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Economia

Número de vagas de emprego abertas é 452% maior em 2018 na comparação com 2017

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O setor que mais contribuiu para a lata do saldo de empregos é o de serviços
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O setor que mais contribuiu para a lata do saldo de empregos é o de serviços

O saldo de empregos no País com carteira assinada gerados no primeiro semestre deste ano foi de 392 mil, conforme apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Ministério do Trabalho. O número de vagas de emprego é 452,37% superior ao resultado apresentado no mesmo período de 2017, quando foram abertas 71 mil novos cargos.

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A diferença entre o tal de vagas de emprego  no País entre o primeiro semestre de 2018 e de 2017 é de 321 mil vagas. Além disso, o Caged aponta que, dos oito setores da economia utilizados para a pesquisa, sete apresentaram saldo positivo neste ano.

O segmento de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho no primeiro semestre de 2018, com 279.130 postos de trabalho criados.

Logo em seguida no ranking , aparece a categoria de indústria de transformação, que gerou 75.726 vagas. Enquanto que a agropecuária chegou ao total de 70.334 empregos novos, e o comércio a 94.839 postos de  trabalho com carteira assinada .

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Vagas de emprego no País e o aumento de jovens no mercado


Saldo de empregos é impulsionado pelos jovens que ocuparam 104 mil das vagas abertas
Pixabay/Creative Commons

Saldo de empregos é impulsionado pelos jovens que ocuparam 104 mil das vagas abertas

A pesquisa mostra também que, dos 392 mil empregos gerados, 104 mil inclui jovens entre 18 e 24 anos. A análise por faixa etária também registra uma reversão no fechamento de vagas para as pessoas entre 25 e 29 anos e de 30 a 39 anos. Na primeira metade de 2017, esses dois últimos grupos perderam pelo menos 66 mil vagas. Neste ano, já foram abertas 46,3 mil novos postos de trabalho nessa faixa etária. 

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Contudo, para os trabalhadores mais experientes, o mercado segue problemático. Na faixa de 40 a 49 anos, o saldo é negativo, de 16,2 mil.

Conforme a idade avança, o quadro se mostra ainda mais problemático, uma vez que, nas faixas de 50 a 64 anos e acima de 64 anos, os números são, respectivamente, de 122,1 mil e 29,6 mil.

Entretanto, o estudo aponta que o ritmo do fechamento de vagas é menor do que no primeiro semestre de 2017, quando as três faixas acima dos 40 anos viram 266,4 mil postos de trabalho com carteira assinada serem fechados.

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Nível de escolaridade para vagas


Alta no saldo de emregos foi impactado apenas por profissionais com formação acima do ensino médio completo
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Alta no saldo de emregos foi impactado apenas por profissionais com formação acima do ensino médio completo

Além do recorte por idade, o Caged também mapeou que, do total de empregos gerados, 266 mil foram para pessoas com ensino médio completo, seguido de 166 mil para quem tem ensino superior completo.

Para quem tem ensino superior incompleto e ensino médio incompleto, o total de vagas abertas foi de, respectivamente, 26,4 mil e 6,6 mil. A pesquisa também registrou que não houve abertura de novas vagas para trabalhadores com escolaridade inferior a essas, como o ensino fundamental.

Entre as vagas que contribuíram para o aumento no saldo entre trabalhadores com ensino médio completo e incompleto estão a linha de produção, faxineiro e auxiliar de escritório com, respectivamente, 49 mil, 32,3 mil e 24,2 mil vagas.

Já para quem tem ensino superior completo ou incompleto, a maior parte das vagas de emprego foram como auxiliar de escritório com 17 mil e assistente administrativo com 14,5 mil.

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*Com informações da Agência Brasil

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Economia

Brasil gerou 110,4 mil novas vagas de emprego em agosto, confirma Caged

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Saldo de vagas de emprego formais criadas no ano já ultrapassa 500 mil e deve aumentar daqui até o final do ano, ainda que apenas
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Saldo de vagas de emprego formais criadas no ano já ultrapassa 500 mil e deve aumentar daqui até o final do ano, ainda que apenas

O Ministério do Trabalho confirmou nesta sexta-feira (21) que o Brasil gerou 110.431 novas vagas de emprego com carteira assinada no mês de agosto a mais do que demitiu. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram registradas 1,242 milhão de demissões, mas 1,353 milhão de contratações, o que representa o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos.

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O resultado de agosto, somado às outras 47.319  vagas de emprego formais criadas no mês de julho devem aliviar um pouco o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que informou que o País encerrou o primeiro semestre do ano com  12,9 milhões de desempregados que correspondem a 12,3% da População em Idade Ativa (PIA).

Dessa forma, segundo o próprio governo, o Brasil acumula um saldo positivo de 568,5 mil empregos formais com carteira assinada criados apenas no ano de 2018 e um saldo positivo de 357 mil postos de trabalho na série história desde setembro do ano passado. Uma boa notícia sobretudo para os grupos mais afetados pelo desemprego : mulheres, jovens, negros e pessoas com baixa escolaridade.

Esse é o segundo mês consecutivo que o País registra saldo positivo de geração de empregos, já quem junho as demissões superaram as contratações por pouco: 661 vagas. Com os dados, o nível de estoque do emprego formal aumentou para 38,4 milhões, número superior que os 38 milhões de agosto de 2017, mas abaixo do apresentado no mesmo período nos anos anteriores, desde 2012.

