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Saúde

Bebe muito café? É por isso que você pode estar com tanta dor de cabeça

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Runner's

Você já deve ter lido as notícias contraditórias sobre estudos relacionados ao café . Contudo, agora, mais uma pesquisa foi publicada e levantou dúvidas. Será que existe uma relação entre excesso de café e dor de cabeça?

Homem segurando a cabeça com dor após tomar xícara de café
shutterstock
O café, quando consumido sem moderação, pode potencializar quadros de enxaqueca e comprometer seu dia

Se você sofre de enxaquecas regulares, sabe como elas podem ser debilitantes e o quanto atrapalham o seu cronograma de treinos. Além disso, provavelmente já tem ideia de tudo que pode desencadear uma crise – geralmente acompanhada de náuseas, vômito e sensibilidade à luz.

Uma das causas mais comuns? Cafeína. O que é um problema, uma vez que corrida e café praticamente andam de mãos dadas.

Mas será que é verdade? Você deve mesmo evitar a substância se não quiser ter dor de cabeça? Ou você pode apostar em um xícara no seu pré-treino sem culpa? Pesquisadores resolveram investigar essa questão.

Excesso de café dá dor de cabeça?

Em um novo estudo, publicado no American Journal of Medicine, eles analisaram 98 pessoas que sofriam de enxaqueca crônica. O que significa que elas tiveram de dois a 15 dias de crises por mês durante pelo menos três meses antes do experimento. Cada participante respondeu a perguntas sobre seu histórico médico e a ingestão típica de cafeína . E selecionou uma lista de gatilhos de enxaqueca que eles acreditavam que eram comuns para eles. Como consumo de cafeína, falta de sono ou mudanças no clima.

Em seguida, todos atualizaram um diário por seis semanas. Lá, anotaram quantas doses de cafeína consumiam – nas xícaras de café, de chá, refrigerantes ou bebidas energéticas – quanta atividade física faziam e como eram seus níveis de estresse e horários de sono.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiram três ou mais porções de cafeína em um determinado dia eram 40% mais propensos a ter uma enxaqueca naquele dia ou no dia seguinte. No entanto, consumir de uma a duas porções de cafeína não surtia o mesmo efeito.

Por que excesso de café dá dor de cabeça?

Isso têm a ver com a ligação entre a cafeína e uma substância química nas células cerebrais chamada adenosina. Ela, além de fazer com que você se sinta sonolento, também desempenha um papel na diminuição da sensação de dor, segundo o estudo. A estrutura das moléculas de cafeína é semelhante aos receptores de adenosina que ficam no cérebro. Então elas são capazes de se ligar a eles, bloqueando os efeitos da adenosina.

“A cafeína pode ser benéfica e prejudicial”, disse Elizabeth Mostofsky, co-autora do estudo de Beth Israel Deaconess Medical Center’s Cardiovascular Epidemiology Research Unit, à Runner’s World US. Por exemplo, a pesquisa descobriu que muita cafeína levou a enxaquecas. Mas doses mais baixas da substância são usadas em alguns medicamentos para aliviar a dor de cabeça.

Conclusões

Homem feliz com xícara de café na mão
shutterstock
Se você quiser se ver livre das crises de enxaqueca, precisará dar uma moderada no consumo diário de café

Embora os pesquisadores não tenham certeza de como a cafeína pode funcionar tanto como analgésico quanto como desencadeador, eles acreditam que fatores como dose, frequência e hábito contam.

“Para aqueles que normalmente bebiam menos de uma dose de cafeína por dia, duas ou mais porções eram prejudiciais”, explicou. Para aqueles que normalmente bebiam mais de uma dose de cafeína por dia, três ou mais porções eram prejudiciais. Café em excesso dá dor de cabeça sim, segundo o estudo. Por outro lado, a falta dele em quem já consome também pode provocar o incômodo.

“Além disso, a cafeína pode fazer você urinar mais. O que pode te deixar desidratado. A desidratação, por sua vez, também pode causar dores de cabeça ”, disse Mostofsky.

Então, exagerar na cafeína, ou beber mais do que você está acostumado, pode causar crises de enxaqueca. Mas o mais importante? Tomar café em quantidade moderada – como uma ou duas xícaras de café por dia – não vai gerar nenhum transtorno nesse sentido.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer? Entender a doença é fundamental

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O dia 21 de setembro foi a data escolhida para a conscientização sobre a doença de Alzheimer em todo o mundo. Caracterizada pela perda gradual da memória, a doença atinge 47 milhões de pessoas e, até 2050, a estimativa é que esse número atinja os 75 milhões. Os dados são da Organização Mundial de Saúde – OMS. 

