pela agressão de um segurança do supermercado que resultou na hemorragia e, por consequência, na morte do animal, em 28 de novembro do ano passado. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a empresa assinou um Termo de Compromisso em que assume a obrigação de depositar a quantia.

Do valor total a ser depositado pelo Carrefour, R$ 500 mil serão destinados exclusivamente à esterilização de cães e gatos, R$ 350 mil para a compra de medicamentos para animais do Hospital Municipal Veterinário ou que estejam no canil municipal e R$ 150 mil para a aquisição e entrega de rações para associações, ONGs e entidades destinadas ao cuidado de animais na cidade de Osasco.

Segundo a decisão, se a empresa descumprir o acordo, será multada em R$ 1 mil por dia de atraso no cumprimento do depósito. O município de Osasco será alvo de investigação por ato de improbidade administrativa caso não atenda ao termo. A fiscalização do cumprimento do conteúdo acordado é de responsabilidade da Promotoria de Justiça.

Em nota, o Carrefour confirmou o acordo firmado com o município e afirmou que “implementa extenso plano de ação em prol da causa animal, estruturado com o apoio de diversas ONGs e entidades, com ações concretas em curso na cidade de Osasco e no país”, tentando se justificar após o ocorrido, que gerou protestos e boicotes.

Confira a nota do Carrefour na íntegra:

“O Carrefour informa que firmou acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Município de Osasco em prol da causa animal, após episódio ocorrido em sua loja de Osasco (SP), no ano passado. A partir do seu compromisso e transparência com toda a sociedade, a empresa irá reverter R$ 1 milhão a fundo ligado à causa que será criado pelo município, sendo R$ 500 mil destinados para a castração de cães e gatos, R$ 350 mil à compra de medicamentos para o Hospital Municipal Veterinário ou canil municipal e R$ 150 mil à compra de ração para associações, ONGs e demais entidades na cidade. O acordo, que será remetido ao Conselho Superior do Ministério Público para homologação, prevê que a Promotoria de Justiça de Osasco será responsável pelo acompanhamento e fiscalização quanto ao cumprimento do acordo. O Carrefour reforça ainda que já implementa extenso plano de ação em prol da causa animal, estruturado com o apoio de diversas ONGs e entidades, com ações concretas em curso na cidade de Osasco e no país. As informações estão disponíveis no canal criado exclusivamente para informar a sociedade sobre essas e outras iniciativas: carrefour.com.br/causa-animal.”

Relembre o caso da agressão no Carrefour

Vídeo mostra momento em que segurança do Carrefour vai atrás do cachorro com uma barra de ferro nas mãos
Reprodução/Facebook

Vídeo mostra momento em que segurança do Carrefour vai atrás do cachorro com uma barra de ferro nas mãos

Câmeras de segurança do supermercado e vídeos amadores gravados por celulares de testemunhas registraram o momento em que o segurança do supermercado corre atrás do cão com uma barra de ferro.

As imagens não flagram o momento da agressão, mas esta foi admitida pelo segurança do local, em depoimento à polícia. O homem alegou ter batido no animal com a barra, mas que não teve a intenção de feri-lo. Na sequência do vídeo, Manchinha aparece mancando e sangrando. Ele era um cachorro abandonado e dócil, que tinha o hábito de passar pelo Carrefour, onde costumava receber alimentos e interagir com clientes e funcionários.

Outras filmagens mostram ainda o cachorro machucado sendo imobilizado por funcionários da prefeitura. Elas mostram uma corda laçada ao pescoço do bicho, que desmaia. Em seguida, o cão é levado a uma unidade especializada em animais, onde morreu. Segundo a veterinária que o atendeu, Manchinha faleceu em decorrência de sangramento.

À época, o Carrefour acusou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pela morte. A empresa emitiu um comunicado oficial alegando ter acionado diversas vezes o CCZ para retirar o animal do local, sem resposta. O assassinato do animal causou protestos de ativistas e defensores dos direitos dos animais, que chegaram a protagonizar protesto na unidade em que Manchinha foi morto, em Osasco.

O segurança não teve o nome divulgado pela investigação e irá responder em liberdade por abuso e maus-tratos de animais
, de acordo com o artigo 32 da Lei número 9.605/98 de Crimes Ambientais. Como o crime é considerado de menor potencial ofensivo, não cabe prisão e nem indiciamento, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

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São enquadrados nesse artigo da lei quem fere ou mutila animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos. Se condenado, o agressor do Carrefour
pode receber pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Fonte: IG Economia
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Economia

Para empresários dos EUA, Guedes anuncia: Brasil “está vendendo”

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Ministro da Economia, Paulo Guedes,, ressaltou interesse abrir mercado para investidores dos EUA
Alan Santos/PR – 18.3.19

Ministro da Economia, Paulo Guedes,, ressaltou interesse abrir mercado para investidores dos EUA


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a empresários norte-americanos que o Brasil está “vendendo”. Na esperança de atrair investidores e parceiros para o País, ele discursou, nesta segunda-feira (18), em uma conferência na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em Washington, que realizou o evento “Brazil Day”.

