conecte-se conosco


Economia

Bolsonaro não vai exercer poder de veto e permitirá fusão entre Embraer eBoeing

Publicado

em


Bolsonaro não vai se opor à fusão entre Embraer e Boeing
Reprodução/ Twitter
Bolsonaro não vai se opor à fusão entre Embraer e Boeing

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10) que o governo federal não vai se opor ao acordo de fusão entre as empresas Embraer, nacional, e Boeing, dos Estados Unidos. Bolsonaro se reuniu nesta tarde com ministros e comandantes das Forças Armadas. Segundo o presidente, o acordo entre as duas empresas não fere a soberania nacional e os interesses do país.

Leia também: PDT cita “risco à soberania nacional” e vai à Justiça contra Embraer-Boeing

“Reunião com representantes dos Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Rel. Ext. e Economia sobre as tratativas entre Embraer
(privatizada em 1994) e Boeing. Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados. A União não se opõe ao andamento do processo”, disse o presidente no Twitter.

O governo brasileiro detém a chamada “ação de ouro” (ou “golden share”, como é conhecida), que dá poder de veto a esse tipo de negociação. Bolsonaro foi municiado de informações que, segundo o Palácio do Planalto, mostram que a proposta de fusão das duas empresas “preserva a soberania e os interesses nacionais”.

Leia também: Bolsonaro diz que Embraer é “patrimônio” e cobra mudanças em acordo com a Boeing

Na apresentação para o presidente, foi explicado que os projetos em curso na área de defesa serão mantidos, bem como preservação do sigilo e prioridade do governo em definições em projetos de defesa. Haverá ainda a manutenção da produção no Brasil das aeronaves já desenvolvidas e dos empregos já existentes no Brasil. Com isso, o presidente decidiu não exercer o poder de veto a que tinha direito.

“O Presidente foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários, e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto [Golden Share] ao negócio”, informou a Presidência da República, em nota. 

Leia mais:  Saiba quando vale a pena antecipar a restituição do IR 2019

Leia também: Justiça derruba segunda liminar que vetava a fusão entre Embraer e Boeing

Com a aprovação do governo brasileiro, as empresas estão livres para assinar o acordo. Em seguida, será submetida à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, e a outras condições relacionadas a este tipo de transação.

O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, no termo do mercado, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer
, 20%. Caberia à Boeing, a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a empresa brasileira.

*Com Agência Brasil

Comentários do Facebook
publicidade

Economia

“Não temos nada o que esconder no BNDES”, diz Levy em depoimento na Câmara

Publicado

em

Joaquim Levy
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Joaquim Levy, ex-presidente do BNDES

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) que investiga possíveis irregularidades cometidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente da instituição, Joaquim Levy, disse que todas as informações sobre as atividades do banco são públicas e estão transparentes.

Leia também: Quase metade dos brasileiros é contra a reforma da Previdência, diz Ibope

Levy pediu demissão da presidência do banco neste mês, depois de ser criticado publicamente pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.   Por mais de meia hora, ele sustentou que, no passado, a instituição de financiamento foi “vítima” do próprio governo, que segundo ele se valia de contabilidade fiscal para “usar o banco” como queria.  Antes de fazer sua apresentação, Levy chegou a distribuir uma cartilha aos deputados contendo dados das atividades do banco. Ele ressaltou que qualquer cidadão poderia ter acesso a essas informações por meio de um aparelho celular.

“Não temos nada o que esconder no BNDES. Contratamos uma investigação independente, a pedido dos nossos auditores externos. É caro, custa milhões e milhões. É um banco que está se ajustando, que está com foco na infraestrutura, nas pequenas empresas e aberto a todas as instituições de controle”, disse.