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Thinkstock/Getty Images
Alzheimer muitas vezes é confundido com uma perda de memória, mas é vai muito além disso

Leia mais: Adesivo que auxilia tratamento para Alzheimer é distribuído gratuitamente no SUS

A babá Kátia Candeia acompanha a doença de Alzheimer de perto. Sua mãe, Emília Candeia, de 76 anos, foi diagnosticada com a doença há cinco anos e, desde então, requer cuidados constantes. Para Kátia, a maior das dificuldades foi descobrir que conviveria com uma doença sobre a qual pouco conhecia. 

“Eu já tinha ouvido falar, já sabia que afetava a memória , mas até saber que minha mãe estava com a doença não sabia o quanto era sério ou que precisava ser feito. Quando fiquei sabendo, entrei em pânico”, recorda Kátia. 

De acordo com o médico geriatra Natan Chehter, o caso da família Candeia é uma realidade em muitos outros lares do país, que ainda convivem com a desinformação sobre a doença e têm sua dor agravada. “No Brasil, o diagnóstico do Alzheimer costuma ser tardio porque existe uma crença de que a perda de memória, principalmente na velhice, é normal. Entender a existência da doença é fundamental para saber o que deve ser feito e entender seus limites”

Leia mais: No Alzheimer, depressão pode vir antes da perda de memória

Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer?

Hoje, Kátia e Emília vivem uma dinâmica organizada que visa a melhor qualidade de vida possível para a mais velha. “Ela não pode ficar sozinha em casa e precisa da nossa ajuda para a maioria das tarefas. Também não posso deixar por perto facas, fósforo ou nada com o que ela possa se machucar”, diz a filha. “Apesar disso, estamos sempre conversando e passeando juntas”.

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O acompanhamento atento está entre os cuidados recomendados pelo geriatra, que também aconselha uma atenção especial ao ambiente de quem convive com a doença. “Com a progressão do Alzheimer , é fundamental estar atento ao lugar em que a pessoa vive. Observar fios desencapados, objetos cortantes, lugares muito altos ou qualquer instalação que possa causar acidentes”.

E como acontece a progressão do Alzheimer?

Um das características da doença de Alzheimer é a piora progressiva dos sintomas. A evolução pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave. A associação Brasileira de Alzheimer, porém, alerta para o fato de que em muitos casos sintomas caracterizados em diferentes fases se mesclam no mesmo período. 

As principais características da fase leve são a perda da memória recente; dificuldade de se expressar (problemas de linguagem); facilidade para se perder, mesmo em locais familiares; dificuldades em saber os dias e horários, entre outros sintomas. 

Já na fase moderada, os sintomas ficam mais graves, afetando atividades cotidianas. Dificuldades para cozinhar, fazer compras, lembrar nomes e eventos importantes estão entre os problemas mais comuns. Além disso, problemas de ordem de comportamento como depressão e agressividade podem acontecer, uma vez que o paciente começa a enxergar-se dependente de terceiros. 

A fase mais grave, estágio final da doença, envolve dificuldades para comer, caminhar, falar, incontinência fecal e urinária. Essa fase pode demorar até 12 anos para chegar após o diagnóstico inicial e, de acordo com o profissional, exige maturidade e paciência dos familiares. 

Existem maneiras de evitar o avanço da doença? 

Sim. Embora seja uma doença neurodegenerativa e sem cura, existem tratamentos que podem minimizar os distúrbios, retardar a evolução do Alzheimer e prolongar a qualidade de vida dos pacientes. 

Leia mais:  Planos de saúde individuais e familiares podem ter reajuste com base no IPCA

Leia mais: Estudo lista 5 ‘regras de ouro’ para prevenir demência 

No Brasil, o tratamento multidisciplinar para a doença, assim como os medicamentos que barram o avanço dos sintomas, é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Quais são os fatores de risco para o Alzheimer? 

De acordo com o Ministério da Saúde, existem alguns fatores de risco para a doença. Identificá-los pode permitir um diagnóstico precoce desses grupos. Saiba quais são: 

– A idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu de Alzheimer ;

– Baixo nível de escolaridade: pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais.

Fonte: IG Saúde
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