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Assessores já admitem que Bolsonaro pode não ir à ONU

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Alan Santos/PR – 1.9.19

Assessores já admitem que Bolsonaro pode não ir à ONU

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter afirmado há duas semanas e reiterado nesta segunda-feira (16) que iria à 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas “nem que fosse de cadeira de rodas”, integrantes do Palácio do Planalto já admitem que o chefe do Executivo pode não comparecer ao evento na próxima semana em Nova York, nos Estados Unidos. Oficialmente, as razões alegadas são apenas restrições médicas. Bolsonaro se recupera de uma cirurgia para correção de uma hérnia, realizada no dia 8 de setembro.

Leia também: Bolsonaro sanciona projeto que amplia posse de arma para propriedade rural

Entretanto, antes mesmo do procedimento médico, alguns assessores de Bolsonaro avaliam, reservadamente, que, após polêmicas envolvendo as queimadas da Floresta Amazônica, há também um risco político pelas possibilidades de protestos.

Entre os auxiliares e familiares do presidente, existe uma divergência sobre a ida ou não à ONU . A equipe médica que realizou a última cirurgia e pessoas próximas a Bolsonaro recomendam que ele não viaje para se preservar. Interlocutores disseram à reportagem que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro , tenta convencer o marido a cancelar a viagem.

Outro grupo defende que o momento é fundamental para o governo Bolsonaro se posicionar perante à comunidade internacional e fazer uma defesa pública da soberania da Amazônia , após o embate com o presidente francês Emmanuel Macron , que disse que não assinará o acordo da União Europeia com o Mercosul se o país por não preservar a floresta. Bolsonaro, por sua vez, “quer ir de todo jeito”, segundo o relato de um auxiliar.

Um outro assessor disse que, na tarde desta terça, as chances de ida aos Estados Unidos diminuíram. No início da noite, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, admitiu que a ida de Bolsonaro à ONU está “sob análise”. Segundo ele, o aval só será dado após Bolsonaro ser submetido a uma nova avaliação da equipe médica na sexta-feira pela manhã. Rêgo Barros destacou que o presidente tem uma boa recuperação e afirmou que a viagem está “praticamente definida.”

— A viagem do presidente está sob a análise, praticamente definida, mas ainda sob a análise em participar no quesito avaliação médica, que ocorrerá na próxima sexta-feira — informou o porta-voz.

Questionado pelo GLOBO se a viagem dependerá do resultado da avaliação, o cirurgião Antonio Luiz Macedo também deixou a ida do presidente em aberto:

— Eu não sei ainda se ele vai para os Estados Unidos não — declarou Macedo, que embarcará de São Paulo para Brasília às 7h da sexta-feira.

Na tarde desta terça-feira, o Palácio do Planalto retirou da previsão da viagem a passagem por Dallas, no Texas, onde ele teria um rápido encontro com empresários ligados ao setor militar dos Estados Unidos no aeroporto.

Também foram suspensas reuniões bilaterais com os sete chefes de Estados que ainda estavam sendo alinhavados. Saíram da programação encontros com o o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson , e com o presidente Donaldo Trump, do Estados Unidos, além de conversas com os líderes de Polônia, Colômbia, Peru, Ucrânia e África do Sul .

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) esteve no Palácio da Alvorada durante evento nesta terça e gravou um vídeo no local pedindo que o presidente não vá a Nova York para cuidar da saúde. Ela disse ter notado que Bolsonaro está pálido e emagreceu desde a última operação. “Se você tiver alguém na família que tenha feito 4 cirurgias em 1 ano, entenderá”, escreveu a parlamentar no Twitter.

Por enquanto, o embarque da comitiva brasileira, com ministros e parlamentares, além de Bolsonaro está prevista para segunda-feira, dia 23, às 8h, com chegada em Nova York, às 16h. A volta ao Brasil deve ocorrer no dia 25.

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Covid-19: Pelo 4º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes em 24h

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mulher internada com respriador no rosto
Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Total de mortes por Covid-19 no país é de 35.026 e casos chegam a 645.771

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira, 5, o Brasil registrou 1.005 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas. É o quarto dia consecutivo em que o país registra mais de mil mortos. O total agora é de 35.026. O aumento é de 2,8 %.

Os dados da pasta apontam ainda que o Brasil tem 645.771 contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que 30.830 foram registrados nas últimas 24 horas. O aumento equivale a 4,7 %.

Desde a última quarta-feira, a pasta tem atrasado a divulgação dos dados oficiais da Covid-19 em seu portal. Prevista para às 19h, o levantamento tem sido divulgado às 22h. 

Por meio de nota da assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde justificou que os dados são analisados e consolidados pela pasta junto aos gestores locais. O ministério diz ainda que “tem buscado ajustar a divulgação” dos dados publicados dirariamente. 

O formato do boletim epidemiológido sofreu mudanças na noite de hoje. Os números de casos e mortes acumulados no país e por estado não foram somados em sua totalidade. Foram apenas registrados os números das últimas 24 horas. Também não foi registrado o número de óbitos dos últimos três dias.

Por esse motivo, a divulgação dos números foi propositalmente atrasada. O presidente Bolsonaro disse hoje no Palácio da Alvorada que o correto seria divulgar os dados consolidados no dia. ” Ninguém tem que correr para atender a Globo “, disse.O  portal do novo coronavírus do Ministério da Saúde está em manutenção e não disponibilizou os dados de hoje.

tabela epidemiológica do ministério da saúde

Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela epidemiológica do Ministério da Saúde de hoje, 5, foi divulgada sem contagem total de número de casos e mortes no país e por estado

Uma estimativa dos números foi divulgada pelo Portal G1 . A rede de comunicação faz apuração própria todos os dias junto às Secretarias de Saúde dos estados. Desde ontem, o  telejornal passa a divulgar seus próprios dados para driblar o atraso do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde .

Segundo o jornal Correio Braziliense, o  atraso teria sido pedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) para boicotar emissora.

Ontem, 4, o Brasil teve recorde de registros em 24 horas pelo terceiro dia consecutivo. Foram  1.473 novos óbitos, o que corresponde a uma morte a cada minuto no dia. O país alcançou o total de 34.021 vítimas fatais, ultrapassando os dados da Itália e se tornando o terceiro país no mundo com maior número de mortes por Covid-19 .

Em relação aos números de casos, o Ministério da Saúde calculou 614.941, sendo que 30.925 foram em 24 horas.

São Paulo segue como epicentro da doença no país, com 8.842 mortes. O Rio de Janeiro se mantém em segundo lugar, com 6.473 óbitos. Apesar dos números crescentes, capitais de ambos os estados sinalizam reabertura.

São Paulo também segue na liderança em número de casos, com 134.565 infectados pelo novo coronavírus. A lista segue com Rio de Janeiro (63.066), Ceará (61.595), Pará (50.960) e Amazonas (47.666).

O estado menos afetado é o Mato Grosso do Sul, que tem registro em 21 mortes e 1.997 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 11.977 pacientes com Covid-19  recuperados nas últimas 24 horas.


Fonte: IG Nacional

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