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Barra Seca “muda de cidade” e moradores reclamam de abandono no Norte

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O balneário, que sempre pertenceu a Linhares, agora faz parte de São Mateus após uma lei municipal que atualizou a divisa entre os dois municípios do Norte do Estado. No entanto, a comunidade não aceita a alteração e diz que serviços como iluminação e coleta de lixo estão precários

LINHARES (ES) – Uma alteração de divisa causou uma grande confusão entre os moradores de Barra Seca: o balneário, que sempre pertenceu a Linhares, agora faz parte de São Mateus. A lei é de 2016, mas há poucos meses a população foi informada. Desde então, a comunidade enfrenta problemas na coleta de lixo e na iluminação. Segundo eles, os serviços são precários e nenhuma prefeitura soluciona.

O vice-presidente da Associação de Moradores e Pescadores de Barra Seca, Flávio Messias, disse que a população tomou ciência da mudança de cidade há cerca de três meses. “Todos os nascidos aqui há mais de 100 anos são registrados em Linhares, as escrituras de terra da nossa região são todas registradas em cartórios de Linhares. Para nós, foi uma grande surpresa a decisão dessa lei estadual que nos coloca no município de São Mateus”, afirmou.

Revoltados com a decisão do governo estadual, os moradores se reuniram na semana passada para assinar um abaixo-assinado. “A comunidade não se sente mateense. Temos por São Mateus um profundo apreço, mas somos linharenses, queremos continuar em Linhares, queremos continuar tendo o serviço que estão interrompidos por aqui por não ser mais de Linhares. A comunidade fez o abaixo-assinado para encaminhar ao governador do Estado e ao senhor prefeito de Linhares, para que eles possam tomar as providências. Se não resolvermos, vamos entrar com uma ação judicial contra o governo do Estado, contra essa lei, contra essa decisão”, explicou Messias.

ILUMINAÇÃO E LIXO

Um dos problemas enfrentados no balneário é a falta de iluminação pública. À noite, as ruas ficam escuras. Para os moradores, desde que a região deixou de pertencer a Linhares, tudo virou uma bagunça e eles não sabem a quem recorrer. “Nós fomos pegos de surpresa com essa lei, a gente não sabe de nada e todos nós ficamos ao Deus-dará”, lamentou a aposentada e moradora de Barra Seca, Maria de Lurdes Fregona.

O recolhimento de lixo também ficou prejudicado. Nas ruas da localidade é possível encontrar muito entulho acumulado. O aposentado Domário Ferreira Mascarenhas contou que já acionou a Prefeitura de São Mateus para pedir a coleta de lixo e de entulho, mas não consegue respostas. “Em São Mateus não falam nada, eles não se responsabilizam. Está ruim para nós, tem que reverter essa lei”, afirmou.

TURISMO

Além dos problemas na iluminação pública e na coleta de lixo, a comunidade ainda teme que o turismo na região fique ameaçado.

Isso porque o balneário conta com a única praia de naturismo do Espírito Santo e, sem melhorias na infraestrutura, o medo é que os turistas não curtam o local durante o verão.

“Já são 22 anos trabalhando e divulgando a praia, conseguimos colocá-la no mapa brasileiro e depois no mapa mundial. Perder tudo isso por conta de uma briga de divisa de município é lamentável”, afirmou o aposentado Geraldo Magela Bichara.

OUTRO LADO Procurados pela reportagem, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) confirmou que a alteração geográfica aconteceu em 2016 e que Barra Seca, antes ligada a Linhares, agora pertence a São Mateus.

Sobre iluminação pública, manutenção e instalação de novos pontos, a EDP informou que é responsabilidade da prefeitura municipal. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) emitiu um documento para os moradores do balneário para justificar o não comparecimento para fazer o serviço porque a responsabilidade não é mais de Linhares.

A Prefeitura de São Mateus disse que enviou as demandas da comunidade para a Secretaria Municipal de Obras para que adotem as medidas necessárias. Já a Prefeitura de Linhares explicou que, devido à lei estadual, não pode prestar serviços em Barra Seca.


(*TV Gazeta Norte)

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Regional

Tragédia em Linhares: Pai de Kauã passa por exames e é levado para presídio

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LINHARES  (ES) – O empresário Rainy Butkovsky, pai biológico de Kauã Salles Butkovsky — que foi preso após discutir com um juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, nesta terça-feira (19), em Linhares — passou por exame de corpo de delito no Serviço Médico Legal (SML) de Linhares e depois foi levado para a Penitenciária Regional de Linhares.

Ele chegou no local pela manhã e saiu por volta das 9h50 acompanhado de outros presos que passaram pelos mesmos exames. À reportagem, o advogado do empresário, Síderson Vitorino, declarou que irá pedir um relaxamento da prisão.

“Produzimos um habeas corpus em Vitória, que ficou pronto por volta de 4 horas. Pelo avançar do horário, nós não ativamos o juiz de plantão. Vamos fazer um pedido de relaxamento de prisão, combinado com pedido de liberdade provisória sem fiança ou combinado com pedido de liberdade com fiança, se o juiz que receber o processo entender dessa forma”, declarou.

