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Economia

Carne atinge maior preço em 30 anos no Brasil com alta de exportações para China

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Macos Santos/USP Online

Preço da carne atingiu maior nível em 30 anos no Brasil com alta de exportações para a China

O preço da carne disparou no Brasil em novembro e segue nas alturas, em função sobretudo da alta das exportações para a China, e já afeta diretamente a vida do brasileiro. Segundo especialistas, o preço pode ficar nas alturas por anos.

Em supermercados e açougues do Rio de Janeiro, por exemplo, o preço da carne aumentou mais de 30% em um mês em alguns cortes, como picanha e alcatra, bem acima da média de 6,78% de alta da carne vermelha no ano pelo IPCA-15 e da inflação, abaixo de 3%.

De acordo com levantamento da BoiSCOT Consultoria obtido pela Exame , o preço da arroba bateu recordes e chega a ser negociado por até R$ 230, com aumentos em 29 das 32 praças do Estado de São Paulo pesquisadas pela entidade.

“É a primeira vez, desde novembro de 1991, que a cotação atinge esse patamar (considerando o preço nominal e também o preço deflacionado)”, disse a BoiSCOT quando o preço bateu R$ 200.

Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), alguns produtos sofreram alta de até 50% no mês passado.

A alta da carne se deve a uma combinação de fatores. O principal é o aumento das exportações brasileiras para a China , cujos rebanhos de porcos foram reduzidos à metade pela febre suína africana. Com menos proteína suína, os chineses passaram a importar mais esse tipo de carne e também outras, como a bovina e de aves.

Como os chineses pagam mais e o dólar em alta aumenta os ganhos, os produtores brasileiros preferiram aumentar a exportação para o país asiático, o que reduziu a oferta interna e elevou os preços por aqui. O modelo econômico de crescimento da China vem mudando desde 2010, com aumento constante do consumo doméstico.

De janeiro a outubro deste ano, o Brasil exportou para a China 3,86 milhões de toneladas de carne suína , bovina e de frango, um aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2018.

Segundo Roberto Dumas, professor de Economia Internacional do Ibmec-SP, a demanda chinesa deve se manter em alta por anos: “O aumento do consumo dos chineses, com alta da renda dos trabalhadores, é estrutural. E se a China não produz para a demanda interna, acaba importando do agronegócio brasileiro. Isso veio para ficar. O que a China abateu de suínos deve ser recuperado só daqui a cinco ou seis anos”, explica.

A demora também se refere ao longo ciclo do boi. Enquanto o frango demora de 45 a 60 dias para ser abatido, o que facilita o ajuste da oferta de acordo com a demanda, e o porco leva de 100 a 120 dias para ser engordado, o boi, em geral, leva de quatro a seis anos no pasto. Com tecnologia, esse período pode ser abreviado para três anos, mas a expansão da oferta ainda é lenta.

Confira a alta do preço da carne neste ano

Até novembro deste ano, as carnes subiram, em média, 6,78%, enquanto a inflação do período é bem inferior, de 2,83%. Em destaque, aparece a carne de porco, que subiu 11,63%. Veja a alta percentual de cortes de carne neste ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):

  • Carne de porco: 11,63%;
  • Frango em pedaços: 11,32%;
  • Filé-mignon: 9,52%;
  • Costela: 7,88%;
  • Acém: 7,28%;
  • Frango inteiro: 6,59%;
  • Patinho: 6,59%;
  • Músculo: 5,23%;
  • Alcatra: 4,96%; e
  • Contrafilé: 4,55%.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirmou, em nota, acreditar que “a elevação nos preços atual de 40% em apenas dois meses não é sustentável e que ela deverá refluir em algum momento, embora os preços não voltem aos patamares de maio/junho passado”.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina , já havia declarado que, além da alta das exportações, uma das causas para o aumento de preço era o período de três anos em que, segundo ela, “não houve reajustes” dos preços.

Outro estímulo à alta dos preços é a chegada do fim do ano, quando os supermercados e açougues tendem a aumentar as compras para reforçar o estoque para as compras de Natal . Como o consumo nessa época do ano é maior, a combinação de maior demanda com menor oferta faz disparar os preços. As substituições também encarecem o frango.

Alguns cortes tiveram alta de mais de 30% pelos produtores, repassada para consumidores. Foi o caso da alcatra, que custava R$ 36 no início de novembro e nesta segunda era vendida a R$ 48,90, e da picanha, que subiu de R$ 37,90 para 49,90.


Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Após dois meses de deflação, preços sobem e inflação fica em 0,26% em junho

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supermercado
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Inflação teve alta de 0,26% em junho após dois meses de alta

Após dois meses seguidos de deflação , os preços no país voltaram a subir e registraram alta de 0,26% em junho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A taxa de inflação  oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi influenciada sobretudo pelos aumentos dos alimentos e nos preços dos combustíveis, que haviam registrado reduções nos últimos quatro meses, em especial da gasolina, que teve o maior impacto individual (0,14 ponto percentual), com alta de 3,24% no mês.

Em abril, o índice  recuou 0,31% e, em maio, caiu 0,38% . Com o resultado de junho, o IPCA acumula alta de 0,10% no ano e de 2,13% em 12 meses.

Alimentos e bebidas puxam inflação

Os principais responsáveis pela inflação em junho foram os alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 0,38%, em razão da inflação de produtos como as carnes (1,19%), leite longa vida (2,33%), arroz (2,74%), feijão-carioca (4,96%) e queijo (2,48%). A refeição fora de casa também teve alta de preços (0,22%).

Os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de junho, ao registrarem inflação de 0,31%, devido a altas de preços de itens como gasolina (3,24%), etanol (5,74%), gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%).

Outros grupos de despesas com inflação em junho foram habitação (0,04%), artigos de residência (1,30%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), educação (0,05%) e comunicação (0,75%). Ao mesmo tempo, dois grupos de despesas tiveram queda de preços (deflação): vestuário (-0,46%) e despesas pessoais (-0,05%).

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