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Carlos Bolsonaro comprou imóvel por valor venal 70% menor

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IG – Último Segundo

Carlos Bolsonaro diz não ser ‘covarde’ e assume uso das redes do pai


O filho do presidente Jair Bolsonaro (Sempartido) e vereador do Rio de Janeiro,  Carlos Bolsonaro (Republicanos) comprou um imóvel por valor 70% menor do que é avaliado pela prefeitura. O jornal O Estado de São Paulo apurou as informações em uma reportagem.


O imóvel comprado por Carlos Bolsonaro fica em Copacabana, zona sul do Rio, e custou R$ 70 mil ao vereador, sendo que o valor venal (valor definido pelo prefeitura para cobrar impostos) era de R$ 256 mil no momento da compra.

O Estadão diz que o negócio foi fechado em 2009 e que o escritório responsável pelos trêmites legais foi o mesmo que lavrou a escritura de outro apartamento comprado pelo verador, que custou R$ 150 mil e foi pago em dinheiro vivo. Este imóvel, na verdade, é avalido em R$ 213 mil pela prefeitura, diz o jornal.

Carlos Bolsonaro é alvo de investigação do Ministério Público sobre a prática de rachadinha e a contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete.

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Governo foi “usado” para tentar anular investigação sobre “rachadinha”

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Reprodução: iG Minas Gerais

Senador Flavio Bolsonaro


A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) “usou” o Gabinete de Segurança Institucional e outros órgãos do governo federal – com autorização do pai, o presidente Jair Bolsonaro  – atrás de evidências que pudessem dar um fim à apuração sobre o esquema das “rachadinhas” .


O uso do GSI foi confirmado pelos próprios advogados de Flávio, que afirmaram se tratar de “suspeitas de irregularidades das informações” nos relatórios redigidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Esse órgão federal – que deu início à investigação sobre o senador – recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos

O acionamento dessa estrutura governamental foi revelada pela revista Época nesta sexta-feira (23) e confirmada pelos advogados. Ainda de acordo com a publicação, o presidente também estave envolvido no procedimento, contatando o secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, para auxiliar na apuração em favor do filho.

“A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos Relatórios de Investigação Fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que os relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do senador”, escreveu a defesa de Flavio em nota oficial.

Os advogados também afirmaram que “o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do senhor presidente da República”.

Porém, o levantamento do Coaf foi produzido antes de Jair Bolsonaro ter sido eleito. O documento foi divulgado em janeiro de 2018, citando as transações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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