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Augusto Heleno fala em “chantagem” do Congresso e sugere chamar povo à rua

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Marcos Corrêa/PR

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional,Augusto Heleno, fala em chantagem do Congresso Nacional


A pressão do Congresso para derrubar os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao orçamento impositivo e controlar parte dos recursos de 2020 elevou a tensão no governo na reunião de ministros na terça-feira no Palácio da Alvorada . Irritado, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional , Augusto Heleno , bateu na mesa, afirmou que o governo não deve ceder “às chantagens” do Congresso e orientou o presidente a “convocar o povo às ruas”. Bolsonaro, porém, pediu cautela e aconselhou a articulação política a costurar novo acordo.

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A demonstração da irritação de Augusto Heleno com a pressão do Congresso em controlar parte do orçamento impositivo começou logo cedo, às 8h, durante cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada. Heleno questionou que o governo estava “negociando uma rendição” ao aceitar que o Congresso derrubasse parte dos vetos do presidente e pediu que os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, refizessem a negociação com o Congresso para tentar manter todos os vetos.

Em áudio captado em transmissão ao vivo da Presidência pela internet, Heleno avaliou que o Executivo não pode aceitar “chantagens” do Parlamento o tempo todo. 

“Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”, disse Heleno, na presença de Guedes e Ramos.

Na reunião do Conselho do Governo, no Palácio da Alvorada, o ministro do GSI expôs novamente o incômodo do presidente em permitir que o Congresso derrube seus vetos e controle R$ 30 bilhões no orçamento de 2020. A preocupação de Bolsonaro, segundo aliados, é de que começará a governar em um sistema de parlamentarismo. Durante o evento com ministros, Heleno deu voz à irritação do presidente, afirmou que o governo não pode ficar “acuado” às pressões do Congresso e que, se preciso, o povo deve ir às ruas manifestar.

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A costura do novo acordo começou a ser trabalhada no início da noite de terça-feira na residência oficial de Davi Alcolumbre. Na presença de Maia, a equipe econômica e a articulação política assumiu o compromisso de convencer Bolsonaro a enviar um projeto de lei alterando o Orçamento para tornar R$ 15 bilhões que estavam carimbados como “emenda do relator” em verbas disponíveis aos ministérios. O acordo anterior previa R$ 11 bilhões.

Se derrubar todos os vetos, o Congresso terá o controle de R$ 30 bilhões. A nova costura prevê agora que R$ 10 bilhões fiquem sob o poder de deputados para serem aplicados em políticas públicas em hospitais, construções de escolas; outros R$ 5 bilhões serão distribuídos pelos senadores, R$ 11,6 bilhões retomam para o Ministério da Economia e R$ 3,8 bilhões ficariam sob a responsabilidade da Secretaria de Governo em comum acordo com o relator do orçamento, deputado federal Domingos Netto (PSD-CE), para ser repassados à área de educação.

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Pessoas próximas ao presidente têm aconselhado a não brigar com o Congresso. Nas conversas reservadas, conselheiros usam exemplo da história da política, como os ex-presidentes Dilma Rousseff e Fernando Collor, que sofreram impeachment depois de embates com o governo. Aliados argumentam que o governo precisa trabalhar unido com o Congresso, caso contrário o presidente pode ser impedido de trabalhar.

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Especialista dá dicas para manter equilíbrio mental

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É normal, em meio à pandemia do novo coronavírus, se preocupar com a saúde, a família, a economia e a vida social – que agora sofre com restrições. O exagero, porém, pode trazer consequências graves à nossa saúde mental. Finalizando nossa série de reportagens sobre como manter a mente saudável em meio ao isolamento social, o Portal Web Ales conversou com a psicóloga especializada em terapia comportamental pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento (ITCR-Campinas) e doutora em Psicologia pela Ufes, Carolina Brito.

Como manter a saúde mental durante o confinamento
Crianças confinadas: o ócio que gera aprendizado
Como trazer sentimentos positivos para idosos isolados

Na entrevista, ela fala sobre limites para consumo de notícias sobre a doença, as diferenças de necessidades, de acordo com a classe social, e também dá dicas para casais manterem o relacionamento saudável. Confira:

Que impacto essa situação de quarentena tem sobre nossa saúde mental?

É importante frisar que os impactos podem ser diferentes de acordo com cada contexto: existem pessoas que têm profissões que não podem parar e fazer a quarentena, estão expostos ao risco, e lidar com isso pode trazer consequências imensas, com o aumento de estresse neste período e que pode perdurar até mesmo quando cessar a pandemia. Se você está tendo a possibilidade de fazer o isolamento, de que forma isso está sendo feito? Porque a realidade em classes sociais diferentes é muito distinta. Enquanto a classe média e classe alta se impactam mais com a ausência de álcool gel, os de classe baixa se impactam mais com a impossibilidade de trabalhar.