O pedido será feito no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, no Norte do Estado. “Já mandei a peça para a Dr. Lharyssa (advogada em Linhares) e deve ser entregue à Justiça agora ao meio-dia, com a abertura do fórum de Linhares”, pontuou.

O CASO
Rainy e familiares estavam desde cedo no local para acompanhar a audiência de instrução que interrogou, pela primeira vez, os pastores Juliana Salles e Georgeval Alves, acusados pelos assassinatos dos irmãos Kauã e Joaquim.

Ao fim da audiência, por volta das 15h30, houve uma discussão entre Rainy e o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Carlos Abad, do lado de fora do Fórum de Linhares, e foi dada a ordem de prisão. O juiz não tem relação com a audiência do caso dos irmãos mortos.

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Rainy resistiu à detenção, o advogado dele chegou a colocá-lo dentro de um carro, e o juiz reforçou aos policiais militares presentes que foi dada a ordem de prisão. O empresário continuou resistindo à prisão e chegou a correr na região do fórum, mas acabou imobilizado por policiais e detido. Ele foi levado para a Delegacia Regional de Linhares.

O QUE DIZ O JUIZ SOBRE CONFUSÃO

Em entrevista à reportagem, o juiz disse que saiu do fórum para checar uma confusão que ouvia do lado de fora, e que viu Rainy e outros companheiros dele chutando um veículo de cor prata, usado pelos advogados e pela pastora Juliana, ameaçando as pessoas de morte.

“Eu estava presidindo a minha audiência no Tribunal do Júri, quando ouvi um burburinho do lado de fora. Saí para ver do que se tratava e vi uma pessoa cercada de vários companheiros, e ele (Rainy) estava chutando um carro prateado e ameaçando de morte as pessoas que o estavam vendo. Fiquei parado observando, essa pessoa (Rainy) passou por mim com olhar ameaçador, andou 20 metros, parou, virou, olhou para mim novamente e começou a dizer: ‘Não é só você que tem arma não’. Eu continuei olhando para ele, não sabia nem quem ele era. Quando ele olhou para mim de novo e disse: “É você mesmo’ e colocou a mão na região da genitália e balançou. Dei voz de prisão a ele”, afirmou o juiz Carlos Abad.

O QUE DIZ A DEFESA DE RAINY

O advogado Síderson Vitorino diz que a prisão não tem legalidade e que o juiz levou a erros os policiais militares que faziam a segurança do fórum. “Não há nem que se fazer defesa hoje aqui porque não existiu crime”. Veja na íntegra:

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“Estão sendo ouvidas ainda algumas das partes envolvidas. Logo após nós vamos fazer a nossa representação contra o juiz e espero que meu cliente não fique custodiado porque não tem qualquer tipo de legalidade na voz de prisão emanada do juiz, o que levou inclusive a erro os PMs que estavam ali fazendo a segurança do local. O juiz induziu a erro os PMs, dizendo que houve desacato à autoridade. Esta foi a argumentação dele. Por isso o juiz deu voz de prisão, mas para que exista desacato, tenho que produzir um descumprimento de ordem ou um ultraje à pessoa em função do cargo. Isso quer dizer que se, em uma hipótese, eu colidir contra o carro do juiz, no trânsito, ali não existe desacato, porque ali são dois motoristas. Se eu encontro com um policial na feira e ali existe um entrevelo entre nós dois, por conta de alguma coisa do cotidiano, não existe desacato porque ali são duas pessoas iguais, pares. E não existiu também desacato hoje porque Rainy entendeu que aquele senhor que estava ali, trajando calça jeans e camiseta, era um dos seus pares, que estava ali passando pela rua. Não foi dentro do ambiente do Fórum. Ele não desacatou um juiz dentro do Fórum. Insurgiu contra ordem de uma pessoa que ele não sabia quem era e nem poderia pressupor, que estava de calça jeans e camiseta do lado de fora do Fórum. Não há nem que se fazer defesa hoje aqui porque não existiu crime, meu cliente não cometeu nenhum tipo de crime. Se ele tivesse cometido crime, aí sim poderia se falar em defesa. Mas o que nós estamos fazendo aqui na delegacia é produzir uma representação contra o magistrado”.

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MÃE DE RAINY QUESTIONA A JUSTIÇA

A mãe de Rainy, Marlúcia Butkovsky questionou a atuação do juízes e pediu novamente por justiça após a prisão do filho. Para ela, não houve motivo que justificasse a ação. “Que juízes são esses que não estão a favor da sociedade? Porque desde cedo mandaram tirar nossas faixas. Nós estamos aqui pedindo justiça por duas crianças que foram mortas por um pai e um padrasto e por uma mãe omissa. Ela está solta e o meu filho está preso. Que justiça é essa?”, declarou a avó do menino Kauã.

(Gazetaonline.com.br)

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