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Internacional

Brasil tem ligeira melhora no IDH, mas segue na 79ª posição em ranking mundial

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Ranking mundial do IDH já havia atestado que a pobreza voltou a crescer entre 2014 e 2015 no Brasil
Fernando Frazão/ Agência Brasil – 7.4.14

Ranking mundial do IDH já havia atestado que a pobreza voltou a crescer entre 2014 e 2015 no Brasil

O Brasil apresentou no último ano ligeira melhora em seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas não o suficiente para avançar no ranking mundial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pela ONU, o IDH do Brasil evoluiu 0,001 em relação ao ano passado, mantendo o País na 79ª posição do ranking mundial pelo terceiro ano seguido.

O ranking elaborado anualmente pelas Nações Unidas avalia 189 nações a partir do cruzamento de dados relativos à saúde, educação e renda fornecidos pelos governos e por organismos internacionais. No caso do IDH do Brasil , a ligeira evolução notada no último ano decorre exclusivamente do incremento de 0,14% na renda média per capita do brasileiro. 

Apesar dessa sensível melhora, o novo estudo do Pnud aponta também que o Brasil caiu 17 posições no ranking mundial relacionado apenas à desigualdade no acesso da população à saúde, educação e perspectivas econômicas.

E essa desigualdade se manifesta tanto entre ricos e pobres quanto entre homens e mulheres. Nessa segunda comparação, as mulheres têm maior expectativa de vida e maior expectativa de tempo de estudo, mas ainda assim a evolução de renda dos homens é 57,3% maior que a das mulheres no Brasil.

O ritmo de evolução do índice de desenvolvimento humano no Brasil baixou drasticamente nos últimos anos, refletindo impactos da crise política e econômica que persiste no País. Entre 2012 e 2014, o IDH brasileiro teve incremento de 0,016. Já entre 2014 e 2017, o avanço foi de apenas 0,007.

Os cinco países com IDH mais elevado são: Noruega (0,953), Suíça (0,944), Austrália (0,939), Irlanda (0,938) e Alemanha (0,936). Já as cinco nações com pior índice de desenvolvimento homano são: Burundi (0,417), Chade (0,404), Sudão do Sul (0,388), República Centro-Africana (0,367) e Níger (0,354).

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A nível mundial, a ONU constata que houve evolução em todas as regiões do planeta, mas esses avanços não se manifestaram igualmente a todos mesmo dentro de uma mesma nação. Segundo as Nações Unidas, a disparidade entre homens e mulheres é um dos principais fatores que alavancam a desigualdade em um país.

A ONU também alerta que a degradação do meio-ambiente e da atmosfera tem colocado sob risco os avanços em desenvolvimento humano conquistados nas últimas décadas.

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Internacional

Notícias da concessão de patente à Gilead são incompletas

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Modelo de vírus da Hepatite C em reprodução 3D
shutterstock/Reprodução

Modelo de vírus da Hepatite C em reprodução 3D

Recentemente alguns veículos de imprensa repercutiram a notícia da concessão da patente do sofosbuvir, medicamento inovador desenvolvido pela Gilead para o tratamento da Hepatite C .

Nas matérias publicadas não constavam informações sobre novas e mais atuais gerações de medicamentos desenvolvidas e oferecidas pela Gilead ao governo brasileiro, para tratamento da mesma doença, a valores inferiores aos que estavam sendo discutidos. Afim de esclarecer o assunto, a empresa emitiu uma nota que segue abaixo.

Nota de esclarecimento aos brasileiros

A Gilead do Brasil refuta todas as acusações de prática abusiva de preços e exploração indevida da patente, conforme veiculado na imprensa. Acreditamos fortemente no caráter inovador dos nossos medicamentos e confiamos que os pedidos de patente do sofosbuvir atendem a todos os requisitos técnicos e legais necessários a sua concessão.

A Gilead vem mantendo negociações com o Ministério da Saúde visando oferecer as melhores opções de tratamento para Hepatite C, que farão com que o Plano de Eliminação da doença lançado pelo governo brasileiro torne-se uma realidade.

O Ministério da Saúde tem em suas mãos uma proposta em que a Gilead oferece suas novas tecnologias no tratamento da doença, os medicamentos Harvoni e Epclusa, a preços inferiores ao sofosbuvir genérico, portanto menor do que os U$ 1.506,00 por tratamento ofertados por Fiocruz e Blanver.

Para que se obtenha um resultado eficaz no tratamento, o sofosbuvir deve ser combinado com um segundo medicamento, o daclatasvir. Esse regime é conhecido como a primeira geração de tratamentos a base de sofosbuvir. Tal tratamento exige a tomada de 2 comprimidos diários, demandando a necessidade de testes prévios de genotipagem e grau de fibrose do fígado para determinar o tempo de tratamento, que pode chegar a 24 semanas (6 meses) para alguns pacientes.

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Já o tratamento de terceira geração da Gilead, denominado Epclusa, simplifica grande parte do processo de diagnóstico da doença, pois elimina a necessidade da realização dos testes mencionados acima. Além disso, o tratamento consiste na tomada de apenas um comprimido diário por 12 semanas (3 meses) para todo e qualquer paciente.

A adoção de um regime simplificado para tratar a doença é chave para o sucesso do Plano de Eliminação, pois facilita o acesso ao medicamento, visto a possibilidade de se expandir o tratamento por médicos não especialistas, bem como a logística da sua distribuição, atingindo assim um grande número de pacientes por todas as regiões do país.

É importante mencionar a parceria que vem sendo construída com o governo desde o lançamento do Sovaldi (sofosbuvir) no Brasil, pois a Gilead vem aplicando descontos progressivos (e acima de 90% em relação ao preço de referência do medicamento), possibilitando cada vez mais a ampliação do seu acesso.

Lembramos que para a Gilead, a concessão de patentes equivale ao reconhecimento da inovação dos seus medicamentos e nada tem a ver com prática abusiva de preços ou monopólio do mercado. Por conta disso é que a própria Gilead estabeleceu parceria com o laboratório público LAFEPE para transferir a tecnologia de produção de uma versão genérica e 100% nacional do sofosbuvir.

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