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Política

Bolsonaro confirma que vai acabar com o Ministério do Trabalho

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Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou que o Ministério do Trabalho será extinto em seu futuro governo
José Cruz/Agência Brasil

Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou que o Ministério do Trabalho será extinto em seu futuro governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta quarta-feira (7) que o Ministério do Trrabalho será extinto no seu governo e que as funções da pasta serão incoporadas por “algum ministério”, mas não informou qual.

A declaração sobre a extinção do Ministério do Trabalho foi dada após cumprir mais um compromisso de sua extensa agenda pública durante viagem à Brasília entre ontem e hoje, no caso, um almoço no Superior Tribunal de Justiça (STJ) oferecido pelo presidente do tribunal a ele e ao futuro novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro.

O Ministério do Trabalho é uma das pastas mais antigas e tradicionais do governo federal e irá completar 88 anos de existência no próximo dia 26 de novembro, ainda antes do novo presidente eleito assumir e extinguir sua estrutura.

Em nota divulgada ainda na terça-feira (6) quando a equipe de transição do governo de Bolsonaro começou a cogitar a possibilidade, o ministério afirmou que foi “criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil” e que “se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros”.

O texto divulgado pela pasta também destaca que “o futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtivas, e o Ministério do Trabalho , que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.”

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Política

TSE dá 3 dias para Bolsonaro esclarecer ‘inconsistências’ em contas da campanha

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Segundo o relatório final, a campanha de Bolsonaro teve R$ 4,377 milhões em receitas
Divulgação/ Facebook Jair Messias Bolsonaro

Segundo o relatório final, a campanha de Bolsonaro teve R$ 4,377 milhões em receitas

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso concedeu nesta terça-feira (13) prazo de três dias para a defesa do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) apresentar manifestação sobre as inconsistências encontradas na prestação de contas da campanha de Bolsonaro.

Ao analisar preliminarmente as contas da campanha de Bolsonaro , o TSE encontrou 23 inconsistências sobre despesas com conteúdo digital, serviços contábeis, recebimento de R$ 5,2 mil de fonte vedada, entre outros.

Segundo o relatório final, a campanha do presidente eleito teve R$ 4,377 milhões em receitas, sendo R$ 3.728 milhões recebidos na modalidade “financiamento coletivo”. A campanha informou não ter gasto recursos do Fundo Especial de Financiamento, mantido com recursos públicos.

Ainda de acordo com a assessoria técnicas do TSE , as “inconsistências” encontradas na declaração de gastos da campanha do presidente eleito foram descobertas por meio de técnicas de cruzamento de dados, análise de documentos, exames de registros e correção das informações declaradas pela campanha com a de outras declarações, além de informações voluntariamente enviadas à Justiça Eleitoral por vários prestadores de serviço.

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Os técnicos do TSE também fazem questão de esclarecer que “o exame técnico e as diligências ora apresentadas não afastam que outros questionamentos possam ser motivados pela unidade técnica”.

Para ser diplomado pela Corte no dia 10 de dezembro e estar apto para tomar posse no dia 1º de janeiro, a regularidade da prestação de contas precisa ser julgada pelo TSE.

A diplomação de Bolsonaro, inclusive, foi antecipada pelo TSE a pedido da própria equipe do presidente eleito já que este realizará uma cirurgia no dia 12 de dezembro para a retirada de uma bolsa de colostomia colocada após o então candidato sofrer um atentado à faca durante um ato de campanha ainda no primeiro turno da disputa presidencial que perfurou o seu intestino.

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Até por isso, em contrapartida, o próprio TSE pediu para a campanha de Bolsonaro  que também  antecipasse a prestação de contas que tem como prazo limite o dia 17 de novembro para ser realizada para que assim, houvesse tempo hábil para que todo o procedimento do julgamento fosse realizado e a diplomação pudesse ocorrer na data desejada pelo presidente eleito.

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