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Esportes

Brasil garante mais um ouro e prata no Atletismo Paralímpico de Dubai

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O paulista Júlio César Agripino dos Santos conquistou o primeiro ouro para o Brasil, no segundo dia do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai, nos Emirados Árabes. No início da tarde de hoje (8), ele venceu a prova masculina dos 1500m T11 (deficiência visual) ao completar o percurso em 4m07s02, deixando para trás o queniano Samwel Mushai Kimani (4m08s47). Em terceiro lugar, com o bronze, ficou o polonês Aleksander Kossakowski (4m08s71).

Antes, o rondoniense Mateus Evangelista Cardoso, faturou a prata no salto em distância classe T37 (paralisados cerebrais) ao cravar 6m10, ficando apenas 13cm atrás do vencedor, o chinês Peng Zhou, que levou o ouro. O bronze ficou com o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi (6m07).

O Brasil ocupa agora a quarta posição na classificação geral com quatro medalhas (dois ouros, um prata, um bronze). A China lidera com seis medalhas (três ouros e três pratas), seguida da Finlandia, com três (três ouros).

Final dos 400m T47 masculina

O segundo dia de provas também foi ótimo para outros três brasileiros, que se classificaram para a final masculina dos 400m masculino classe T47 (deficiência nos membros superiores).  O paraibano Petrúcio Ferreira dos Santos avançou com o tempo de 49s09; o  paulista Thomaz Ruan de Moraes, com 49s96; e o alagoano Yohansson Nascimento cravou 51s35.   A final será neste sábado (9), às 12h33 (horário de Brasília).

Mais de 1.400 atletas de 120 países participam da nova edição do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai.  O Time Brasil tem 43 atletas (29 homens e 14 mulheres).  A competição prossegue até 15 de novembro.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

Coluna – Paradesporto militar: um resgate histórico

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Durante uma semana 19 militares, alguns reformados, mas outros ainda na ativa apesar de terem algum tipo de deficiência, participaram da terceira edição do acampamento militar paralímpico, em São Paulo. Em apenas uma semana, eles foram apresentados a 11 modalidades, descobrindo o potencial para a prática do esporte adaptado.

A atividade não se limita aos membros das Forças Armadas. Policiais militares e também guardas civis – incluídos pela primeira vez, tiveram a oportunidade de praticar diferentes esportes, além de trocarem experiências e receberem mais informações sobre o paradesporto.

A ligação entre o esporte paralímpico e os militares é histórica. Um dos pioneiros do paradesporto é o médico judeu Ludwing Guttmanm, que usou as atividades esportivas para recuperar pacientes que haviam sofrido mutilações durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1948, Guttmann realizou a primeira competição, com os pacientes dele, em um hospital na Inglaterra. Quatro anos depois, o embrião dos Jogos Paralímpicos já tinha ares internacionais, com mais de cem inscritos. Dali até a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em 1960, foi uma questão de tempo.

Dentre os vários pontos a se destacar do acampamento está a presença de técnicos e até mesmo de atletas paralímpicos que integram as seleções nacionais, nas oficinas das quais os militares fazem parte. E, vale lembrar, que o acampamento não fica apenas nas vivências práticas: há ainda momentos de diálogo e de apresentações teóricas, importantes para que a compreensão do paradesporto como fenômeno seja completa.

Um Centro de Treinamento de ponta, como é o caso da estrutura que o CPB mantém em São Paulo, tem como objetivo final a busca de medalhas em eventos internacionais e a evolução do esporte de alto rendimento. Mas iniciativas como o acampamento militar mostram que é possível ir além. É óbvio que dentre os participantes do acampamento pode surgir algum talento excepcional. Mas isso seria apenas uma consequência. O objetivo principal, ali, é mostrar aos militares que a prática esportiva, mesmo após adquirir uma deficiência física, é possível. 

Leia mais:  Conmebol proíbe bandeiras manuais e até rolos de papel nas competições de 2019

#deolhonabase

A partir desta terça-feira (19) o Centro de Treinamento Paralímpico recebe as Paralimpíadas Escolares. Jovens de todos os estados do país estarão em ação, observados de perto por integrantes da elite do esporte nacional. Vale a pena acompanhar.

Edição: Verônica Dalcanal

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