Então, de uma forma geral, grande parte dos impactos referem-se a uma imposição de restrição da liberdade – você passa a sentir falta de fazer coisas que até então você não tinha o hábito de fazer, mas tinha a possibilidade de fazer. Por outro lado, a vivência em um período de tantas incertezas aumenta a sensação de medo. O medo é importante para a sobrevivência da nossa espécie: precisamos, sim, ter medo, até para não nos expormos excessivamente aos riscos e mudar os nossos hábitos, inclusive de higienização e distanciamento social. Mas a intensidade desse sentimento deve ser regulada.

O ser humano é forçado a se adaptar a essas situações. Como dizia Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Então, faz-se necessário colocar isso em prática agora e criar uma rotina alternativa para esse período, que minimize a intensidade desses sentimentos negativos.

Quais sentimentos essas mudanças repentinas na rotina podem desencadear?

Podem gerar diversas consequências, tais como aumentar o estresse e gerar principalmente sintomas de ansiedade e depressão, como angústia, sensação de falta de pertencimento, irritação, falta de concentração, medo de morrer, medo de perder o emprego.

Quais as orientações e as dicas para minimizar o desconforto provocado pelo isolamento social?

É importante as pessoas que estão em isolamento perceberem que não é um período de férias. Tem-se mais tempo livre, e é natural nos engajarmos em atividades que não eram tão rotineiras, como organizar a casa, maratonar as séries, ver os filmes que concorreram ao Oscar, fazer passeios virtuais por museus e atrações turísticas. Mas é de extrema importância se engajar em uma rotina associada à que você tinha antes da pandemia e aos seus objetivos de vida. Até porque, quando o isolamento passar, retomar a rotina bruscamente pode ser um fator estressor.


Segundo psicóloga, para evitar vulnerabilidade emocional, é preciso que casais aumentem diálogo nesse período (foto: arquivo pessoal)

Então, por exemplo, se você tinha como objetivo conseguir uma promoção no seu trabalho, agora você tem a possibilidade de se capacitar aprendendo ferramentas novas que vão te aproximar deste foco. E tudo isso em plataformas online e muitas vezes gratuitas, dá para fazer pelo celular e pelo computador. Além disso, a manutenção de atividades que se fazia anteriormente é importante: se você ia à igreja toda semana, assista às transmissões online; se você ia à academia diariamente, pratique atividades em casa com o auxílio de aplicativos gratuitos ou vídeos do Youtube; mantenha a terapia na modalidade online, é necessário cuidar da saúde mental também.

Quais os limites para o consumo de conteúdos sobre a pandemia?

O excesso de preocupação gera uma necessidade de consumo de conteúdos sobre a pandemia, então você se desconcentra das atividades que estão previstas na sua rotina e busca informações – nem sempre em fontes confiáveis – e acaba se mantendo por muito tempo nessa busca e gerando novamente um excesso de preocupação. E muitas vezes você acaba repassando as informações em outros grupos de Whatsapp, gerando mais pessoas com preocupação e acessando mais informações sobre o coronavírus. Vira uma bola de neve. Então, se estiver inevitável para você acompanhar as notícias sobre o andamento da pandemia, tire apenas uma hora por dia para fazer isso e, neste tempo, acesse informações de fontes confiáveis. Essa limitação de tempo vai fazer com que a ansiedade e as preocupações diminuam.

Você também trata de casais. Como os casais devem se portar para evitar uma crise no casamento?

Os casais devem observar que existe uma situação que gera uma vulnerabilidade emocional, e que, diante disso, tende-se a agir com maior intensidade nas emoções: ao invés de conversar, já começa-se a falar em tom de acusação e com o tom de voz mais elevado. Então, para evitar que a vulnerabilidade emocional deste momento afete o relacionamento, é de suma importância que se aumente o diálogo e que cada membro do casal consiga ter mais empatia com o outro, se colocar no lugar do outro e tentar entender o motivo de ele estar agindo de forma diferente da habitual.

As atividades juntos são importantes, então chame seu parceiro para praticar exercício, ver um filme, ouvir uma música, tomar um vinho. Mas também dê liberdade para atividades prazerosas que não são comuns do casal. E devemos lembrar que existem casais que não estão em isolamento juntos, então o uso da tecnologia pode favorecer. As mesmas atividades que você proporia caso ele estivesse próximo, proponha para fazerem juntos, à distância, conectados pela internet.

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