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Saúde

Após dor intensa, jovem é diagnosticada com câncer e tem perna direita amputada

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Aos 22 anos, Bernadette Hagans, que vive em Belfast, capital da Irlanda do Norte, começou a sentir uma pontada na perna direita, mas achou que tinha acabado de batê-la em uma caixa enquanto se mudava para seu novo apartamento. No entanto, meses depois, a dor piorou e, enquanto esfregava a perna, notou um pequeno caroço do tamanho de uma ervilha.

Mulher que teve perna amputada
Reprodução/Instagram/bernadettehagans
Bernadette foi diagnosticada com um câncer raro e, para continuar vivendo, precisou que a perna direita fosse amputada

Diante da situação, a jovem agendou uma consulta médica em janeiro de 2018, mas foi diagnosticada com um nódulo de gordura inofensivo. Quando a dor na perna ficou cada vez pior, ela foi encaminhada para o hospital para realizar exames. Assim que os resultados chegaram, ela foi informada que estava com sarcoma, um raro e agressivo tipo de câncer. 

Por conta da doença, ela precisaria amputar sua perna direita a partir da região do joelho para impedir sua disseminação ou poderia morrer. De acordo com o The Sun, os primeiros sintomas começaram a aparecer em agosto de 2017. “Alguns dias, pareceria que eu estava sendo esfaqueada na perna”, diz. “Eu sentia como se meu osso fosse estalar”, completa. 

Em maio de 2018, Bernadette foi encaminhada ao Musgrave Park Hospital, onde passou por diversos exames ao longo dos meses. Foi então que, em agosto do ano passado, ela foi chamada para uma consulta urgente. “A enfermeira pegou minha mão e perguntou se tinha alguém comigo. Foi quando eu soube que deveria ser ruim”, destaca. 

“Os médicos e ela perguntaram se poderiam ligar para meus pais, mas pedi que me contassem o que estava acontecendo. Eles explicaram que eu tinha sarcoma sinovial. Normalmente, eles tentam cortar o tumor, mas ele está enrolado em volta dos meus vasos sanguíneos e nervos. A única opção era amputar minha perna”, diz.

“Eu pareço louca, mas sempre fui uma pessoa positiva”

A jovem lembra que os profissionais olharam para ela esperando sua reação, que foi apenas sorrir e fazer uma piada. “Eles não conseguiam acreditar que eu tinha aceitado. Acharam que eu ficaria em choque”, aponta Bernadette, que logo foi apresentada para um especialista em prótese, que lhe disse que iria criar uma para ela logo após a cirurgia. 

“Eu pareço louca, mas sempre fui uma pessoa positiva. Eu realmente não fiquei tão chateada. Há tantas pessoas lá fora piores que eu. Até crianças com câncer . Eu já tinha 22 bons anos. Se fosse minha perna ou minha vida, então eles poderiam pegar a minha perna. A enfermeira ainda estava preocupada e me fazendo prometer ir direto para casa contar aos meus pais”, relata.

Amputação da perna

Mulher tem perna amputada
Reprodução/Instagram/bernadettehagans
Jovem dá detalhes da amputação da perna e conta que, após o procedimento cirúrgico, fez algumas brincadeiras

Em outubro do ano passado, época de Dia das Bruxas, ela passou pela cirurgia para a remoção do membro. “Seis horas depois, acordei e olhei para baixo da cama. Em vez de dois pés de meias listradas, havia apenas um”, conta. “Traga-me um pouco de sangue falso e eu tenho a fantasia perfeita de Halloween”, brincou ao falar com a mãe. 

Depois de passar alguns meses na cadeira de rodas, Bernadette recebeu uma perna protética e surpreendeu seus fisioterapeutas ao aprender a andar novamente em apenas 10 dias. Exames mostraram que ela está livre do câncer, então a jovem decidiu não fazer mais nenhum tratamento.

“Quimioterapia por precaução significaria meses de mais visitas hospitalares. Eu só queria continuar com a minha vida”, relembra. “Eu decidi que não fazia sentido esconder minha deficiência, então logo voltei a usar vestidos e deixar a prótese em exposição. Eu carreguei uma bengala. Não queria ser derrubada em um bar movimentado”, destaca.

Inspiração para outras pessoas

Em fevereiro deste ano, a jovem viu uma publicação no Facebook de uma agência de modelos chamada Zebedee que pedia para pessoas com deficiência entrassem em contato. “Eu nunca pensei em mim como modelo. Na verdade, sou bastante tímida. Além disso, tenho apenas 1,53 cm de altura, nada bom para a passarela”, destaca.

“Mas agora que eu perdi minha perna, minha altura não importa mais”, completa. “Deixei uma mensagem para a agência: ‘Se eu puder ajudar outros amputados, valeria a pena’. Eu não esperava receber resposta, mas no dia seguinte recebi um telefonema convidando-me a viajar para Londres para uma sessão de fotos”, ressalta. 

Agora, Bernadette assinou um contrato com a Zebedee. “Eu quero inspirar outros amputados”, afirma. “Os médicos me disseram que era minha perna ou minha vida, então foi simples”, finaliza.

