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Esportes

Atualização e evento-teste agitam judô paralímpico em Tóquio

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Entre os dias 6 e 17 de março, Tóquio – a sede dos próximos Jogos Paralímpicos – recebe o evento-teste do judô para deficientes visuais. Definida com seis nomes, a seleção brasileira da modalidade embarca no início de março para o Oriente já no clima de Paralimpíadas. “É reta final. Cada competição, cada treino, cada intercâmbio já dá aquela sensação de concentração para os jogos”, garante Alana Maldonado.

Paulista de Tupã, aos 24 anos, a judoca da classe B2 (com percepção de vultos) se manteve no topo do ranking da categoria até 70 kg, na atualização mais recente da lista. ” É um incentivo a mais. Quero continuar na liderança até os Jogos para ser cabeça de chave. Quero ir com tudo para buscar esse ouro”, projeta a medalhista de prata na Rio 2016.

Outra atleta que está arrumando as malas para ir para o Japão é Giulia dos Santos Pereira. ” É uma alegria imensa estar nesse grupo, poder lutar no Japão, berço do Judô, antes das Paralimpíadas. Quero aproveitar ao máximo todas oportunidades”.

Palavras serenas dignas de uma veterana. Mas, na verdade, ela é uma das caçulas do grupo. A paulista do Guarujá, de 20 anos e da classe B1 (cegueira total) até 48 kg, foi responsável por um dos maiores saltos de brasileiros no novo ranking mundial (saiu de 20ª do mundo para 16ª). ” É o trabalho sendo reconhecido. Fico feliz. Mas ainda temos esses abertos do Japão, da Inglaterra e do Azerbaijão antes dos Jogos. E preciso ir bem para classificar.” completa a medalhista de ouro dos Jogos Parapan-americanos de Lima em 2019.

As duas competições que fecharão o ranking para as Paralimpíadas são: o Grand Prix Nottingham, na Inglaterra, de oito a 14 de abril; e, de sete a 13 de maio, o Grand Prix de Baku (Azerbaijão).

No judô, os Jogos Paralímpicos de Tóquio (de 25 de agosto a seis de setembro) contarão com 80 vagas para os homens e 58 para as mulheres na Paralimpíada, que distribuirá medalhas em 13 categorias. Cada seleção nacional pode ter, no máximo, sete homens e seis mulheres classificadas.

Confira a relação de convocados:

Giulia dos Santos Pereira (- 48 kg): Cesep/SP

Karla Ferreira Cardoso (- 52 kg): Ceiibc/RJ

Lúcia da Silva Teixeira Araújo (- 57 kg): Cesec/SP

Alana Martins Maldonado (- 70 kg): Amei/SP

Meg Rodrigues Emmerich (+ 70 kg): IRM/PR

Rebeca de Souza Silva (+ 70 kg): Amei/SP

Comissão Técnica

Alexandre de Almeida Garcia: técnico

Jaime Roberto Bragança: técnico

Bruna Bosco de Melo: médica

Receita

Às vésperas de completar cinquenta anos e ainda com sede de vitória, esse é Antônio Tenório. “Não posso dizer que o melhor presente seja a medalha. Acho que é poder competir bem e ser estratégico na hora certa”. Essa é receita do Antônio Tenório, um dos maiores nomes do esporte paralímpico do Brasil (dono de quatro ouros, uma prata e um bronze), para se dar bem na sétima Paralimpíada da carreira.

“É muito foco e sempre com muito respeito aos meus adversários. Eu nunca os subestimo. Procuro avaliá-los durante todo ciclo para buscar o melhor nas Paralimpíadas. Aconteceu isso de 2012 a 2016. E não vai ser diferente dessa vez. Estou entre os quatro primeiros no ranking da categoria até 100 kg. Quero manter essa posição até os jogos para tentar uma posição legal no chaveamento. E lá, dentro das quatro linhas, pesa muito o conhecimento adquirido durante os últimos quatro anos de trabalho. Eu quero muito estar entre os três primeiros e ficar mais uma vez no pódio.”

