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Economia

Após demissão, governo anuncia novo presidente da Apex

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O embaixador Mario Vilalva assumirá a presidência da Apex, confirmou o Palácio do Planalto
Reprodução/ Itamaraty

O embaixador Mario Vilalva assumirá a presidência da Apex, confirmou o Palácio do Planalto

O novo presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos),será o embaixador Mario Vilalva. A informação foi confirmada na quinta-feira (10) pela assessoria do Palácio do Planalto.

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De acordo com a equipe do Palácio, o embaixador foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Após a reunião, o nome de Vilalva deve ser publicado no Diário Oficial na união (DOU) como novo responsável pela Apex .

O diplomata Mario Vilalva entrou no Itamaraty em 1976, e já serviu em grandes embaixadas como Washington, Roma, Lisboa e Santiago. Entre 2000 e 2006, ele foi diretor-geral do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores.

O novo presidente da agência brasileira vai substituir Alex Carreiro , que teve a demissão anunciada na quarta-feira (9) pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. No Twitter, o ministro agradeceu a “importante contribuição [ de Carreiro] na transição e no início do governo.”

A demissão de Carreiro foi a primeira baixa no governo de Bolsonaro . Sua posse havia sido assinada no último dia 2 de janeiro.

Após demissão, ex-presidente da Apex trabalhou normalmente


Alex Carreiro havia assumido o cargo de presidente da Apex no dia 2 de janeiro
Reprodução/Facebook

Alex Carreiro havia assumido o cargo de presidente da Apex no dia 2 de janeiro

Logo após ter sua demissão anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Carreiro cumpriu o expediente normalmente . Segundo a Apex , Carreiro realizou “despachos internos” e recebeu “autoridades de Estado”.  

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A Apex-Brasil esclarece que o presidente Alex Carreiro, nomeado para o cargo pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, cumpriu expediente normal na agência nesta quinta-feira (10/01), tendo efetuado despachos internos e recebido para audiências autoridades de Estado”, divulgou a agência em nota.

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Sem experiência na área de comércio exterior e promoção comercial, além de nunca ter ocupado qualquer cargo relevante na administração federal, Carreiro chegou à presidência da Apex por sua amizade com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), um dos filhos do presidente.

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Economia

Preço da gasolina nas refinarias volta a subir e chega a R$ 1,4990

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A alta do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar motivaram o reajuste no preço da gasolina nas refinarias
Divulgação/Prefeitura de Paulínia

A alta do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar motivaram o reajuste no preço da gasolina nas refinarias

Depois da redução de 1,38% anunciada no último dia 9, a Petrobras comunicou que vai reajustar o preço da gasolina nas refinarias para cima a partir desta quinta-feira (17). Com a decisão, o litro do combustível passará dos atuais R$ 1,4624 para R$ 1,4990, um aumento de 2,50% – e o primeiro de 2019.

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A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. A recente alta do petróleo e a desvalorização do real frente a moeda norte-americana motivaram, segundo a estatal, o reajuste no  preço da gasolina  nas refinarias.

O preço médio do litro do diesel nas refinarias, por sua vez, segue em R$ 1,9484. No fim do ano passado, a Petrobras anunciou um mecanismo financeiro de proteção à política de preços do diesel, semelhante ao já utilizado na gasolina, que permite à estatal manter o valor nas refinarias estável por um período de até sete dias em momentos de alta volatilidade.

Preço nas bombas


Na semana passada, segundo a ANP, o preço da gasolina nos postos caiu em relação à anterior e chegou a R$ 4,2970
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na semana passada, segundo a ANP, o preço da gasolina nos postos caiu em relação à anterior e chegou a R$ 4,2970

Na semana passada, o preço da gasolina nos postos caiu 0,76% em relação à anterior, chegando a R$ 4,2970. Em 2018, porém, segundo dados compilados pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o litro do combustível acumulou alta de 5,97%. No período, o preço do diesel também subiu (3,75%).

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A duas variações são maiores do que a inflação registrada em 2018. Segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, fechou o ano passado em 3,75%, dentro da meta estipulada pelo governo em 2017.

Entenda o preço da gasolina


Do preço da gasolina, 25% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do preço da gasolina, 25% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes

De acordo com cálculos feitos pela própria  Petrobras , os valores praticados nas refinarias equivalem a 25% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 6 e 12 de janeiro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

Outros 47% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do  preço da gasolina , 12% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 16%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio de 2018, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de quatro pontos percentuais na margem de lucro desses agentes desde então.

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