O que é sarcoma sinovial, câncer que afetou a jovem?

Segundo informações do site Sarcoma UK , o sarcoma sinovial é uma forma de câncer que se desenvolve nas células em torno de articulações e tendões e tende a afetar jovens adultos. Ele pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas geralmente perto do joelho.

Os sintomas podem variar dependendo do tamanho e localização do tumor, mas a doença tende a ser um nódulo ou inchaço nos tecidos moles do corpo sob a pele, especialmente no braço, perna ou tronco. Pode aumentar de tamanho, tornar-se maior que cinco cm e e, em geral, é doloroso.

Quanto mais cedo o sarcoma for diagnosticado, melhores serão as chances de sucesso do tratamento. Para diagnosticar a doença, o médico fazer um exame físico ou de imagens. Uma biópsia também pode ser necessária. Ao identificar o estágio do câncer, o médico irá verificar qual o melhor tratamento para cada paciente. 

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Saúde

Mutirão fará diagnóstico precoce de câncer de pele em todo o país

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Cinco mil dermatologistas participam amanhã (7), no Dia Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, do mutirão de atendimento gratuito à população para o diagnóstico precoce da doença. A iniciativa marca o início da campanha Dezembro Laranja, promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O atendimento será realizado de 9h às 15h, em todo o país, nos 130 postos espalhados em diversas cidades, que podem ser identificados no site da instituição.

O primeiro mutirão foi realizado em Goiânia (GO), em 1998, tornando-se uma ação nacional a partir do ano seguinte. Desde 1999, o evento já beneficiou mais de 600 mil pessoas.

Neste ano, a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele deve atender 30 mil pessoas.

Há cerca de cinco anos, o mutirão entrou para o livro de recordes Guiness como a maior campanha de uma especialidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há cerca de 180 mil novos da doença por ano. Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento.

O coordenador do Departamento de Cirurgia Micrográfica de Pele da SBD, Luiz Fernando Fleury, destacou hoje (6), em entrevista à Agência Brasil, disse que esse é o câncer mais frequente no ser humano, porque ocorre no maior órgão do corpo, que é a pele, onde há também a maior incidência. “Felizmente, a maioria não mata, mas isso não significa que não cause problemas, pois pode se infiltrar nos órgãos e levar à morte”.

Melanoma

Há dois tipos de câncer de pele. O mais grave é o câncer de pele melanoma, que tem mais risco de provocar metástase. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer “é mais frequente em adultos brancos” e pode aparecer em qualquer parte do corpo (pele ou mucosas), na forma de manchas, pintas ou sinais. Nas pessoas de pele negra, “pode ocorrer nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés”.

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 No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele

No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O número maior de diagnósticos feitos atualmente, aliada ao fato de que a população está vivendo mais, significa que haverámais câncer de pele, do qual um dos fatores de risco é o aumento cumulativo da exposição à radiação ultravioleta. “À medida que a população vive mais, é natural que haja mais câncer de pele”, ressaltou o médico.

A questão da proteção da pele contra os efeitos nocivos do Sol está mais fácil hoje do que há trinta ou quarenta anos, afirmou o dermatologista. “Temos mais recursos hoje, com filtro solar ou roupas de proteção”.

O mutirão e a campanha da SBD reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoces. “Mais do que prevenir contra os fatores de risco, é importante chamar a atenção para o diagnóstico precoce. Acho que esse é o grande mérito da campanha, porque o câncer de pele, assim como qualquer outro câncer, quanto antes for diagnosticado, melhores serão as taxas de cura. É maior a possibilidade de cura quanto antes for diagnosticado (o câncer)”, disse Fleury.

Tipo comum

O tipo mais grave e agressivo de câncer de pele, o melanoma, qcausa mais de 1.700 óbitos anualmente e representa 4% do total de cânceres de pele. O mais comum é o carcinoma basocelular, que responde por cerca de 75% a 80% do total de cânceres de pele no país. Ele pode afetar locais nobres como nariz, orelha e regiões próximas dos olhos, levando a mutilações graves, informou Fleury.

O segundo tipo de câncer de pele mais comum é o carcinoma espinocelular (15% dos casos de pele).

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A SBD está divulgando também a campanha em redes sociais, com apoio da imprensa, marcada com as ‘hashtags’ #DezembroLaranja e #SinaisdoCancerdePele.

Luiz Fernando Fleury recomendou que a população reforce a atenção com a pele. “Ao observar sinais que não cicatrizam, lesões que aparecem de repente, pintas que mudam de cor, de formato ou de tamanho, as pessoas devem procurar um dermatologista sem demora para fazer o possível diagnóstico. Porque o câncer de pele tem tratamento, principalmente se diagnosticado mais cedo”.

O médico alertou que, quando o diagnóstico é feito mais tarde, a evolução da doença é ruim. “É um câncer grave que pode evoluir para metástese em pulmão, gânglios linfáticos, cérebro. É bem grave”, concluiu.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Saúde

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