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Economia

Beneficiário do INSS que recebe mais de um salário mínimo terá reajuste de 3,43%

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Beneficiários do INSS que recebem acima de um salário mínimo terão reajuste de 3,43%
Agência Brasil

Beneficiários do INSS que recebem acima de um salário mínimo terão reajuste de 3,43%

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganham mais do que um salário mínimo (R$ 998, em 2019) terão reajuste de 3,43% em seus benefícios. 

A informação foi confirmada pela Secretaria da Previdência nesta sexta-feira (11) após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador, que fechou o ano de 2018 em 3,75% , mede a inflação oficial do Brasil e é usado para reajustar o INSS de quem recebe acima do piso nacional.

Com o reajuste, um aposentado ou pensionista que recebia R$ 1.000 reais em 2018, por exemplo, passa a ganhar R$ 1.034,30 em 2019. Já o teto da Previdência Social , ou seja, o valor máximo pago, deve ficar em R$ 5.839,45 –  no ano passado, era de R$ 5.645,80.

No ano passado, o aumento do benefício havia sido de 2,07%.

O reajuste do INSS , neste ano, será menor que o do salário mínimo  , que subiu 4,61%, passando de R$ 954 para R$ 998 no dia 1º de janeiro .  De acordo com a Secretaria, os novos valores ainda serão publicados no Diário Oficial da União (DOU)

A portaria também informou que os pagamentos atualizados já começam no primeiro benefício do ano, que será pago entre 25 de janeiro e 7 de fevereiro.

Confira o calendário de pagamentos do INSS de 2019


Valores atualizados do INSS começam a ser pagos já em janeiro
Sérgio Moraes/AGU

Valores atualizados do INSS começam a ser pagos já em janeiro

A tabela de pagamentos do INSS 2019 já foi divulgada. As datas variam de acordo com o valor a ser recebido e o número final do benefício, desconsiderando o dígito. Confira as datas de recebimento deste ano:

Leia mais:  Semana abre com 5.675 vagas em concursos públicos e salários de até R$ 18 mil


Final 1

Para quem ganha até um salário mínimo:  25/01; 22/02; 25/03; 24/04; 27/05; 24/06; 25/07; 26/08; 24/09; 25/10; 25/11 e 20/12

Para quem ganha mais de um salário mínimo: 01/02; 01/03; 01/04; 02/05; 03/06; 01/07; 01/08; 02/09; 01/10; 01/11; 02/12 e 02/01/20


Final 2

Para quem ganha até um salário mínimo:  28/01; 25/02; 26/03; 25/04; 28/05; 25/06; 26/07; 27/08; 25/09; 28/10; 26/11 e 23/12

Para quem ganha mais de um salário mínimo:  04/02; 07/03; 02/04; 03/05; 04/06; 02/07; 02/08; 03/09; 02/10; 04/11; 03/12 e 03/01/20


Final 3

Para quem ganha até um salário mínimo:  29/01; 26/02; 27/03; 26/04; 29/05; 26/06; 29/07; 28/08; 26/09; 29/10; 27/11 e 26/12

Para quem ganha mais de um salário mínimo: 05/02; 08/03; 03/04; 06/05; 05/06; 03/07; 05/08; 04/09; 03/10; 05/11; 04/12 e 06/01/20


Final 4

Para quem ganha até um salário mínimo:  30/01; 27/02; 28/03; 29/04; 30/05; 27/06; 30/07; 29/08; 27/09; 30/10; 28/11 e 27/12

Para quem ganha mais de um salário mínimo:  06/02; 11/03; 04/04; 07/05; 06/06; 04/07; 06/08; 05/09; 04/10; 06/11; 05/12 e 07/01/20


Final 5

Para quem ganha até um salário mínimo: 31/01; 28/02; 29/03; 30/04; 31/05; 28/06; 31/07; 30/08; 30/09; 31/10; 29/11 e 30/12

Para quem ganha mais de um salário mínimo:  07/02; 12/03; 05/04; 08/05; 07/06; 05/07; 07/08; 06/09; 07/10; 07/11; 06/12 e 08/01/20


Final 6

Para qualquer valor:  01/02; 01/03; 01/04; 02/05; 03/06; 01/07; 01/08; 02/09; 01/10; 01/11; 02/12 e 02/01/20 


Final 7

Para qualquer valor:  04/02; 07/03; 02/04; 03/05; 04/06; 02/07; 02/08; 03/09; 02/10; 04/11; 03/12 e 03/01/20


Final 8

Para qualquer valor:  05/02; 08/03; 03/04; 06/05; 05/06; 03/07; 05/08; 04/09; 03/10; 05/11; 04/12 e 06/01/20