Seja o sul-coreano Gwanggeun Choi (ouro na Rio 2016), ou o cubano Yordani Fernandez Sastre (bronze na Rio 2016) ou o inglês Christopher Skelley (atual líder do ranking mundial). Para Tenório, todos adversários podem atrapalhar a busca pelo objetivo. ” Todos incomodam. Pode ser o mais fraco, na teoria, ou o mais forte. Em um milésimo de segundo você pode levar um golpe e “jogar fora” todo o trabalho de quatro anos. Então, vou preocupa com todo mundo, luta a luta, momento a momento. Até o juiz confirmar a minha vitória.”   

Europa – Abertura da temporada no Velho Continente

Torneio na Alemanha (German Open) e dois intercâmbios (na própria Alemanha e na Espanha). Foi com esse cronograma que os judocas nacionais abriram 2020. Na cidade alemâ de Heidelberg, 10 dos 11 brasileiros conseguiram pódio.

Três ouros com os pesados Wilians Araújo (+ 100 kg) e Meg Emmerich (+ 70 kg), além de Alana Maldonado (- 70 kg). “Dá uma animação maior. Mostra que o trabalho está sendo bem feito. Os treinamentos por lá também foram super importantes. Essa troca com atletas de outros estilos é sempre boa. Para mim, esse foi o melhor período de treinos no exterior” comenta Alana.

Ficaram com a prata Lúcia Teixeira (- 57 kg), Maria Núbea Lins (- 52 kg) e Rebeca Silva (+ 70 kg). Já Arthur Silva (- 90 kg), Harlley Arruda (- 81 kg), Thiego Marques (- 60 kg) e Antônio Tenório (- 100 kg) faturaram o bronze. ” Como abertura do ano foi legal para conhecermos o atual nível dos nossos adversários “, avaliou o dono de seis medalhas paralímpicas.

“Pude rever o técnico português Pedro Dias, atleta olímpico em Pequim 2008. Tive a oportunidade de ficar cinco dias treinando com ele. Quando eu fui graduada com a faixa amarela foi ele que fez a troca. Tenho uma admiração enorme por ele. Tive a chance também de treinar com a espanhola Maria Gómez. A conhecida lá mesmo. Ela é super forte e do meu peso. Foi um treino super estratégico.” lembra a jovem Giulia, que também fez parte do grupo nacional na Europa.

“O saldo é positivo, os resultados foram ótimos. Mas temos a consciência de que há pontos a evoluir para as duas últimas competições que marcam pontos para o ranking mundial e classificar o maior número de categorias para os Jogos Paralímpicos”, disse o técnico Jaime Bragança.

Edição: Maria Claudia

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Esportes

Marcelo Melo admite situação adversa e apoia cancelamento de Wimbledon

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Principal tenista brasileiro da atualidade, Marcelo Melo se pronunciou nesta sexta-feira (3) sobre o cancelamento da edição deste ano do torneio de Wimbledon, uma das quatro maiores competições do circuito da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), os chamados Grand Slams. A competição, suspensa em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19), não será disputada pela primeira vez desde 1945, último ano da Segunda Guerra Mundial.

“É uma notícia triste para nós, tenistas, e para os fãs do torneio e de tênis. É um dos meus torneios favoritos, principalmente depois do título (de duplas) que a gente (ele e o polonês Lukasz Kubot) teve lá em 2017. Mas, a gente entende que a situação é adversa. Agora não tem realmente como ir lá (Londres, Reino Unido) jogar o torneio. Vamos ter que esperar mais um ano para voltar ao templo sagrado”, declarou.

Ouça na Rádio Nacional

 

O mineiro de 36 anos não joga desde 24 de fevereiro, quando foi campeão de duplas no ATP de Acapulco (México) ao lado de Kubot. Na ocasião, eles venceram os colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, atualmente os dois melhores paceiros do ranking mundial, por 2 sets a 1. O brasileiro está nos Estados Unidos, em Tampa, na Flórida, para onde viajou no início de março após o título, mas os torneios que jogaria foram cancelados.

“Não tenho certeza de quando a gente voltará a jogar”, reconheceu Marcelo, após a ATP ter prorrogado a suspensão do circuito até, pelo menos, 13 de julho. “A gente espera que essa situação termine o quanto antes para voltar às quadras”, concluiu o atleta, atualmente em quinto no ranking mundial de duplas.

Antes dele, o Brasil já havia alcançado o topo em Wimbledon com Maria Esther Bueno. A tenista, que faleceu em 2018, foi tricampeã de simples (1959, 1960 e 1964) e pentacampeã de duplas (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) no torneio britânico.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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