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Em sua fala, Paulo Guedes ressaltou que está em busca de parcerias econômicas, principalmente vindas do exterior, e que procura empresários que queiram investir em projetos brasileiros.

“Estamos abertos para negócios. Se vocês forem lá podem comprar várias coisas, podem comprar imóveis”, afirmou o ministro. Ele também ressaltou as privatizações de estatais: “Nós estamos vendendo. Sexta-feira passada nós vendemos 12 aeroportos. Daqui 3 a 4 meses nós vamos vender petróleo, o pré-sal. Estamos abertos para investimentos privados”, completou.


Reafirmando sua intenção de diminuir os gastos públicos , o ministro voltou a lembrar que o as contas altas são uma herança problemática para o Brasil. ” “A expansão descontrolada de gastos públicos durante 40 anos produziu a sequência de crises na taxa de cambio, inflação altíssima e, mais recentemente, o que podemos chamar de bola de neve do endividamento.” 

Segundo ele, é exatamente esse problema dos gastos que faz com que a equipe econômica esteja abrindo o Brasil para negociações e privatizações . “Temos que fazer como qualquer empresa faria, vender suas propriedades, reduzir a trajetória futura de gastos que aumentam”, disse.

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Guedes ressaltou, ainda, que para ajudar na recuperação da economia vai reduzir impostos por meio de uma reforma tributária – “Nós temos mais de 50 impostos. Vamos fechar em 5, 6 ou 7 impostos, como em qualquer sistema ordinário” – e também diminuirá o número de funcionários públicos

De acordo com o ministro, 50% dos funcionários públicos vão se aposentar “nos próximos 5 ou 6 anos” e não serão encontrados novos trabalhadores para seus postos de trabalho. “E adivinha o quê? Nós não vamos recontratar novos no lugar”, afirmou. “Se eles se aposentarem, nós vamos digitalizar e nós vamos fazer encolher a economia do Estado”, afirmou.

Assim como Paulo Guedes, Bolsonaro também espera investimentos dos EUA


Jair Bolsonaro (PSL) desembarcou em Washington no fim da tarde do domingo (17)
Alan Santos/Presidência da República

Jair Bolsonaro (PSL) desembarcou em Washington no fim da tarde do domingo (17)


No mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro discursou, reiterando o convite de Guedes para que os norte-americanos façam parcerias com o Brasil. “Hoje os senhores têm um presidente amigo dos Estados Unidos que admira esse país maravilhoso, e quer, sim, aprofundar, não apenas laços de amizade, bem como as mais variadas negociações”, afirmou.

Segundo o capitão reformado, que vai se encontrar pessoalmente com o presidente dos EUA, Donald Trump , nesta terça-feira (19), na Casa Branca, “o Brasil tem um potencial enorme”  e precisa de “bons parceiros”.

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Bolsonaro espera que a reunião entre ele e Trump renda bons frutos: “Temos, no mundo todo, alguns bons parceiros, mas acredito que, de forma especial, estou aqui  estendendo as minhas mãos, e tenho certeza que Trump fará o mesmo amanhã, para que essa parceria se faça cada vez mais presente em nosso meio”, disse.

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“O Brasil tem muito a oferecer e eu gostaria muito de fazer parcerias, muito mais do que o assinado há pouco [sobre o Centro de Lançamento de Alcântara, que permitirá o uso comercial de Base de Alcântara, no Maranhão, para o lançamento de satélites norte-americanos], nas mais variadas áreas: mineralogia, agricultura, biodiversidade, temos uma imensidão a ser descoberta em nossa Amazônia. Gostaríamos, e muito, de ter a parceria desse Estado o qual eu admiro muito”, acrescentou.

Acordo para Base de Alcântara





Os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram, também durante o evento, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara. 

A medida, que ainda precisa ser ratificada pelo Congresso Nacional, visa proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), sem a assinatura do acordo com os Estados Unidos, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embargada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país.

China e Eua

Na semana passada, o presidente já havia mostrado vontade em uma aproximação com os EUA, mas lembrou da China, atualmente o maior compradora de produtos brasileiros. “Como sempre disse na pré-campanha e na campanha, queremos nos aproximar do mundo todo. Os EUA podem ser, com toda certeza, um grande parceiro. [Mas] O nosso grande parceiro econômico é China; em segundo lugar, os EUA “, declarou.

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Em seu discurso de ontem (18), apesar de també, demonstrar interesse na aproximação, Guedes reafirmou a opinião do presidente: “Os chineses querem dançar com a gente, eles são nosso parceiro número 1 hoje. Nós (Brasil e Estados Unidos) somos complementares, semelhantes, mas fazemos mais negócios com os chineses.”

O ministro também disse que, com a nova gestão, o Brasil merece um “tratamento diferente”, já que deixou de “pular com a perna esquerda” e passado a “pular com a perna direita”. “Merecemos um tratamento diferente daquele que tínhamos antes”, defendeu.

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“O presidente ama a América, eu amo a América. O presidente ama os americanos, e eu também, claro, estudei aqui. Adoro Coca-Cola, a Disneylândia”, afirmou Paulo Guedes .

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: IG Economia
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