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Carlos Bolsonaro critica novamente imprensa: “URUBUS surgem dos esgotos”

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Renan Olaz/CMRJ

Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos)

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter chamado jornalistas de “urubus” na última sexta-feira (3), seu filho, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), escreveu nesta quarta-feira (8) em seu Twitter que Bolsonaro se mostra como uma águia e “então os URUBUS surgem dos esgotos e se vangloriam”. 

Leia também: Em novo ataque à imprensa, Bolsonaro chama jornalistas de urubus 

Carlos Bolsonaro escreveu que seu pai “conduz mais um problema contra ‘tudo’ e ‘todos’, com inteligência e visão de ÁGUIA. Então os URUBUS surgem dos esgotos e se vangloriam, quando antes não davam um pio de apoio enquanto as hienas pretendiam novamente matá-lo covardemente”.

Em um vídeo publicado nas redes sociais do presidente em outubro de 2019, Bolsonaro é representado como um leão sendo atacado por hienas identificadas como o Supremo Tribunal Federal (STF), diversos partidos, movimentos sociais, organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e veículos jornalísticos. 

Nessa nova fala de Carlos Bolsonaro, seu pai é associado a uma águia. Os urubus podem representar os jornalistas , em referência à fala de Bolsonaro da última sexta (3). Já as hienas continuariam sendo os “inimigos” de Bolsonaro retratados no vídeo anterior.

Leia também: De gripezinha a “não é tudo isso”: vezes em que Bolsonaro minimizou coronavírus

Confira o tuíte de Carlos Bolsonaro :

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Bolsonaro defende atraso nos dados da Covid-19: “Ninguém tem que correr”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Bolsonaro brincou com demora do Ministério da Saúde em divulgar informações

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta sexta-feira (5) que o Ministério da Saúde atrase a divulgação dos dados de mortos e casos confirmados da Covid-19 e disse que “ninguém tem que correr para atender a Globo”. A declaração foi dada após ele ser questionado por jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. “Agora acabou matéria no Jornal Nacional”, ironizou o presidente.

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Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem atrasado a divulgação das informações, publicando-as somente depois das 22h. O horário normal de divulgação dos dados pela pasta, no entanto, é às 19h, logo após o término das tradicionais entrevistas coletivas que são realizadas pela equipe técnica que atua no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Os atrasos correspondem justamente aos dias em que o Brasil tem batido seguidos recordes diários nos registros de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (4), por exemplo, os novos óbitos confirmados foram 1.473. O número corresponde a mais de um novo registro por minuto nas últimas 24 horas , sendo que um dia tem 1.440 minutos.

Ao justificar o atraso, Bolsonaro disse que isso é necessário porque “tem que divulgar os dados consolidados do dia”, coisa que já era feita pelo Ministério da Saúde até a semana passada respeitando o horário estipulado. Mesmo com essa justificativa do presidente, os dados que passaram a ser divulgados essa semana continuam sendo contabilizados somente até às 19h.

Em nota enviada já na noite desta sexta, o Ministério da Saúde disse que “casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas”.

Em alguns casos, a pasta justificou os atrasos porque ela “analisa e consolida os dados” e  que “em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”.

No final do comunicado, o ministério diz que as informações desta sexta serão publicadas às 22h.

Ordem de Bolsonaro

Segundo informações do jornal Correio Brazilienseuma fonte do alto escalão do governo revelou que o “atraso” aconteceu por ordem de Bolsonaro e o novo horário das 22h deve ser permanente. O objetvio seria dificultar o trabalho dos telejornais noturnos, grupo do qual o Jornal Nacional , da Rede Globo, faz parte.

Ainda de acordo com a publicação, a intenção de atrasar a divulgação dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus existem desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, mas o então ministro sempre se recusou a aceitar tal decisão, alegando que ela poderia gerar impacto negativo no combate ao vírus.

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