Levy foi convocado para falar na CPI , por isso seu comparecimento era obrigatório. Sobre a politica de investimentos do banco em oitros países, como Venezuela e Angola, o ex-ministro admitiu equívocos e ressaltou que o BNDES chegou a investir quatro vezes mais no exterior do que em território Brasileiro. Na avaliação dele, em anos mais recentes, esses investimentos no exterior resultaram em diversas inadimplências. 

Leia mais:  Após bloquear quase R$ 30 bilhões, governo fará novo corte ainda este mês

“É infeliz que em todos os lugares (países) houve grandes problemas que não têm nada a ver (com o banco)”, disse, reeferindo-se a escândalos de corrupção.

Levy destacou que, ao assumir o Ministério da Fazenda no governo Dilma, resolveu o problema fiscal do banco e promoveu uma rápido saneamento na instituição.

“Por muito tempo o Banco era usado pelo governo, através de contabilidade fiscal, e não sabia-se muito bem como era feito.  BNDES foi uma vítima das empresas (envolvidas em casos de corrupção) e do governo. O BNDES foi empurrado para essas atividades”, disse, completando: “O BNDES hoje é muito mais magrinho do que no passado.”

Sobre o breve período em que comandou o banco na gestão Bolsonaro, Levy que encontrou um banco totalmente diferente. “Em 2019, encontrei um banco mais transparente, mas um banco que não tem mais subsídio. É um banco que se transformou.”, afirmou.

Leia também: Oito a cada dez brasileiros defendem aposentadoria com regras iguais, diz Ibope

O ex-ministro ocupou a pasta da Fazenda entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015 e, nesse período, formulou e executou políticas econômicas que tinham total correlação com as atividades do BNDES .

“Vários dos investimentos realizados em empresas brasileiras que se internacionalizaram foram feitos sob a gestão de Levy , o que o coloca como testemunha privilegiada das operações”, disse o deputado Elias Vaz (PSB-GO), ao defender o comparecimento de Levy na CPI, que investiga supostas irregularidades cometidas pelo Banco no período de janeiro de 2003 a 2015.

Fonte: IG Economia
Comentários do Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie
Nacional36 minutos atrás

Bolsonaro pede “punição severa” a militar preso com cocaína em voo

Alan Santos/PR Militar que foi preso com 39 kg de cocaína em bagagem estava na comitiva oficial de Bolsonaro ao...

Nacional36 minutos atrás

Lava Jato pede ao TRF-4 aumento da pena de Lula no caso do sítio de Atibaia

Reprodução/Google Maps Sítio de Atibaia atribuído pela Lava Jato a Lula pertence oficialmente a Fernando Bittar, amigo da família do...

Nacional36 minutos atrás

TSE autoriza inquérito de caixa dois contra senador Jaques Wagner

Cynthia Vanzella/Brazil Forum TSE autoriza inquérito de caixa dois contra senador Jaques Wagner O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)...

Nacional36 minutos atrás

Prisão de militar flagrado com cocaína na comitiva de Bolsonaro inspira memes

Internet “Bolsonarcos” um dos memes mais compartilhados nas redes faz alusão à série sobre Pablo Escobar, da Netflix Um sargento...

Nacional36 minutos atrás

Celso de Mello cutuca o governo e cita caso de sargento preso com drogas

Rosinei Coutinho/SCO/STF – 11.4.19 Celso de Mello alfinetou o governo Bolsonaro Em julgamento no Supremo Tribunal Federal ( STF ) que discute...

Nacional36 minutos atrás

Freixo defende Bolsonaro em caso de militar preso com cocaína

Divulgação Deputado da oposição, Marcelo Freixo defendeu Bolsonaro de acusações levianas O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que integra a oposição...

Esportes37 minutos atrás

E o tornozelo? Neymar vai às festas de Anitta e Vinicius Junior mesmo lesionado

Reprodução / Instagram Neymar apareceu em festa de Anitta Há três semanas, Neymar foi cortado da seleção brasileira e da Copa América porque lesionou o tornozelo direito...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

Mais Lidas da Semana