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Política

Assembleia aprova revisão salarial para defensores públicos

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Em sessão extraordinária, nesta segunda-feira (10), no Plenário Dirceu Cardoso, os deputados aprovaram o Projeto de Lei Complementar (PLC) 5/2020, apresentado pela Defensoria Pública do Estado. A matéria recebeu 21 votos a favor e nenhum contrário.

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O PLC garante aos defensores públicos revisão da carreira e aumento salarial escalonado até 2022. Ele tramitou em regime de urgência. O texto foi debatido e aprovado em reunião conjunta das comissões de Justiça, Direitos Humanos e Finanças. A matéria segue agora para a sanção do Executivo.

De acordo com a justificativa da matéria, os defensores estão há seis anos sem revisão e sua remuneração é uma das mais baixas da categoria no País. Os deputados Janete de Sá (PMN) e Sergio Majeski (PSB) apoiaram a proposta e argumentaram que número de defensores deve ser aumentado para evitar que eles acumulem duas ou mais comarcas ao mesmo tempo.

A deputada, que é procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa (Ales), também lembrou que a valorização da categoria terá impacto sobre o atendimento de mulheres vítimas de violência.

O projeto

O objetivo do PLC é adequar o subsídio dos defensores à Emenda Constitucional 80/2014, que segundo o texto, estendeu ao órgão garantias da magistratura. O projeto altera a Lei Complementar Estadual 55/94, Lei Orgânica da Defensoria Pública do Estado.

De acordo com a tabela apresentada pela instituição, um defensor público substituto (primeiro nível) ganharia, por exemplo, em novembro de 2020, um subsídio de R$ 12 mil; em novembro de 2021, R$ 14 mil; e em 2022, R$ 16 mil (veja ao fim da matéria).

A repercussão orçamentária seria de 7,53% para 2020; 17,03% para 2021; e 6,25% para 2022. Ainda segundo a mensagem, a despesa é compatível com a lei orçamentária vigente e com a previsão para os próximos anos.

A Emenda Constitucional 80/2014, base para a justificativa do PLC, determina que o número de defensores públicos deve ser proporcional à efetiva demanda de serviço da população atendida. O texto prevê a garantia da atividade da Defensoria em todas as unidades jurisdicionais em um prazo de oito anos.  Dentro desse prazo, a lotação dos defensores deve atender prioritariamente as regiões com maior índice de exclusão social e adensamento populacional.

Sobre a cobertura do atendimento no estado, o PLC 5/2020 explica que em 2011 a Defensoria Pública estava em 29 comarcas. A instituição conseguiu ampliar o atendimento para 63 comarcas em 2014. Atualmente, porém, a instituição está em apenas 26 dos 78 municípios capixabas, representando uma regressão no atendimento prestado ao cidadão capixaba. A Defensoria estima que 80% da população capixaba é potencial usuária dos serviços da entidade.

O órgão tem o papel de garantir assistência jurídica integral e gratuita aos cidadãos que necessitam e não podem pagar por esse tipo de serviço. Segundo as informações enviadas pela instituição, o número de defensores públicos sofreu uma redução nos últimos anos. Em 2014, eram 217 servidores. Entre 2015 e 2020, outros 30 foram nomeados, mas, ainda assim, atualmente a instituição conta com 168 profissionais. Segundo a mensagem enviada, muitos acabam deixando a carreira para investirem em outras mais atraentes.

Outras mudanças

A matéria também faz uma adequação da legislação estadual à Constituição Federal, suprimindo o pagamento de duas gratificações (a de representação e a de produtividade). Outra mudança é uma troca na remuneração entre os cargos de ouvidor e corregedor-geral do órgão.

De acordo com a explicação encaminhada, dentro do organograma administrativo, o corregedor está em patamar mais elevado hierarquicamente, apensar de receber uma remuneração inferior. A alteração faria um ajuste sem aumento de despesa, pois haveria apenas a “troca” dos valores salariais.

Tabela de subsídio
A tabela de subsídio apresentada pelo órgão traz as seguintes previsões salariais para os próximos anos:

Para o defensor público substituto (primeiro nível):
R$ 12 mil (11/2020)
R$ 14 mil (11/2021)
R$ 16 mil (11/2022)

Para o defensor público titular (segundo nível):
R$ 16 mil (11/2020)
R$ 18 mil (11/2021)
R$ 19 mil (11/2022)

Para o defensor público superior (terceiro nível):
R$ 18 mil (11/2020)
R$ 20 mil (11/2021)
R$ 21 mil (11/2022)

Para o defensor público superior-titular (quarto nível):
R$ 20 mil (11/2020)
R$ 22 mil (11/2021)
R$ 24 mil (11/2022)

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Política

Bolsonaro defende atraso nos dados da Covid-19: “Ninguém tem que correr”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Bolsonaro brincou com demora do Ministério da Saúde em divulgar informações

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta sexta-feira (5) que o Ministério da Saúde atrase a divulgação dos dados de mortos e casos confirmados da Covid-19 e disse que “ninguém tem que correr para atender a Globo”. A declaração foi dada após ele ser questionado por jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. “Agora acabou matéria no Jornal Nacional”, ironizou o presidente.

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Atrasos nos dados diários de Covid-19 podem gerar “apagão técnico”

Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem atrasado a divulgação das informações, publicando-as somente depois das 22h. O horário normal de divulgação dos dados pela pasta, no entanto, é às 19h, logo após o término das tradicionais entrevistas coletivas que são realizadas pela equipe técnica que atua no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Os atrasos correspondem justamente aos dias em que o Brasil tem batido seguidos recordes diários nos registros de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (4), por exemplo, os novos óbitos confirmados foram 1.473. O número corresponde a mais de um novo registro por minuto nas últimas 24 horas , sendo que um dia tem 1.440 minutos.

Ao justificar o atraso, Bolsonaro disse que isso é necessário porque “tem que divulgar os dados consolidados do dia”, coisa que já era feita pelo Ministério da Saúde até a semana passada respeitando o horário estipulado. Mesmo com essa justificativa do presidente, os dados que passaram a ser divulgados essa semana continuam sendo contabilizados somente até às 19h.

Em nota enviada já na noite desta sexta, o Ministério da Saúde disse que “casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas”.

Em alguns casos, a pasta justificou os atrasos porque ela “analisa e consolida os dados” e  que “em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”.

No final do comunicado, o ministério diz que as informações desta sexta serão publicadas às 22h.

Ordem de Bolsonaro

Segundo informações do jornal Correio Brazilienseuma fonte do alto escalão do governo revelou que o “atraso” aconteceu por ordem de Bolsonaro e o novo horário das 22h deve ser permanente. O objetvio seria dificultar o trabalho dos telejornais noturnos, grupo do qual o Jornal Nacional , da Rede Globo, faz parte.

Ainda de acordo com a publicação, a intenção de atrasar a divulgação dos boletins epidemiológicos sobre o novo coronavírus existem desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, mas o então ministro sempre se recusou a aceitar tal decisão, alegando que ela poderia gerar impacto negativo no combate ao vírus.

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