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Capixaba é a primeira com síndrome de down a tirar carteira no País

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Portadora de síndrome de down, Maria Clara de Carvalho é chef de cozinha e, segundo a família, será a primeira no País a ter CNH

Ainda na sala de parto, os pais de Maria Clara de Carvalho receberam a notícia de que a filha tinha um “problema”. De acordo com os médicos, tratava-se de uma limitação que iria tirar dela qualquer possibilidade de independência, privando-a de uma vida normal: a síndrome de down.

Passados 22 anos, Maria Clara hoje é chef de cozinha, está casada, faz aula de teatro, dança e está se preparando para mais um novo desafio: vai tirar sua carteira de motorista. A família, que consultou instituições de todo o País, garante que ela será a primeira brasileira com síndrome down a conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

“Desde criança sonho em dirigir. Quando estou ao volante, é uma emoção muito grande, tenho uma sensação de liberdade, algo sensacional”, conta a futura motorista, que mora em Jardim Camburi, Vitória.

Focada, Maria Clara estuda todos os dias o livro com as informações teóricas e as regras de trânsito, além de já ter feito simulados disponíveis na internet. Ela também já realiza aulas práticas com o pai e está prestes a ter a primeira aula na autoescola. Antes disso, no entanto, precisa passar por avaliações psicológicas para comprovar sua capacidade psíquica.

Para o pai, o empresário Aldeci Carvalho, o teste só deve indicar o que ele já acredita há anos: “Ela é totalmente capaz. Todos nós temos limitações, mas o objetivo que ela quer alcançar é possível. A notícia de que ela tinha um ‘problema’ foi dada por uma equipe médica despreparada e com pouca informação. O grande problema, infelizmente, é o preconceito”, afirma o pai.

A vontade de Maria Clara em assumir a direção é tanta que todos os envolvidos no processo se sentem motivados. Um exemplo é o dono da autoescola, que fez questão de dar as aulas pessoalmente. “Gosto de desafios, então darei as aulas eu mesmo. Quero muito ajudar e participar desse momento”, disse Thiago Gavazza.


(*G1)

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Acusado de matar a ex é condenado a 38 anos de prisão no ES

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Crime ocorreu em 2016, na cidade de Piúma

Preso preventivamente desde 2016 por ter matado ex-namorada e suposto companheiro dela, Maxsuel Bento Pacheco, ajudante de pedreiro, foi condenado nesta quarta-feira (20) pelo Tribunal do Júri de Piúma a 38 anos de reclusão. Em relação à primeira vítima, Jéssica Brito Costa, Maxsuel teve a pena arbitrada com base na qualificadora de feminicídio, que se dá por matar mulher em razão do gênero.

Em Júri Popular, com relação à Jéssica, ficaram reconhecidas também as qualificadoras de motivo torpe, em razão de ciúme, e a impossibilidade de defesa, uma vez que a vítima teria sido surpreendida com tiros no rosto, sem que restasse qualquer chance de se proteger. Com relação à motivação de gênero, houve no processo evidências de histórico de agressões e ameaças relatadas pela vítima, que havia inclusive registrado boletim de ocorrência e pedido, dois dias antes de morrer, medida protetiva contra o ex-namorado.

Em relação a Walafe dos Santos Dias, suposto companheiro de Jéssica à data do crime, o acusado, agora condenado, teria realizado três disparos pelas costas. De acordo com a sentença proferida pelo juiz Diego Ramirez Grigio Silva, o Réu premeditou a conduta, tendo sido visto rondando a casa da vítima.

O CRIME

Na madrugada do dia 18 de setembro de 2016, no centro de Piúma, litoral sul do Espírito Santo, Walafe teria saído do restaurante onde trabalhava como garçom, por volta de 1h, e passado na lanchonete em que Jéssica trabalhava, para então seguirem juntos para casa. Testemunhas contaram para a Polícia Militar, à época, que eles estavam acompanhados por uma terceira jovem, quando, Maxsuel teria chegado de moto, atirando.

A princípio, os três amigos correram. Walafe caiu no caminho e levou três tiros pelas costas, já Jéssica foi atingida na cabeça. As vítimas chegaram a ser socorridas pela ambulância, mas não resistiram.

De acordo com familiares de Jéssica, a jovem, de 24 anos à data do crime, namorava Walafe há apenas 15 dias.

A prisão de Maxsuel ocorreu apenas em 22 de setembro, já que o hoje condenado esteve, a princípio, foragido. O ajudante de pedreiro foi localizado, na motocicleta utilizada no dia do crime, em um posto de Casimiro de Abreu, ao norte do estado do Rio de Janeiro.


(*Gazeta on line)

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