Final 9

Para qualquer valor:  06/02; 11/03; 04/04; 07/05; 06/06; 04/07; 06/08; 05/09; 04/10; 06/11; 05/12 e 07/01/20

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Final 0

Para qualquer valor:  07/02; 12/03; 05/04; 08/05; 07/06; 05/07; 07/08; 06/09; 07/10; 07/11; 06/12 e 08/01/20


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Economia

Dólar vai a R$ 3,90 e atinge maior valor do ano; Bovespa fecha em queda de 3,1%

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Dólar e Bolsa de Valores brasileira respondem à semana movimentada no âmbito político: enquanto ações perder o valor, moeda americana fica mais cara
iStock

Dólar e Bolsa de Valores brasileira respondem à semana movimentada no âmbito político: enquanto ações perder o valor, moeda americana fica mais cara

O mercado financeiro respondeu, nesta sexta-feira (22), aos acontecimentos da política brasileira na última semana. No mesmo dia em que desavenças puseram em cheque a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e um dia depois da prisão do ex-presidente Michel Temer , o dólar e a Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sofreram mudanças bruscas.

Enquanto a Bolsa registrou o seu pior dia desde 6 de fevereiro, terminando a tarde em queda de 3,1%, o dólar subiu 2,64% e atingiu R$ 3,90, o maior valor para a moeda desde o início deste ano. 

Dólar

A moeda norte-americana atingiu sua maior cotação do ano nesta sexta-feira (22). Vendida a R$ 3,9011, esse é o valor mais alto registrado desde 26 de dezembro do ano passado, quando encerrou o dia a R$ 3,9205.

Além disso, a alta de 2,64% também representa a maior subida diária do dólar desde 18 de maio de 2017, época em que áudios revelaram conversas do empresário Joesley Batista, da JBS, com o então presidente Michel Temer, em que ambos supostamente combinavamm entrega de propina .

Bolsa de Valores

Já o principal indicador da Bolsa de Valores paulista, a B3, também teve um dia movimentado, fechando em forte queda. Com recuo de 3,10%, a 93.735,15 pontos, ela registra, hoje, o menor patamar de encerramento desde o dia 11 de janeiro, quando atingiu 93.658 pontos. 

Apenas nessa semana, a queda acumulada é de 5,45%.

Alta no dólar e queda na Bolsa foram impulsionados por contexto político brasileiro


A prisão do ex-presidente Michel Temer e desavenças políticas quanto à reforma da Previdência estimularam a alta do dólar e a queda da Bolsa de Valores
Anderson Riedel / PR

A prisão do ex-presidente Michel Temer e desavenças políticas quanto à reforma da Previdência estimularam a alta do dólar e a queda da Bolsa de Valores

Os altos números para a moeda e grande baixa da Bolsa acontecem em meio a uma semana de incertezas dentro da política brasileira, que fizeram com que o mercado financeiro percebesse uma piora de cenário.

Leia mais:  Roberto Campos Neto é indicado por Bolsonaro para chefiar o Banco Central

Na quinta-feira (21), o ex-presidente  Michel Temer foi preso pela força-tarefa da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, ele é o “líder de uma organização criminosa” e que se valeu de duas décadas atuando em cargos públicos para “transformar os mais diversos braços do Estado brasileiro em uma máquina de arrecadação de propinas”.

A detenção do ex-presidente teve mandado assinado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e tem relação com irregularidades em contratos para a construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo as investigações, o esquema criminoso envolvia pagamentos (alguns desviados, outros efetuados, e mais outros prometidos) que superam R$ 1, 8 bilhão.

No mesmo dia, a defesa de Temer entrou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi concedido e será analisado pelo plenário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) na próxima quarta-feira (27) .

Além da prisão do ex-presidente, desavenças políticas influenciaram nos resutlados do mercado financeiro. Também na quinta-feira (21), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),  ameaçou deixar a articulação política para aprovação da reforma da Previdência .

Ele teria ligado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, depois de ler uma publicação na rede social do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) a seu respeito. Na postagem em questão,  Carlos Bolsonaro   comentou o embate entre Maia e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Os dois divergem em relação a votação do pacote anticrime apresentado pelo ministro e Carlos se posicionou ao lado de Moro, criticando a decisão do deputado de priorizar a Previdência em detrimento do pacote.

Leia também: Flávio Bolsonaro sai em defesa de Maia e contraria opinião do irmão Carlos

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Desde então,  Maia vem demonstrando irritação com a maneira como o governo está lidando com a tramitação da reforma da Previdência. Ele também parece descontente com a ofensiva contra ele nas redes sociais, principalmente depois das  desavenças com Sergio Moro sobre o pacote anticrime. 


Fonte: IG Economia
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