Entre 2010 e 2014, o Brasil apresentou desempenho positivo nos dados do Caged , apresentando grandes quedas em 2015 e 2016. Em 2017 o saldo também foi negativo, mas menor, com 123 mil postos de trabalho fechados. Já em 2018, como dito antes, por enquanto o saldo positivo é de 568,5 mil empregos formais e a expectativa é de que aumente já que o final do ano sempre representa um aumento das vagas de emprego, ainda que sazonais.

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Na prática, os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho confirmaram o que o presidente Michel Temer havia publicado na véspera, numa mensagem do Twitter em que informava que o País tinha gerado mais de 100 mil vagas formais de trabalho no mês passado.

Vagas de emprego aumentaram em praticamente todos os setores


Setor de serviço foi responsável por mais de 50% das geração de novas vagas de emprego, mas subsetor da construção civil também apresentou ótimo resultado
Antonio Cruz/Agência Brasil

Setor de serviço foi responsável por mais de 50% das geração de novas vagas de emprego, mas subsetor da construção civil também apresentou ótimo resultado

Além dos números, a boa notícia em relação a geração de empregos se dá pela demonstração de uma tendência de recuperação em sete dos oitos setores da economia analisados. Com exceção da agropecuária, o único em que houve mais demissões do que contratações, todos os demais apresentaram saldo positivo, o que mostra um crescimento sólido e não ocasional.

O maior número de novas vagas, no entanto, foi registrado no setor de serviços que puxou a fila das altas gerando sozinho 66.256 novos empregos com carteira assinada ou 58,2% do total de 113.780 novos empregos gerados em agosto. Confira a lista completa:

  • Serviços: + 66.256
  • Comércio: + 17.859
  • Indústria de transformação: + 15.764
  • Construção civil: + 11.800
  • Serviços industriais de utilidade pública: +1.240
  • Extrativa mineral: +467
  • Administração pública: + 394
  • Agropecuária: – 3.349

Já os principais subsetores que tiveram saldo positivo foram o de ensino, serviços médicos e odontológicos, alojamento e alimentação, administração de imóveis, transportes e comunicações.

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Proporcionalmente, a maior alta foi na construção. Com 11 mil novos empregos formais, o setor cresceu 0,57% em comparação com julho, apresentando bons resultados em obras de edifícios e instalações industriais especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Já o setor de comércio foi impulsionado tanto pelas vendas no mercado varejista quanto no atacadista. A indústria de transformação registrou alta de emprego nos ramos alimentício, de bebida, químico, mecânico, madeireiro, dentre outros. Por outro lado, foram apresentadas quedas no número de admissões da indústria de borracha e fumo, na de vestuário e têxtil.

No recorte por estados, por sua vez, segundo o Ministério do Trabalho, 22 unidades da Federação tiveram saldo positivo de vagas em agosto. Os cinco estados com desempenho negativo foram Acre, Sergipe, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Maranhão.

A primeira colocada em geração de emprego, no entanto, foi a Paraíba, com a abertura de mais de 7 mil empregos, crescimento de 1,85% em relação ao mês anterior. Em seguida vêm, proporcionalmente, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará e Amapá. Com os dados, a região do Nordeste apresentou um crescimento percentual superior às demais regiões.

Diante disso, a geração de empregos no Nordeste pode ajudar a  reduzir o número de desalentados que se concentram, seis em cada dez, nessa região. Com a retomada, mais pessoas que estavam desestimuladas podem retomar as buscas por emprego o que pode até aumentar o índice de desemprego no curto prazo já que eles não são incluídos na conta quando desistem de procurar emprego, mas significa,d e qualquer forma, uma boa notícia para o País.

Trabalho intermitente x trabalho fixo


Vagas de emprego intermitentes e temporários representaram apenas uma fração do total de vagas geradas no mês de agosto
Reprodução

Vagas de emprego intermitentes e temporários representaram apenas uma fração do total de vagas geradas no mês de agosto

O Ministério do Trabalho também investigou a “qualidade” das vagas de emprego geradas no mês de agosto e divulgou os dados relativos ao trabalho intermitente, aquele que ocorre esporadicamente, em dias alternados ou só por algumas horas, e no qual o trabalhador é remunerado pelo período trabalhado numa forma mais flexível, porém, precária de trabalho.

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Segundo o levantamento, houve 5.987 admissões e 1.991 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente no mês passado. Com isso, houve um saldo positivo de 3.996 empregos no período correspondente, portanto, a apenas uma parcela de 3,5% do saldo total de empregos gerados no período.

Também no mês passado, houve aumento de 3.165 vagas de trabalho parcial, saldo resultado de 7.374 admissões e 4.209 desligamentos. Essa modalidade é aquela em que o trabalhador é contratado por um período determinado de tempo, já com previsão de quando terá seu vínculo encerrado. Esse saldo, por sua vez, representa também apenas 2,8% do total.

A má notícia, no entanto, fica por conta do salário pago por essas novas vagas geradas. Se o valor médio do salários dos trabalhadores admitidos no mês de agosto subiu R$ 5,26 em relação a julho e chegou a R$ 1.541,53, por outro lado, houve uma perda real (desconta a inflação) de R$ 1,50 em relação ao salário médio pago no mês de agosto de 2018, uma informação mais relevante para analisar a curva histórica.

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Já a diferença entre o salário médio de quem foi demitido e de que assumiu uma das novas vagas de emprego geradas em agosto foi de R$ 159,27 para baixo. Isso porque enquanto quem foi demitido em agosto tinha um salário médio de R$ 1.700,80, o salário médio de quem foi contratado foi de R$ 1.541,53, o que pode representar um problema para a Previdência Social já que está sendo necessário pagar os direitos sociais de quem foi demitido com um salário maior, enquanto se arrecada com quem está trabalhando por um salário menor.

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